Anadia foi um dos concelhos na região mais afetados pelos dois dias de greve nacional que os funcionários das escolas levaram a cabo nas passadas quinta e sexta-feira.
Na quinta-feira, só os alunos da Escola Básica e Secundária de Anadia não tiveram aulas. Aliás, os portões abriram, mas as aulas só aconteceram no primeiro tempo da manhã. Contudo, perante o descontentamento e protesto dos grevistas, às 10h, as aulas foram canceladas por não estarem reunidas condições mínimas para a escola poder funcionar.
“Entendemos abrir os portões para ver se havia condições. Os alunos foram para as salas de aulas e os docentes, como estavam presentes, receberam os alunos no primeiro tempo. Feita uma reavaliação por volta das 9h e em virtude de termos só 15 funcionários de um total de 36 dos quais 7 estão de baixa (o que dá um total de 42% de funcionários em presença) a direção concluiu que estava comprometida a segurança nos intervalos e no períodos de almoço. Não havendo condições para manter a escola aberta todo o dia, decidimos interromper as aulas”, explicou o diretor do Agrupamento de Escolas, Jorge Humberto Pereira, sublinhando que “os alunos que desejem podem permanecer na escola e será garantida a refeição”.
Na sexta-feira, como estava previsto, os portões daquele estabelecimento de ensino não abriram, deixando novamente cerca de 1400 alunos na rua. Mas, neste segundo dia de greve também estiveram encerradas, no concelho, a Escola Básica 2/ 3 de Vilarinho do Bairro, frequentada por duas centenas de alunos, e o Centro Escolar de Anadia com aproximadamente 220 alunos, dado que neste dia se registou uma maior adesão à greve quer por parte de assistentes operacionais (auxiliares), quer por parte de assistentes técnicos (administrativos).

 

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