Jorge Sampaio, presidente da Associação Rota da Bairrada, acaba de ser eleito “Homem do Ano”, nos Prémios W 2017, atribuídos pelo enólogo e crítico de vinhos Aníbal Coutinho.
Recentemente reeleito presidente da direção da Associação da Rota da Bairrada, para o próximo triénio 2018-2020, Jorge Sampaio, em entrevista ao Jornal da Bairrada, assume que a distinção é para a região da Bairrada, até porque, como sublinha, acaba por ser um reconhecimento ao trabalho que a região tem feito, sobretudo ao nível do investimento e aposta realizado por produtores e empresas no incremento da qualidade dos seus produtos.

Qual a sua reação ao ter conhecimento que fora eleito “Homem do Ano” nos Prémios W, de Aníbal Coutinho, face a uma “concorrência” tão ilustre?
A primeira reação foi de surpresa, pois nem sabia, sequer, que estava nomeado para o referido prémio e, talvez por esse motivo, e até por desconhecer os restantes nomeados, a primeira reação que tive foi de curiosidade sobre o mesmo.
Claro que, depois, veio o contentamento, mas sempre com a completa noção que uma distinção como esta, não é a mim, Jorge Sampaio, que é dada, mas sim à Região da Bairrada e a todo o trabalho que várias entidades, agentes económicos e diversas pessoas têm feito.
Ainda nos prémios W estavam nomeados, para várias categorias, produtores, enólogos, agentes do setor e vários vinhos da região. O reconhecimento há tanto reclamado chegou finalmente?
Já começou a chegar há algum tempo graças ao trabalho que a região tem feito. E, aqui, permitam que destaque, em primeiro lugar, o trabalho dos nossos produtores e o investimento que têm feito, ao longo dos anos, na qualidade dos seus produtos. Este trabalho, e esta dedicação, começa logo na vinha.
Depois, a nossa CVR [Comissão Vitivinícola Regional], uma equipa presidida pelo Eng. Pedro Soares, têm feito um trabalho excecional no posicionamento da Bairrada.
Hoje, podemos afirmar que a Bairrada ombreia com as melhores regiões vinícolas do mundo, na qualidade dos seus produtos. E isso deve-se à Região.
O espumante Faina Maior, numa parceria entre a Associação Rota da Bairrada e o Município de Ílhavo, numa homenagem aos bravos que se dedicam à pesca do bacalhau, teve a dimensão esperada?
A Bairrada quer estar ao lado de Portugal, a celebrar os seus feitos e conquistas. Fizemos isso em 2016 e fomos a Região Oficial da Delegação de Portugal nos Jogos Olímpicos do Brasil, lado a lado com os nossos atletas e, em 2017, nas comemorações do Centenário das Aparições de Fátima. Vamos continuar a fazê-lo.
O projeto do Faina Maior é de outro âmbito, insere-se numa política que, também, queremos seguir de ter uma Região que quer homenagear aqueles que, de uma forma ou de outra, fizeram a história do nosso país. Foi isso que quisemos fazer com o Faina Maior, homenagear aqueles que ao longo dos anos partiram em busca deste fiel amigo, atravessando mares duros. Gentes da terra que conquistaram os mares.
Foi um desafio entre a Rota da Bairrada, a CVR Bairrada e o Município de Ílhavo. Correu muito bem.
 
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