Uma casa foi assaltada, na madrugada do passado dia 9 de julho, no lugar dos Carris. Os proprietários não estavam e os meliantes, depois de cortarem a rede de vedação e terem conseguido drogar o cão de guarda, rebentaram as portas da habitação. Os valores furtados foram elevados, pois levaram ferramentas elétricas, eletrodomésticos, televisores, computadores e muitos outros valores. Como se não bastasse, deixaram também muitos estragos em portas e paredes.
Nos últimos meses, os amigos do alheio têm andado muito ativos no lugar dos Carris e, além desta casa na rua 13 de Junho, já haviam “visitado” casas nas ruas dos Branquinhos, Capela e Sto. António. Isto já para não falar em quintais, capoeiras, e mesmo terras de cultivo.
Fator comum a todos estes assaltos é a ausência dos proprietários e não se pense que isto é apenas coincidência. Isto indicia uma rede bem montada, com informantes e uma vigia muito elaborada. O que nos coloca perante um problema mais grave: estes assaltos já não serão obra de vulgares ladrões, mas de uma rede organizada. Tudo indica isso: os sinais que vão aparecendo junto da entrada de algumas casas, a presença de meliantes a rondarem as casas, por vezes de forma bastante ostensiva.
As pessoas andam assustadas e têm razões para isso. A nossa zona tem sido invadida por toda a espécie de gente, sendo que na maioria dos casos não se lhe vislumbra qualquer tipo de atividade profissional. E, apesar de estarmos rodeados por grupos com má fama, acreditem que há muitos outros a aproveitar-se dessa má fama.
Por isso, todos temos que estar atentos e colaborar. Não podemos refugiarmo-nos no “enquanto não for comigo”. Sempre que se veja ou desconfie de algo, deve-se telefonar à GNR. Para bem de todos.

Humberto Silva