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O vereador do CDS/PP, Jorge Pato, desafiou, na última reunião de Câmara, o seu ex-colega de partido, Paulo Caiado, que foi candidato a presidente da Câmara em 2013, que explicasse, publicamente, quais foram as mentiras e traições que estiveram na origem da sua recente desfiliação do CDS/PP.
Recorde-se que Paulo Caiado pediu a desfiliação do partido, argumentando que a mesma surge em “consequência de múltiplas e reiteradas traições e mentiras por parte de Jorge Pato (vereador do CDS/PP e presidente da Distrital de Aveiro do CDS-PP) e de Lília Ana Águas (ex-deputada da Assembleia da República do CDS-PP e atual vereadora da oposição em Oliveira do Bairro) ao longo dos últimos 3 anos”. “É com profundo lamento, que ao fim de quase 22 anos de militância no CDS/PP e quase três décadas, considerando a militância na JP, venho por este meio solicitar a minha desfiliação do CDS-PP (…) Tive que escolher entre a minha fidelidade ao CDS/PP ou a Oliveira do Bairro e Oliveira do Bairro ganhou!”, lê-se na missiva que Paulo Caiado enviou à líder do CDS/PP, Assunção Cristas.
Paulo Caiado prontificou-se a responder, afirmando estar “num estado de direito, pelo que o vereador Jorge Pato deverá colocar um processo em tribunal, e que terá “o maior gosto em entregar as provas”, revelando que “não irá utilizar o direito a imunidade”. Uma prerrogativa que Paulo Caiado diz estar disponível para levantar, mas a que a legalmente não tem direito.
Já Lília Ana Águas, também vereadora do CDS/PP, veio em defesa de Jorge Pato, afirmando que, “tendo em conta o teor da intervenção feita pelo vereador Paulo Caiado, que mencionou que é no tribunal que o assunto deve ser averiguado, então questiono: por que razão o mesmo é discutido nas redes sociais e na imprensa”?
Mário João Oliveira, presidente da Câmara, na oportunidade, explicou que os assuntos que estavam a ser discutidos “são do foro pessoal e partidário, pelo que a sua discussão não tem lugar na reunião de Câmara”.
Acrescente-se que Paulo Caiado deixou de representar o CDS/PP na Câmara Municipal de Oliveira do Bairro e passou a vereador independente. É o subscritor número um do recente movimento Unidos Por Oliveira do Bairro,  que foi constituído no penúltimo sábado e que pretende concorrer às autárquicas de 2017.