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O órgão de tubos da Igreja Matriz de Oliveira do Bairro está a ser alargado e vai ter uma sonoridade bem diferente e muito mais rica, resultado de um investimento de cerca de 40 mil euros.
Segundo Dias Cardoso, que está à frente deste processo, o aumento foi pensado, desde a altura do anterior pároco, padre Francisco, e só agora está a ser concretizado.
Dias Cardoso dá conta que o financiamento é tripartido pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Fábrica da Igreja e pelos Paroquianos, permitindo que, após a ampliação do órgão, a sonoridade seja “muito mais rica”.
Este responsável, que é organista na Igreja de Oliveira do Bairro,  ainda não teve confirmação se o órgão estará pronto até ao natal, contudo, uma coisa tem consciência: “está entregue a um dos melhores mestres organeiros existentes em Portugal”.

Aumento. António Simões,  Mestre Organeiro responsável pela ampliação do órgão, explicou ao JB que “o órgão de tubos da Igreja Matriz de Oliveira do Bairro foi construído em 1988/89, tratando-se de um instrumento de dois teclados e pedaleira, mecânico, cujas principais partes foram totalmente construídas na minha empresa, na altura em Condeixa-a-Nova, excetuando a consola e o ventilador”. Mais tarde, diz, “por volta do ano 2000, efetuou-se uma alteração a nível do sistema de ar e dos tubos da pedaleira”. Numa altura em que o órgão completava 25 anos de existência, foi proposto efetuar um aumento da composição do instrumento, aumento esse que “obrigaria ao alargamento das dimensões do mesmo, lateralmente e em profundidade, a fim de colocar os novos tubos, correspondentes aos registos de Principal de oito pés, Trombeta Real e Bordões do Pedal e do Primeiro (I) Manual”.
António Simões acrescenta ainda que “a intervenção, que esteve prevista para 2013, foi interrompida devido às obras da igreja e agora reiniciada após terem terminado as obras que, recorde-se, levou a que a igreja estivesse fechada durante os últimos três anos”. “Esta intervenção estava prevista para cerca de dez meses, mas evidente que esta previsão foi alterada face a todos os atrasos devidos às obras na Igreja”, sublinha.
De forma mais detalhada, o Mestre Organeiro especifica que “a remodelação passa, essencialmente, em completar ou aumentar o instrumento com novos registos e que, face ao desenho inicial, exigiu também a reconstrução de nova estrutura lateral”.
Assim sendo, “ao original – um instrumento mecânico -, foi necessário acoplar um sistema elétrico, que, evidentemente, veio onerar substancialmente o orçamento inicial, com todo o sistema de válvulas eletromecânicas, num total de 254, distribuídas por vários registos”. Contudo, “todos os trabalhos são, essencialmente, de aplicação manual, com uma grande percentagem orçamental em mão de obra”, acrescenta.