Carlos Torres estreou-se nas lides autárquicas e está a cumprir o seu primeiro mandato. Faz um balanço muito positivo destes dois anos e meio, em que realizou as obras e eventos a que o executivo se propôs.
No que concerne a obras, destaca a beneficiação feita no cemitério da Ribeira, onde foi realizada a primeira fase dos arruamentos em pedra de Ançã e o arranjo paisagístico no Largo do Passo, junto à APPACDM. “Existem ali dois largos, mas para já, intervencionamos o jardim mais pequeno, a que se seguirá o maior”, avança. Em Vilarinho do Bairro, foi igualmente recuperado o Largo do Espírito Santo. “Ficou um arranjo engraçado e recuperou-se um poço antigo, substituindo ainda uma centenária e doente palmeira por uma oliveira”.
“2015 foi um ano de extrema importância para a freguesia com a comemoração dos 500 anos de foral e todas as iniciativas e eventos realizados foram neste âmbito”, diz, destacando realizações como a Ceia Quinhentista no centro da Poutena, o rally paper em colaboração com a Associação da Quinta do Perdigão e a Feira Quinhentista, um verdadeiro sucesso que envolveu as gentes de todos os lugares da freguesia, e que se vai repetir em 2016, ainda que com uma temática diferente.

Obras em vários locais. Com um orçamento no valor de 143.250 euros, Carlos Torres reconhece que a verba não chega para tudo, porque a Junta de Freguesia “é o poder autárquico mais próximo das populações e dos lugares e aquele que acaba por ser o primeiro contacto e o elo de ligação com outras entidades”.
Quanto a obras, a aposta será no sentido da requalificação do património, dividindo as obras pelos lugares ao longo dos quatro anos de mandato. Por exemplo, o passeio do lado sul do Largo da Saudade, que transitou para este ano, será uma das primeiras obras a realizar. Segue-se a conclusão dos arruamentos do cemitério da Ribeira (com a colaboração da Câmara Municipal de Anadia, no âmbito dos acordos de cooperação), mas também a requalificação do Parque de Merendas de Banhos, sendo que os sanitários precisam de urgente e total reabilitação. Por sua vez, o parque precisa de um grande arranjo porque, em agosto, altura em que ali vão centenas de romeiros, é necessário ter aquele espaço digno. “Vamos trabalhar em conjunto com a comissão local e beneficiar aquele local”.

Requalificação do mercado. Outra grande obra prende-se com a beneficiação do mercado local. Uma obra que terá uma intervenção determinante da Câmara, que reconhece a urgência da intervenção. “A zona da restauração e onde se assa o frango de churrasco vai ser toda alterada, assim como a zona de venda de verdes e legumes frescos. São os locais onde é necessário intervir urgentemente. Segue-se a construção de mais uns sanitários e recuperação dos existentes, a repavimentação e reorganização de outros espaços, assim como a vedação e a zona de estacionamento que poderá ser alargada, caso as negociações de terrenos nas proximidades cheguem a bom porto.
Em perspetiva está também o arranjo do Parque Infantil de Chipar de Baixo, bastante degradado. “Vamos retirar os equipamentos que lá estão, pois são inseguros. Depois vamos tornar aquele espaço mais asseado, torná-lo um pequeno parque de lazer.”
A Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro possui terrenos onde irá investir na arborização com eucaliptos. São cerca de 3 mil metros que a curto prazo não vão dar qualquer rendimento à Junta, mas poderá mais tarde vir a tornar-se uma boa fonte de receita, permitindo por outro lado manter os terrenos mais limpos.
A obra de maior vulto prevista para o ano em curso é a conclusão do arranjo urbanístico do Largo da Azenha, que implica a intervenção numa grande área. Este largo é dividido ao meio pelo Rio Levira: uma parte está arranjada e ajardinada e no leito do rio existe uma piscina natural bastante procurada no verão; a outra parte do largo, a norte, nunca foi intervencionada e será alvo de uma profunda requalificação, dando continuidade à zona verde, à colocação de equipamento de manutenção geriátrico, plantação de árvores, passeio e zona de estacionamento, ligando ainda os dois largos separados pelo rio por uma ponte pedonal em madeira.
Ainda este ano vai ser feito o levantamento de todas as necessidades da freguesia em matéria de sinalização e de placas de informação e indicação de localidades. Carlos Torres fala ainda de uma verba colocada no orçamento para este ano e que se destina a trabalhos de parceria realizados com os fregueses: “queremos incentivar as pessoas a cimentar as frentes das suas casas. A Junta disponibiliza o material e as pessoas a mão de obra e com o empenho de todos será possível deixar os lugares /valetas mais asseados. Eles só têm de nos contactar.”