Estruturar uma rede de unidades de alojamento local ancorada nas Casas Gandaresas é o objetivo que está na base do projeto “Gândara TourSensations”, apresentado no passado sábado, na Casa (gandaresa) Museu de Santo António de Vagos.
O projeto de âmbito turístico, sob a coordenação da Universidade de Aveiro, é promovido pelas três autarquias localizadas no coração da Gândara: Vagos (que lidera o processo), Mira e Cantanhede.
O “Gândara TourSensations” deverá ser executado no prazo de dois anos. Tem o valor total de 287.500 euros e será financiado (com 80% de valor não reembolsável) pelo Turismo Centro de Portugal (TCP).
Sílvia Ribau, representante do TCP, adiantou que, para a entidade que representa, “é importante termos matéria que permita ao turista desfrutar” e este projeto insere-se na estratégia de desenvolvimento do TCP, na medida em que permite a preservação do património e a diversificação de atividades. “É uma rede de casas, que preserva as tradições e a autenticidade. Para nós, é um orgulho termos cada vez mais este tipo de oferta, que permite aos turistas terem vivências diferentes”, salientou, destacando que o papel do Turismo Centro é “promover o projeto e dar-lhe visibilidade”.
O presidente da Junta da União de Freguesias de Vagos e Santo António, Fernando Julião, parabenizou os promotores deste projeto dedicado ao turismo, esperando que tenha “todas as condições e força necessária para o seu desenvolvimento”.
Património edificado na cultura gandaresa. A Universidade de Aveiro, na pessoa de Dina Ramos, foi o grande motor do projeto. Carlos Costa, cujo departamento da economia e gestão da UA está habituado a trabalhar com o setor do turismo, afirmou que este “está a mudar muito rapidamente” e que a recuperação do país muito lhe deve. “Estávamos habituados a que as pessoas viessem a Portugal apenas pelas praias, hoje já não é assim. E se dantes, a Região centro era residual na área do turismo, sendo uma zona de passagem entre Lisboa e Porto, hoje deparamo-nos com novos fenómenos: as pessoas procuram vivências e tradições e nós [Região Centro], nessa área, temos um património enorme”, sublinhou o professor.
Por isso, “a Região Centro tem de se preparar para esta nova economia e os municípios têm de se organizar, promoverem o que têm de bom, criar rotas organizadas, para não perderem o comboio”. E congratulou os três municípios e o projeto apresentado, “pois estão aqui hoje a dar um bom exemplo”.
 
 
Ler mais na edição impressa ou digital