Numa altura em que o número de casos de infeção pelo novo coronavírus tem vindo a crescer no país, nomeadamente em lares, no concelho de Anadia, das 17 IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social), sete possuem a valência de Lar, (a que se somam duas privadas) que, por estes dias, se preparam para a chegada do outono com medidas mais rigorosas para proteção dos idosos institucionalizados.


Tendo em conta que o Governo ainda não apresentou o Plano Integrado para o Outono/Inverno (em fase de conclusão) e temendo o inevitável cruzamento da gripe sazonal com uma quase certa segunda vaga da Covid-19, as IPSS aguardam com expectativa as orientações da tutela. Ainda que algumas planeiem reabrir os Centros de Dia, outras, há que não o vão fazer – para já, assim como outras face ao agravar da pandemia, até já suspenderam as visitas aos lares.

Preocupação
e angústia
Por estes dias ainda reina a serenidade nas IPSS do concelho, mas a preocupação, a angústia e o medo rondam, ainda que todas estejam a cumprir rigorosamente as normas e diretrizes emanadas pela Direção Geral de Saúde (DGS) e pela Segurança Social.
Mais informadas e melhor equipadas, a verdade é que o aproximar do inverno levanta questões preocupantes, já que a gripe e outras infeções respiratórias irão misturar-se com a Covid-19.


Receando o pior, todas as instituições contactadas estão a seguir rigorosos planos de contingência por forma a evitar que o vírus entre nas instituições.


Passado meio ano do surto de Covid-19, as IPSS contactadas dizem estar melhor preparadas, mais informadas e com rotinas implementadas, quanto mais não seja pela experiência adquirida ao longo deste meio ano, que visam mitigar o surto da Covid-19.


Mas uma das questões mais temidas (já para não falar da falta de pessoal auxiliar) prende-se com as idas frequentes dos idosos às urgências hospitalares durante o período de inverno que obriga, no regresso à instituição, a um período de isolamento.

Ler mais na edição impressa ou digital