No ano em que o município de Vagos assume, pela primeira vez, a competência da Educação, o arranque oficial do novo ano letivo decorreu na Escola Básica da Quintã. Uma escolha “simbólica” já que o edifício se encontra em obras de ampliação, para tornar possível a frequência “de várias aulas de educação física em simultâneo”. Para já, a escola encontra-se sedeada provisoriamente na Casa Gandareza (freguesia de Santo António), adaptada para o efeito, que seria visitada pelos responsáveis autárquicos, alunos e professores.

No decorrer da cerimónia, que contou com a presença dos vereadores Pedro Miguel Bento, que detém os pelouros da Educação, Desporto, Juventude, Tempos Livres e Ação Social, João Manuel Domingues (sem pelouro atribuído), e Hugo Pedro Martinho, diretor do Agrupamento de Escolas de Vagos, o presidente da câmara destacou a “aposta”, ensaiada pela autarquia, na “adaptação” de funcionamento letivo, nomeadamente quanto ao desdobramento dos transportes, envolvimento das IPSS e o reforço do número de funcionários.

Estratégias que, de acordo com Silvério Regalado, deverão custar, “muito por alto, mais de 500 mil euros à câmara municipal”, sendo que a esta verba acresce a totalidade dos encargos que o município já tinha. Despesa que, assinalou o autarca, irá ser ressarcida pela Tutela, num ano em que o regresso às aulas assume “contornos especiais, devido ao contexto epidemiológico atual”.

Colégio de Calvão é problema

Questionado sobre a “não validação” de uma turma do 7.º ano, no Colégio Nossa Senhora da Apresentação (Calvão), o presidente da câmara disse estar em diálogo com o gabinete do Ministro da Educação, que “terá sido surpreendido com o facto de a notificação ter sido feita tão em cima do acontecimento”. Segundo Silvério Regalado, pela sua gravidade o problema “terá de ser resolvido rapidamente”.

De referir que a questão levou o diretor daquele estabelecimento de ensino, Luís Oliveira, a colocar o ligar à disposição ao bispo diocesano, D. António Moiteiro. Tal decisão foi tomada três dias antes de receber a referida notificação, informando que “apenas três das quatro turmas do 7.º ano tinham sido aprovadas”. Em causa estava uma turma com número insuficiente de alunos – tinha apenas 16 quando devia ser constituída por 20.

Eduardo Jaques/Colaborador