“Trabalhar para as pessoas”. Este é o lema do primeiro ano, o último mandato que o autarca Manuel Veiga está autorizado a fazer [devido ao limite de mandatos] à frente dos destinos da freguesia de Avelãs de Cima.
Com um orçamento para este ano, idêntico ao do ano passado, a rondar os 110 mil euros, Manuel Veiga admite que “não é mau”, ainda que não seja o suficiente para todas as obras que gostaria de realizar na freguesia.
Trata-se de um orçamento que já engloba as verbas provenientes do acordo de execução e do acordo pontual para obras, estabelecidos com a Câmara Municipal de Anadia.
“Como não temos outras fontes de receita, as verbas que recebemos do Estado e da câmara municipal, são aquelas com que podemos contar”.
Executivo com disponibilidade total. Mesmo assim, diz querer colocar em marcha um plano de atividades que vai ao encontro das necessidades da população, num trabalho de continuidade em relação ao realizado no mandato anterior e do qual faz um balanço muito positivo, na medida em que garante: “a quase totalidade do planeado foi executado.”
“Sempre tivemos como principal foco as pessoas. Toda a orgânica da junta funciona em função das pessoas até porque temos disponibilidade permanente para estar ao serviço delas”, diz sublinhando que no presente, todos os três membros do executivo, estão com disponibilidade a tempo inteiro.
Assim, “de segunda a sexta-feira, a população sabe que um de nós está cá para ajudar e com a ampliação de  serviços – Espaço Cidadão à terça-feira e com o posto dos CTT,  todos reconhecem que foram mais valias de enorme relevância”, destaca, frisando que para além destes, o serviço de secretaria da junta está diluído na semana, o que considera ser melhor para as pessoas. “Esta forma de trabalhar é muito melhor”, defendendo que ser autarca a tempo inteiro (e porque já esteve a meio tempo, enquanto trabalhava no Tribunal de Anadia) é muito  mais enriquecedor e permite ter um conhecimento maior e mais rigoroso das situações.
Obras prioritárias. Para este primeiro ano, destaca a JB algumas obras que considera prioritárias.
Do plano de obras para o ano em curso, destaca um velho anseio da população de Boialvo:  a criação de um ponto de água (espelho de água) nos terrenos a nascente na Ponte do Souto.
“Já se falou com a comissão de baldios e pode ser uma solução para ajudar os bombeiros em casos de fogos florestais para abastecimento de viaturas, a construção de uma minibarragem naquele local.”
Uma outra aposta que destaca vai ao encontro do lazer e recreio. Trata-se da requalificação de dois importantes parques existentes no Pereiro: requalificação da Fonte do Moleiro com novo mobiliário urbano e do Parque do Brejo, com empedramento da regueira-foreira, não só porque este segundo é um parque muito procurado, mas porque passou a integrar o trajeto da Rota das Avelãs.
“Equacionamos a construção de um pequeno parque infantil e melhorar o espaço porque, como tem sanitários, é muito procurado para convívios e momentos de lazer em família.”
Uma outra beneficiação que quer realizar prende-se com a requalificação da Escola Primária de Canelas, que é a mais antiga da freguesia, com uma traça que remonta à década de 30. “Queremos recupera-la para a transformar num Museu-escola, ou seja, num espaço que permita ao visitante viajar no tempo, ao passado. Queremos equipá-la como ela era antigamente, no tempo dos nossos pais e avós, com cadeiras e secretárias para dois alunos, com tinteiros, com os mapas do país e do corpo humano, com os carimbos que os professores usavam, etc.” Na opinião de Manuel Veiga será uma forma de valorizar aquele espaço, devolvendo-lhe a dignidade que merece. “Há pessoas disponíveis para nos ceder equipamento porque há muitos professores primários reformados, podendo ainda aproveitar algum mobiliário de escolas primárias desativadas com a abertura dos centros escolares”.
 
Ler mais na edição impressa ou digital