A GNR capturou duas cobras rateiras, de metro e meio de comprimento, no interior de duas residências no Ribeiro (Sangalhos) e em Albergaria-a-Velha. Ambas foram detetadas na passada terça-feira, anunciaram hoje as autoridades.

Naquele lugar de Sangalhos, coube ao Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Anadia a captura daquela cobra rateira, com cerca de metro e meio de comprimento, no interior de uma residência. Após verificação do estado do animal, e como não apresentava ferimentos, o mesmo foi restituído ao seu habitat natural.

No mesmo dia, o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Águeda capturou uma cobra semelhante, também com cerca de metro e meio de comprimento, em Albergaria-a-Velha.

Após uma denúncia, os militares encontraram a cobra que estava atrás de um móvel da cozinha, na habitação da denunciante. Em virtude do animal não apresentar qualquer ferimento, os militares restituíram o mesmo ao seu habitat natural.

Segundo a GNR, a cobra rateira, Malpolon Monspessulanus, alimenta-se à base de ratos, aves pequenas, lagartos e outras espécies de cobras sendo o réptil cuja área de distribuição melhor se ajusta ao domínio biogeográfico do Mediterrâneo Ocidental, distribuindo-se amplamente em todo o território nacional, sendo apenas escassa ou mesmo ausente nas zonas de menor altitude da faixa costeira de influência atlântica, entre Leiria e o Porto, e cujo período de hibernação é francamente amplo, desde meados de outubro até meados de março, período a partir do qual o registo de ocorrências envolvendo esta espécie é mais frequente.