A Câmara Municipal de Anadia vai prestar homenagem aos emigrantes do concelho que se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo, com o descerramento de um Memorial ao Emigrante, no dia 22 de Agosto, pelas 18h, na Praça Visconde de Seabra, na cidade de Anadia. O monumento escultórico é da autoria do “anadiense” Fernando Jorge.
De recordar que Anadia é um concelho de grande emigração. Basta recordar os finais do século XIX e as décadas de 60 e 70 do século passado. Luxemburgo, França, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, Venezuela, Brasil e Canadá são alguns dos países de acolhimento dos vários milhares de anadienses. “É, pois, a estes anadienses que deixaram a sua terra e as suas famílias, e que foram à procura de melhores condições e de um futuro melhor, que a Câmara de Anadia presta tributo, descerrando este Memorial”, diz nota da Câmara.
O Memorial foi idealizado por Fernando Jorge que, há muitos anos “adotou” Anadia como a sua terra e que “sente o concelho como seu”. O monumento “foi feito a pensar nas muitas gerações de emigrantes, inspirado em músicas e letras que, tantas vezes, nos encantam e que ajudam a matar as saudades”, afirmou a presidente da Câmara de Anadia, acrescentando que “traduz de forma simbólica aquilo que é a vida daqueles que partem das suas terras e que, embora ausentes, levam sempre com muita saudade a sua família e a sua pátria”.
Teresa Cardoso, refere que o Memorial “é um reconhecimento pela coragem de continuarem a lutar para angariar meios para uma vida melhor”, desejando que “se puderem, regressem à terra natal, para que possam aproveitar o que de melhor o concelho tem, podendo usufruir da segurança e qualidade de vida que temos para oferecer”. A autarca deixa ainda um pedido àqueles emigrantes, com mais condições económicas, para que “invistam e criem riqueza no concelho”. Apela ainda para que passem a mensagem “da nossa qualidade de vida e de que vale a pena viver no concelho de Anadia”, esperando que os seus descendentes “possam vir até cá um dia para se fixarem”. Deixa também o convite à população, e em especial a todos os emigrantes que se encontram, por estes dias, a passar as suas merecidas férias no concelho, bem como a ex-emigrantes, para se associarem a este “momento simbólico”, a que atribui grande relevância pelo seu significado.