Duarte Novo está a pouco mais de oito meses de terminar o seu primeiro mandato à frente da União de Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa. Faz um balanço positivo dos últimos três anos e, agora, traça as linhas de continuidade para 2017. Confrontado se vai ser recandidato a um segundo mandato, Duarte Novo deixa a mensagem que a sua terra poderá contar, sempre, consigo “para a defender e ajudar a construir um futuro melhor”.

Balanço. O presidente da Junta da União de Freguesias começa por afirmar que o balanço de 2016 é positivo, “não só pelos trabalhos desenvolvidos, mas pelo arranque de novos projetos que há muito estavam parados”. Mas este balanço positivo só é possível “com um empenho muito grande de todo o executivo e de uma dedicação enorme do corpo de funcionários de que dispomos”. Dá conta de que o orçamento para 2017 é de 388.922 euros. Contudo, Duarte Novo reconhece que o valor do orçamento para a União de Freguesias deveria “permitir, quer direta quer indiretamente, concretizar os ensejos e necessidades da sua população”.

Obras. Relativamente às obras calendarizadas para 2017, Duarte Novo confessa que “a Junta de Freguesia não tem muitos recursos para fazer obras de grande dimensão como é nossa vontade, mas a recuperação de muitos caminhos, a contínua estruturação de passeios, a ampliação do cemitério do Troviscal, a resolução definitiva para o espaço da feira de Bustos e a criação de mais equipamentos desportivos nos nossos parques são os nossos grandes objetivos para o ano de 2017”.
Sobre o montante de 388.922 euros para gerir os destinos das três freguesias, que compõem a União de Freguesias, diz que “o dinheiro nunca é suficiente para fazer face às necessidades de uma Freguesia que com o tempo vai criando novos objetivos e desafios, como é normal numa sociedade que está sempre em constante mudança”.

Equidade. Ao longo destes três anos, o autarca de Bustos, Troviscal e Mamarrosa diz que tem procurado tratar as três freguesias de forma equitativa, explicando que “o facto do executivo ser composto por elementos de todas as vilas implica um equilíbrio no tratamento bem visível nas extintas freguesias”.
Duarte Novo conta ainda que a gestão de três freguesias é bem diferente de gerir só uma, já que, no seu entender, “se trata de um desafio completamente diferente do que ser presidente de uma Junta de Freguesia que já existia”. “Apesar de ter comigo uma equipa já com muita experiência autárquica que conhece bem o terreno e cada uma das vilas, a diversidade de realidades implica muito trabalho de organização e coordenação, pois para além de termos de manter tradições e a identidade de cada uma das vilas, temos de as fazer crescer de uma forma harmoniosa e ao mesmo ritmo de cada uma das outras”.

Modelo de agregação. À pergunta se mantém a convicção de que a União de Freguesias é um modelo de agregação que funciona, Duarte Novo responde: “Como tem vindo a ser afirmado ao longo destes três anos, não existem dúvidas de que as freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa têm todas as características para serem independentes e trabalharem só por si. A gestão da União de Freguesias está muito dependente da forma como a equipa do executivo encara essa mesma União”.
Sobre a agregação e a inerente poupança ou não de recursos, o presidente da União de Freguesias de Bustos, Troviscal e da Mamarrosa esclarece que essa suposta poupança “é bastante limitada pelo modelo de gestão incutido por cada executivo”. “A União das Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa não recebeu até ao momento qualquer reforço financeiro originado pela agregação, tendo em alguns casos sido mesmo penalizada, pelo que o acréscimo de trabalho desenvolvido se deve exclusivamente à gestão rigorosa dos escassos recursos incutida por este executivo”.

Mais valias. Duarte Novo defende que a avaliação das mais-valias que cada freguesia ganhou com esta agregação, “deve ser efetuada pelo povo que certamente consegue avaliar de forma simples o que mudou ou não em todo este processo. Uma coisa é certa, existe muito a fazer para aumentar o bem-estar de Bustuenses, Troviscalenses e Mamarrosenses”.
O autarca bustuense dá conta ainda que as relações com a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro têm sido as melhores, e que “Câmara e Junta de Freguesia estão cá para servir o povo e como tal, de forma alguma poderão estar de costas voltadas. Estão sempre em complementaridade e é assim que temos trabalhado. Apresentamos projetos bem como as nossas ideias, que são analisadas e discutidas”.

Atividades várias. Do ponto de vista cultural, em 2017 a União vai continuar a promover em conjunto com associações/comerciantes a Festa da Fava (Troviscal), a Mostra de Gastronomia (Mamarrosa) e o Stock-Off (Bustos com participação do comércio da União de Freguesias). Será realizado o já tão concorrido cicloturismo da União de Freguesias, que terá a sua IV edição, com almoço convívio programado, este ano, para o Parque Rio Novo. Assim como manterá as atividades relacionadas com os jovens para o dia da Árvore e dia da Criança. “É certo ainda que surgirão novas iniciativas direcionadas para os jovens e comércio local da União”, afirma Duarte Novo.

Faz sentido, agora, falar na desagregação da União de Freguesias? Ou “cheira” a movimentações políticas?

“O processo, como sempre defendi e pelo menos era assim que estava programado pelo governo que implementou esta agregação, deveria ser acompanhado a par e passo por um conjunto de pessoas, a chamada «Comissão de Acompanhamento». Como todos sabem, ficámos sozinhos nesta nova realidade e curiosamente muitas instituições não sabiam responder ou não quiseram ajudar num processo que poderia ser mais facilitado… Hoje, volta à discussão a possibilidade do processo de reorganização administrativa que ditou a agregação das Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa vir a ser reavaliado, mas não deveria ter sido acompanhado desde o princípio?”, questiona Duarte Novo.