O número de condutores que são detidos por condução debaixo do efeito do álcool tem vindo a diminuir nos últimos meses. A explicação, segundo fonte policial, estará relacionada com a crise que o país atravessa e não com nenhuma ação, em especial, da GNR.
A mesma fonte refere que os condutores, regra geral, têm menos dinheiro para gastar e andam mais atentos, pelo que o número de detenções por álcool tem vindo a diminuir de forma gradual.
A mesma fonte dá como exemplo, o resultado da operação “Baco” que decorreu, no último sábado, e que culminou com dois condutores detidos por apresentarem uma taxa de alcoolemia superior a 1,20 gr/litros de álcool no sangue.
A operação “Baco”, que visava a fiscalização da condução sob influência de álcool e de substâncias psicotrópicas e o combate à criminalidade nas estradas, foi direcionada para as vias na Bairrada (apenas nos concelhos de Oliveira do Bairro, Anadia e Mealhada), onde as infrações por excesso de álcool são mais frequentes e dão origem a um risco acrescido de acidentes de viação ou onde existam dados ou indícios da prática de ilícitos de natureza criminal.

Resultados. Nesta operação, que contou com a participação de dez militares, além dos dois condutores detidos por álcool, foram ainda elaborados seis contraordenações ao código da estrada.
Recorde-se que a nível nacional, no primeiro trimestre deste ano, foram controlados 257 492 condutores, tendo 7 374 sido detetados com uma taxa de álcool no sangue igual/superior a 0,50 gramas/litro, dos quais 3 189 foram detidos por circularem com uma taxa igual/superior a 1,20 gramas/litro.
A Guarda Nacional Republicana continua assim empenhada em combater a sinistralidade, tendo definido a segurança rodoviária como um dos objetivos prioritários para 2013.
Pedro Fontes da Costa
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