A Câmara da Mealhada, a empresa cerâmica Grespor e a população estão unidas no objetivo de recuperar a habitação de um casal de Antes, que em janeiro passado ficou quase totalmente destruída por um incêndio. Logo no dia da tragédia, gerou-se um movimento solidário por esta causa, que vai ganhando adeptos todos os dias, fazendo perspetivar que a obra avançará em breve.
A Câmara da Mealhada decidiu na segunda-feira, em sessão pública, que vai apoiar, através do Fundo de Emergência e Integração Social, com materiais de construção e outros “bens em espécie”, a recuperação da casa de Maria Dulce Santos e João Cuco, que ficou destruída por um incêndio no passado dia 7 de janeiro. O assunto esteve em destaque naquela reunião, onde o colégio de vereadores analisou o relatório do assunto, decidindo avaliar os apoios existentes e os necessários para a recuperação do edifício.
Os proprietários – ambos com 62 anos – têm a seu cargo uma neta, de 19 anos, e uma idosa de 90, tendo investido naquela habitação ao longo dos últimos anos, sem que tivesse qualquer seguro. O incêndio de janeiro levou tudo o que tinham e, apesar do emprego que os dois mantêm, era difícil a recuperação do imóvel, facto que despertou a população, a autarquia e a empresa onde ambos são colaboradores para uma união de esforços para reerguer a habitação que apenas mantém a fachada e pouco mais de pé.
Segundo apurou o JB, os colegas de trabalho da empresa Grespor já terão conseguido uma verba de cerca de 1.500 euros, à qual se junta uma outra de 2.500 euros angariada pela população da freguesia. A este apoio junta-se a administração daquela empresa, que diz disponibilizar pavimentos e revestimentos, assim como a Câmara da Mealhada que fornecerá, após avaliação, os materiais de construção necessários.
“A população tem ajudado muito e a Câmara apoiou, de imediato, naquilo que podia através da Loja Social. Vamos continuar a apoiar essa família e dar o devido acompanhamento ao assunto”, disse ao JB a vereadora da Ação Social, Arminda Martins.
Entretanto, numa visita a Antes logo depois da reunião, o JB falou com Maria Dulce Santos, que recordou que “as pessoas acolheram logo esta ideia de nos ajudar, é o que me disseram, não há palavras, mas há um obrigado grande a todos os que nos ajudaram”.
João Paulo Teles

Leia a reportagem completa na edição de 16 de abril de 2015 do Jornal da Bairrada