A cumprir o primeiro mandato como presidente da União de Freguesias de Arcos e Mogofores, Fernando Fernandes diz-se satisfeito com o trabalho realizado em 2016, mas também com a colaboração e apoio que tem recebido da parte dos colegas de executivo e dos elementos da Assembleia de Freguesia. Para 2017 elenca várias obras prioritárias, que passam pela requalificação da rede viária, arranjo de pracetas, jardins e parques, mas também da sua vontade de ver nascer, no centro da cidade, uma “horta comunitária”.

“O ano de 2016 foi um ano muito positivo porque conseguimos concretizar, quase na totalidade, aquilo a que nos propusemos no plano de atividades”, destaca Fernando Fernandes, autarca da União de Freguesias de Arcos e Mogofores ao Jornal da Bairrada, nesta que é a última grande entrevista do mandato.
O autarca diz mesmo que, com taxas de execução acima dos 80%, o balanço “só poderia ser francamente positivo”, não deixando de agradecer aos colegas que o acompanham no executivo, mas também a todos os elementos que integram a Assembleia de Freguesia. “Muitas vezes, é graças às suas ideias e sugestões que corrigimos situações. Temos que ouvir todos, em equipa e isso não é de estranhar quando na Assembleia de Freguesia temos dois ex-presidentes de Junta, Carlos Santiago, de Arcos e José Maria Ribeiro, de Mogofores, ambos com muita experiência de vida autárquica”.
Quanto a obras, o autarca de Arcos-Mogofores avança que foram realizadas várias, assim como iniciadas outras que devem ficar concluídas este ano.
Com um orçamento a rondar os 155 mil euros, reconhece que é preciso ser muito rigoroso e gerir muito bem as verbas disponíveis, agora repartidas por um território muito maior.
Ainda que considere como o mais importante “as pessoas”, “procurando formas de melhorar as respostas para as quais somos solicitados, tanto no atendimento diário de experiente, como na execução de limpezas, obras em espaços públicos ou até no apoio às mais diversas associações.”
Por isso, diz que as obras são todas importantes, sejam elas grandes ou pequenas. “Graças a esta nova forma de trabalhar com as Juntas de Freguesia, a Câmara Municipal canaliza mais verbas para as Juntas, o que nos permite concretizar projetos e ter mais autonomia”.
Fernando Fernandes destaca ainda o facto de, sob o executivo de Teresa Cardoso, “nós sabermos sempre o que vai ser feito na nossa freguesia com alguma antecedência. Isso é muito importante, porque assim conseguimos organizar muito melhor o nosso plano de atividades”, reconhece.

Ano de 2016 com balanço positivo. O ano de 2016 fica, assim, marcado pelo início da reabilitação do Parque de Merendas de Mogofores. Uma obra dispendiosa e emblemática do mandato, mas que ainda vai demorar a concluir. A razão, apenas uma: “trata-se de uma obra muito cara, que nos levou a maior fatia do orçamento e que ainda vai obrigar a investimentos avultados no presente ano.
O autarca recorda ainda com satisfação a abertura da Alameda de acesso ao Colégio de Famalicão, que veio facilitar o trânsito no local.

Obras para 2017. Quanto a investimentos para 2017 destaca as várias obras previstas e já a concurso. Obras para realizar em parceria com a Câmara Municipal e que só ainda não avançaram devido a atrasos burocráticos relacionados com os concursos públicos.
Fernando Fernandes fala da requalificação da Avenida Eng.º Cancela de Abreu, no entroncamento com a Rua dos Olivais, na parte sul de Anadia; a requalificação da rede viária em Alféloas e a requalificação da rede viária na zona da Malaposta; requalificação da Rua S.José de Cluny até à Malaposta; beneficiação da Rua do Cértima; execução de obras de saneamento nos Bairros das Corgas e da Gândara, em Alféloas, um velho anseio dos moradores.
Mas é a requalificação do Parque de Merendas, em Mogofores, que lhe causa maiores dores de cabeça, uma vez que esta obra absorve muita da verba disponível no orçamento. “Trata-se de uma obra com muitos custos e que só é possível concretizar aos poucos”, explica.
No entanto, as prioridades para 2017 passam ainda pela execução de passeios na Rua do Campo de Futebol, em Mogofores; Requalificação da Praceta Marquês da Graciosa, em Famalicão e a requalificação da Praceta do Bairro Mira-Crasto, em Alféloas.
O autarca quer ainda avançar com a construção de valetas cimentadas em Arcos e nas Vendas da Pedreira, mas também corrigir o velho problema das águas pluviais na zona de Canha.
O cemitério de Mofogores poderá vir também a sofrer uma beneficiação, não só na pintura de muros mas também na correção dos espaços entre as campas.
Por outro lado, considera importante encontrar uma solução para o estacionamento na Urbanização da Encosta do Sol. “É um local onde urge fazer uma correção de estacionamento e que aos fins de semana é mesmo caótico.” Um melhoramento complexo, já que se trata de um loteamento, mas que defende ser muito necessário.
E porque a União de Freguesia é rica em termos associativos, Fernando Fernandes realça o apoio que o executivo vai dando às várias associações e coletividades da União de Freguesias, que leva também uma fatia significativa do orçamento disponível. “São coletividades com atividade, que envolvem muitas pessoas e sempre disponíveis a colaborar com a Junta de Freguesia, logo temos também de as ajudar.”

Possível recandidatura. A cumprir o quarto mandato (três como presidente da JF de Arcos) e este primeiro como presidente da União de Freguesias de Arcos e Mogofores diz ainda não ter pensado nas eleições autárquicas que vão acontecer este ano.
Todavia, admite uma eventual recandidatura: “em princípio e se todos os elementos de executivo da Junta de Freguesia concordarem, estamos a trabalhar para isso”, ainda que não descarte a hipótese de o virem a fazer fora das listas do PSD, que os elegera em 2013.

Cidade de Anadia poderá vir a ter “horta comunitária”

Ainda não passa de um sonho mas poderá vir a ser uma realidade. Fernando Fernandes revela que gostaria de disponibilizar uma horta comunitária no centro da cidade de Anadia.
Para isso, já pensa na aquisição de cerca de seis mil metros de terrenos agrícolas mas que não estão a ser usados.
Localizados na Avenida das Laranjeiras, nas traseiras do Edifício Cravo, os terrenos agrícolas possuem água e estão praticamente votados ao abandono.
Os contactos já estão a ser desenvolvidos com os proprietários e, segundo Fernando Fernandes, “resolvíamos com este projeto dois problemas: a limpeza e manutenção dos terrenos, mas também a questão das águas pluviais junto ao Edifício Cravo, arranjando uma forma de as encaminhar para o rio, evitando assim que se acumulem naquele local.
“Ali poderíamos ainda ter um espaço para arrumos da Junta de Freguesia”, diz, sublinhando que para o local está a ser pensado um projeto “com cabeça, tronco e membros” e conclui: “acredito que havendo uma espécie de horta comunitária, as pessoas iam aderir. O projeto poderá ser muito interessante”.

Catarina Cerca