A Camara Municipal da Mealhada vai promover, em setembro e outubro, dois espetáculos, no Cineteatro Messias, com todos os artistas profissionais, residentes no concelho da Mealhada, que, devido à Covid-19, ficaram sem trabalho e, por isso, sem quaisquer fontes de rendimento. 

Para além de uma ajuda aos artistas locais que vivem exclusivamente do trabalho artístico ou que tenham como atividade principal as artes, o objetivo da Câmara, com estes dois espetáculos, é o de oferecer as entradas, como forma de agradecimento, aos profissionais que, no período de confinamento obrigatório, estiveram sempre na “linha da frente”, a trabalhar para que nada faltasse aos munícipes da Mealhada, nomeadamente nas unidades de saúde, IPSS, bombeiros, escolas, GNR, padarias, bombas de combustível, farmácias, empresas de transportes, entre outros. 

No dia 26 de setembro, às 21h30,o Cineteatro Messias irá acolher um concerto com os músicos Francisco Saldanha (voz e piano), CB Correia (voz e guitarra), Ricardo Carvalho (baixo), Toni Viais (voz e guitarra) e Miguel Silva (voz e guitarra).

No dia 10 de outubro, às 17h, as portas do Cineteatro Messias irão abrir para receber o teatro infantil “Antes de começar”, de Almada Negreiros, a cargo da companhia Caixa de Palco.

Tendo em conta as imposições da Direção-Geral da Saúde, a lotação do Cineteatro Messias ficou reduzida a 50% da sua capacidade, pelo que a Câmara Municipal sugere que a reserva de bilhetes seja feita o quanto antes, através do e-mail teatromessias@cm-mealhada.pt.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, explica o motivo desta iniciativa do Município: “há artistas profissionais a passar sérias dificuldades financeiras, uma vez que, alguns deles, já não trabalham há cerca de meio ano. Ora, é nossa obrigação dar uma ajuda. E, ao promovermos estes espetáculos de música e de teatro, aproveitamos também para simbolicamente agradecer a todos os profissionais que, no período difícil de confinamento, nunca nos abandonaram e tudo fizeram, de forma abnegada, correndo grandes riscos de saúde, para que a nossa vida prosseguisse com a normalidade possível e nada nos faltasse”.