“Agarra que é milionário” é a peça de teatro que sobe ao palco do Centro Cultural do Silveiro, no próximo sábado à noite. Patrícia Candoso é uma das artistas que faz parte do elenco e, desta forma, está de regresso a Oliveira do Bairro.

Patrícia Candoso é uma artista multifacetada. Prefere a televisão ou o teatro?
Em primeiro lugar, obrigada pelo elogio. Tanto televisão como um palco de teatro preenchem-me enquanto artista. É muito difícil dizer o que prefiro. Em televisão é tudo muito imediato e a pressão é muito grande. Em teatro a preparação é mais profunda e sentir os aplausos e o carinho do público ao vivo é muito gratificante.

Há diferenças entre “fazer” teatro nas zonas rurais e nos grandes centros?
Sim. Há sempre diferenças até porque apesar de ser sempre a mesma peça nunca a representamos da mesma maneira. Nas zonas mais rurais infelizmente não há tanta variedade de espetáculos e, por isso, recebem-nos sempre de um forma mais acolhedora.

Sente-se mais acarinhada nos pequenos centros?
É normal ser mais abordada nos pequenos centro, porque a curiosidade é maior. Nos grandes centros as pessoas estão mais habituadas a cruzarem-se com figuras públicas. De um modo geral, felizmente, sou sempre muito acarinhada pelo público.

Regressa ao Silveiro, Oliveira do Bairro, pela quarta vez. Que recordações tem desta simpática aldeia?
É verdade e é com muito gosto que regresso. Pessoas amáveis, gastronomia deliciosa e sempre estreias de muito sucesso.

A peça que vai estar no Silveiro, o que retrata?
É uma comédia muito divertida com personagens bem construídas e todas diferentes. A temática é até bastante atual, porque de uma forma divertida aborda o tema da crise.

Acredita que a sobrevivência do teatro passa um pouco pelas autarquias locais?
Definitivamente, é uma aposta certa. Não é por acaso que temos sempre casas cheias nos meios mais pequenos e do interior.