No próximo sábado, dia 11, pelas 17h, Mário Teixeira e todo o elenco diretivo tomam posse na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia (AHBVA), para o triénio 2015/2017. A sua reelição aconteceu em Assembleia-geral, realizada no domingo, dia 29 de março.
Durante a Assembleia foi ainda aprovado o relatório de contas do ano transato, assim como dado a conhecer o Plano de Atividades para o próximo triénio.
Embora pouco participada, a Assembleia-geral da AHBVA aprovou, por unanimidade, as contas relativas ao ano de 2014, assim como o plano de atividades para o próximo triénio.

Balanço positivo. O mandato que agora termina tem um balanço positivo, ainda que se tenha registado uma diminuição na receita da quotização e nos serviços programados.
As despesas da AHBVA prenderam-se, sobretudo, com a manutenção e recuperação de viaturas, nas instalações, pintura exterior e interior do quartel; recuperação da casa escola; substituição dos portões bem como o investimento realizado na área das novas tecnologias – quartel online – central telefónica e equipamento informático.
Com um orçamento de 738.300 euros (ligeiramente inferior ao de 2013), registou-se, no ano de 2014, uma execução orçamental de 670.220 euros (receitas) e 607.339 euros (despesas).
Entre 2012 e 2014, registou-se ainda uma diminuição relativamente à quotização dos sócios (em falta de 2014 estão 29.974 euros), tendo sido cobrados 49.973 euros. Já no serviço de transporte não urgente de doentes (serviços programados) registou-se igualmente uma diminuição.
O maior volume de gastos foi com o pessoal (382.168 euros), seguindo-se as despesas com fornecimento e serviços externos (219.373 euros).
Numa altura em que o país aperta o cinto, devido aos muitos constrangimentos, a direção teve a clareza e a sensatez em prosseguir uma política económica e financeira, atinente às dificuldades atuais mantendo a associação sustentável para o desenvolvimento de novos desafios.
De acordo com o parecer do Conselho Fiscal houve uma “quebra das receitas, sobretudo nos serviços ambulatórios, mas também uma descida nos gastos, basicamente na manutenção e nos combustíveis, facto que permitiu um superavit económico”. Por isso, a situação financeira mantém-se sólida.
A terminar, este órgão recomenda a continuação de uma gestão atenta sobre os gastos face à continuada tendência de quebra das receitas, quer nos serviços de assistência, quer na redução sentida dos apoios das entidades públicas.
Avança ainda ser imperiosa a necessidade de investimentos futuros, quer na reabilitação da sede às novas exigências, quer na renovação da frota automóvel. Uma política de investimento que deverá ser baseada em critérios rigorosos no que respeita à sua eficiência/eficácia.

Ano de grande exigência. No relatório a que tivemos acesso, também a comandante Ana Matias avança que “toda a atividade decorrida no ano de 2014 foi de grande exigência quer para os bombeiros voluntários, quer para os seus familiares”, com o objetivo futuro de “atingir a excelência profissional, melhorando as capacidades individuais e coletivas”.
Ana Matias destaca as profundas alterações e adaptações nas áreas administrativas e operacional que visam melhorar a resposta à população. Ao nível da formação, foi um ano com vários cursos em que os Bombeiros de Anadia se distinguiram pela avaliação positiva nos mesmos e pela aquisição de conhecimentos.
Um destaque para a Escola de Infantes (22 elementos) e Cadetes (7 elementos) que pela primeira vez funcionou em Anadia, tendo atualmente alguns dos cadetes ingressados na Escola de Estagiários com o objetivo de ingressarem na carreira de bombeiros.
A nova Escola de Estagiários com 12 elementos é uma realidade e, da escola de estagiários anterior, nove elementos prestaram provas de ingresso distritais e foram aprovados, encontrando-se já em fase de estágio para ingresso na carreira de bombeiro voluntário.
Prioridades. A direção de Mário Teixeira não tem um ano fácil pela frente. Todavia, está determinada em manter uma gestão estratégica com qualidade, inovação e modernização. Garantir a sustentabilidade da associação, aproveitando as competências de cada um, é a sua prioridade, ainda que elenque um conjunto de áreas onde querem intervir, das quais salientamos: angariação de fundos e de novos sócios, cobrança de quotas, prosseguir e consolidar a formação interna e externamente de bombeiros, criar no quartel melhores condições de trabalho a todos os níveis, melhorar o fardamento e equipamento de proteção individual, atualizar a frota de veículos (transporte de doentes não urgentes), e reorganizar e e adquirir novas viaturas ajustadas à disponibilidade financeira da associação, avaliar a revisão salarial, sempre em consonância com a sustentabilidade económica da associação, rever e adaptar os Estatutos da Associação à legislação vigente, reestruturar internamente os serviços (reorganização administrativa), elaborar o regulamento de Distinções Honoríficas, captar novos voluntários numa perspetiva de renovação contínua, entre outros.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt