No passado dia 11 de novembro, teve lugar na Junta de Freguesia de Sangalhos, a 2.ª Assembleia organizada pela Concelhia de Anadia do PCP. Um evento que serviu para dar a conhecer a nova Comissão Concelhia, assim como a resolução política aprovada para os próximos quatro anos.
Tendo por objetivo primordial “fortalecer o Partido” e “afirmar os valores de Abril em Anadia”, os comunistas do concelho, presentes no evento, ficaram ainda a conhecer as prioridades para o concelho de Anadia.
Embora seja reconhecido que a intervenção do Partido no concelho tem estado aquém das possibilidades e muito longe das necessidades, os comunistas de Anadia pretendem empenhar-se na intervenção no concelho e nas autarquias, procurando servir as populações o melhor possível.
Neste momento, “existe uma Comissão Concelhia valiosa, ativa e dinâmica, mas o núcleo ativo da organização é ainda pequeno e com dificuldade de concretização das tarefas”, referem. Assim, a nova Comissão Concelhia terá como objetivos a dinamização das organizações de base; alargamento do núcleo ativo do Partido; recrutamento de muitos amigos do Partido do concelho; maior envolvimento na intervenção partidária no distrito; ligação mais profunda aos problemas das empresas e locais de trabalho. O PCP de Anadia deseja ainda ter uma atitude mais interveniente e crítica sobre a realidade concelhia; melhorar a ligação dos eleitos às organizações e instituições, à vida associativa e aos problemas do concelho, mas também fazer um alargamento progressivo da cobrança das quotizações e de difusão da imprensa partidária (“O Avante!” e o “Militante”).

Propostas políticas para o concelho. Segundo o PCP de Anadia, “o concelho sofre as consequências negativas de mais de 35 anos de política de direita”. Por isso, lamentam que as opções políticas prosseguidas pelos sucessivos governos, ao serviço dos grandes interesses, atinjam o município de Anadia, que tem vindo a sofrer efeitos muito graves, nomeadamente na atividade económica e institucional.
“Cresce a recessão e as dificuldades no tecido produtivo do concelho, crescem as falências de pequenas e médias empresas, na produção, nos serviços, no comércio e na agricultura”. O setor do vinho, com raízes ancestrais na região, “debate-se com a falta de escoamento e a tenaz dos preços praticados”. Segundo revelam, “as adegas cooperativas foram levadas à falência, com exceção da de Cantanhede e Souselas, que lutam desesperadamente pela sobrevivência. Diversas empresas do setor da cerâmica e vitivinícola que foram referência no concelho fecharam, estão em processo de deslocalização ou estão em fase terminal”.
Por isso, dizem ser “imperioso defender a conclusão das obras da nova Escola Secundária de Anadia, defender o Serviço Nacional de Saúde no concelho, designadamente a Consulta Aberta, que deve funcionar em permanência, e defender a atual capacidade de resposta do Tribunal de Anadia”.
A Assembleia da Organização da Concelhia de Anadia decidiu ainda repudiar a decisão do Governo, contraditando unanimemente a posição da Assembleia Municipal de Anadia de extinguir as Freguesias de Aguim, Amoreira da Gândara, Ancas, Mogofores, Óis do Bairro e Paredes do Bairro, “reafirmando que as populações devem responsabilizar os Partidos que têm duas caras, uma para enganar os cidadãos em Anadia e outra para prejudicar os interesses do concelho nas votações na Assembleia da República”.

Intervenção ativa. Acrescente-se que os comunistas de Anadia pretendem “intervir sempre em defesa dos trabalhadores e do povo, nas grandes batalhas pelo desenvolvimento e por uma política e um governo patrióticos e de esquerda”. Dizem que estarão “na primeira linha da batalha das ideias e das pequenas e grandes lutas, em defesa de Abril, da liberdade e da paz. Estarão na luta pela democracia económica, social, cultural e política e nos combates pela soberania nacional.”

Comissão Concelhia. António Carlos Oliveira Costa, metalúrgico (Avelãs de Cima), António Rodrigues Vieira, montador de Estores (Arcos), Bruno Rodrigo Soares Lincho – Eng. Agrónomo (Sangalhos), Francisco Ferreira Amado – Eletricista Auto (Arcos), João Alves Morais, ferroviário (Sangalhos), Joaquim Augusto Piedade Gaspar, técnico Fabril (Arcos), Joaquim Alfredo Pereira Mota, gestor de Clientes (Sangalhos), José Alfredo Pereira Silva, rececionista de Hotel (Tamengos), José Francisco Paixão Correia, metalúrgico (Mogofores) e Virgílio Ferreira Neves – Conf. de Armazém (Arcos).