Gonçalo Tavares acaba de lançar o seu mais recente trabalho – “Ao Piano” – e juntou-lhe, como bónus, o DVD do concerto da Curia, no verão passado, que inclui duetos com José Cid, Luís Represas, André Sardet, Maria Carlota e Sofia Afonso.
Dos “momentos de pura felicidade” quando compõe ao pisar do palco onde gosta de estar e “dar tudo”, Gonçalo Tavares presenteia-nos neste Natal com este trabalho repleto da sua genética musical.  
 
Ao Piano. É mais um trabalho especial? Fala-nos dele.
É muito especial, sim. Para já porque reúne alguns duetos com pessoas que eu admiro e que conheço há muito tempo, por isso foi fácil.
Os temas para os quais os convidei não foram especialmente escritos para cada um, mas foram temas que eu imaginei que encaixariam nas vozes. É um gosto ter estas pessoas com estas carreiras a fazer um dueto comigo com canções minhas. Quanto à Sofia e a Carlota, são duetos óbvios. Elas cantam comigo ao vivo, dão-me um apoio brutal. Em breve vamos falar muito delas.
 
Foi um momento feliz este concerto na Curia?
Muito. Em primeiro lugar porque tenho uma grande paixão pela Curia e, depois, porque o concerto foi num sítio muito bonito, no Parque das Termas com o Casino e a fonte das águas termais de fundo. A iluminação estava muito bem feita, com um palco simples, nada de mais.  Era uma noite maravilhosa de junho, o público foi muito bom para connosco. Demos o máximo. O concerto foi gravado, aliás gravei três concertos e escolhi este para fazer o DVD.
Estamos a falar de um álbum com 17 temas e mais 20 do DVD. São muitas canções originais, algumas remisturadas e colocadas em CD físico. O álbum agora é físico. Pode mexer-se nele. E isto é sempre diferente.
 
Como defines este teu trabalho? Muito diferente dos anteriores?
A melhor resposta é que já estou a pensar no próximo. Num álbum, aquilo que queremos, o que é mais importante, é que haja pelo menos uma música que passe a informação toda, toda a genética que tenho. Se acontecer está ganho. Aquilo que quero é passar aquilo que sinto e como canto.
O álbum está recheado de músicas todas escritas por mim, menos duas delas que são da poesia de Eugénio de Andrade (uma delas canto com Luís Represas). O álbum  tem toda a minha genética e estou já a pensar no próximo, porque vai ser um bocadinho diferente.
 
Já tem data esse próximo?
Não tem, mas não vai demorar.
Este “Ao Piano” afigura-se como um bom presente para o sapatinho neste Natal…
A preço de saldo [risos]. Está um álbum agradável. Ter CD e DVD é mais interessante. As pessoas podem   ver, é mais quente.
 
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