Com meio século de vida, a Secção Columbófila do Sangalhos Desporto Clube celebrou, no último sábado, 50 anos de vida, à volta de um almoço que contou com a presença de mais de meia centena de convivas e várias entidades convidadas (Junta de Freguesia, Sangalhos DC, Associação Columbófila do Distrito de Aveiro e Federação Portuguesa de Columbofilia), sendo, contudo, notada a ausência de um representante da Câmara Municipal de Anadia.
Um evento que assinalou ainda o encerramento da época desportiva. Daí que, em dia de festa, tenham sido, à semelhança de anos anteriores, entregues vários prémios relativos à época desportiva que, segundo Abílio Sousa, presidente da Secção, “foi melhor do que a transata”. Assim, os columbófilos de Sangalhos obtiveram as seguintes classificações: Geral: 1.º “Duque e Neves”, 2.º “Os Correias”, 3.º “Família Lopes”, 4.º “Marcelino Carrete”, 5.º “Alberto Santos”. O título de Campeão de Velocidade da Secção foi para “Luís Taveira”, também 1.º classificado em Meio Fundo. Já o título de Campeão de Fundo seria atribuído a “Os Correias”, tendo sido ainda entregues anilhas de ouro, prata e bronze aos melhores pombos da Secção.

Desafios para o futuro. Com cerca de 20 associados, esta Secção, embora pequena, pois só sete columbófilos sangalhenses encestam (enviam pombos para concurso) com regularidade, tem o mérito de se ter conseguido manter ativa ao longo de cinco décadas. Neste momento, atravessa uma fase menos grandiosa (no passado chegou a integrar 40 associados), fruto das dificuldades crescentes que o país atravessa, já que, como nos explicou Abílio Sousa, presidente da Secção Columbófila do SDC, “este é um desporto muito caro, que acarreta custos elevados com rações, vacinas, vitaminas e tratamentos. Sabendo-se que, em média, um columbófilo tem mais de 150 pombos é só fazer as contas”. No entanto, avança que a Secção está de boa saúde e para durar, sendo o objetivo mais imediato aumentar o número de columbófilos no ativo.
Luís Silva, presidente da Associação Columbófila do Distrito de Aveiro, frisaria ainda que “50 anos simbolizam muito trabalho, dedicação e espírito de sacrifício, mas também muito prejuízo para quem tem o dever de manter este tipo de coletividades”, deixando, por isso, um desafio aos columbófilos: “face à crise e para fazer diminuir custos nas coletividades, a Associação de Aveiro está disponível a trabalhar com as coletividades por forma a que estas se juntem, sem perderem a sua independência, por exemplo, na atividade de encestar”.
“Atravessamos uma fase mais complicada e difícil, na medida em que não é fácil renovar os praticantes, a que se associam dificuldades económicas e a multiplicidade de ofertas desportivas e de lazer”, revelou aquele responsável a JB, dando conta de que esta “é uma modalidade que obriga a estar com os pombos todos os dias. Uma situação que é difícil para jovens que vão estudar para longe, mas também face às exigências profissionais cada vez maiores”. Por outro lado, este responsável dá conta de que a excessiva proteção de aves de rapina está a causar muitos prejuízos aos columbófilos, uma vez que os pombos são constantemente caçados por estas aves. Por seu turno, Manuel Pereira, da Federação Portuguesa de Columbofilia, destacou o convívio e as relações de amizade proporcionadas por este desporto onde, apesar da rivalidade e competição, são a camaradagem e o desportivismo que prevalecem.
Foram ainda leiloados 42 borrachos, oferecidos por vários columbófilos à Secção, revertendo os donativos angariados a favor da Secção. A Federação Portuguesa de Columbofilia entregou ainda uma medalha de ouro à Secção pela passagem das Bodas de Ouro.

Catarina Cerca