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Adega de Cantanhede com sete espumantes entre os 50 melhores do mundo

A Adega de Cantanhede não poderia encerrar o ano de 2020 da melhor forma.
Num ano tão atípico quanto desafiante, acaba de ver sete dos seus espumantes figurarem entre os 50 melhores a nível mundial.

Foi na 9.ª edição do concurso “50 Great Sparkling Wines of the World”, realizado pela Wine Pleasures, que a Adega de Cantanhede foi considerada o segundo produtor mundial com maior número de espumantes premiados na categoria de espumantes produzidos pelo Método Clássico, todos com pontuações acima dos 91 pontos em 100.

Constante procura pela perfeição

Para o conceituado enólogo da adega, Osvaldo Amado, não existe segredo: “a matéria-prima é boa, de qualidade”, cabendo ao enólogo a tarefa de “preservar o que a natureza oferece de bom”, ainda que reconheça outros cuidados a ter, como a conservação da matéria-prima, a marcação das vindimas para o momento ideal, um processo de vinificação cuidado, a que se soma ainda o facto da adega se encontrar localizada na região da Bairrada, “a região do país com o melhor terroir para a produção de vinhos espumantes pelo método clássico”.
Das mais recentes sete estrelas da empresa, o destaque vai agora para o Marquês de Marialva Bical & Arinto Reserva 2015, com 96/100 e para o Marquês de Marialva Cuvée Primitivo 2014, com 95/100, uma estreia na família de espumantes desta marca. Muito satisfeito com o resultado alcançado pelos vinhos da adega, o enólogo avança que este resultado “é uma honra para a Adega, mas também para os seus associados e para toda a equipa que, na última década, tem apostado num trabalho incansável à procura da perfeição e da excelência”, mas também mostra que a região da Bairrada “é o terroir preferencial para a produção de espumantes pelo método clássico”.
Acrescente-se ainda que estes dois espumantes foram também recentemente distinguidos com 90/100 e 92/100, respetivamente, por Mark Squires, para Robert Parker – Wine Advocate.

Exportações em alta

Também Maria Miguel Manão, diretora de Exportação e Marketing da adega, frisa a importância dos prémios “que nos ajudam no dia a dia a levar cada vez mais longe a qualidade do que produzimos na Adega de Cantanhede e na Bairrada”.
Sete prémios conquistados num ano tão atípico e difícil mas que, para a Adega de Cantanhede, está a ser um ano “carregado de boas notícias contra tudo aquilo que seria expectável”.
Igualmente muito agradada com o caminho percorrido, Maria Miguel Manão realça o facto de durante o ano 2020, os vinhos da Adega somarem já 121 distinções em concursos e revistas da especialidade, nacionais e internacionais.
“Mais importante ainda é perceber que estas distinções são o reconhecimento da nossa qualidade que se traduz depois na preferência do cliente, preferência essa que se vai traduzir depois em mais vendas, confirmando que os clientes apreciam a diferenciação dos produtos aqui produzidos”. Por isso, destaca que a exportação na Adega de Cantanhede vai fechar o ano de 2020 a crescer mais de 15%, notícias que deixam a responsável muito confiante em relação ao ano de 2021: “será, sem dúvida, um ano desafiante como foi o de 2020, mas que encaramos com muita confiança”. Por isso, deixa uma palavra de agradecimento, a todos os associados que trabalham na vinha 12 meses por ano, clientes e parceiros que têm trabalhado com a adega.
Os prémios, acrescenta, “trazem responsabilidade acrescida”, sem deixar de se mostrar muito confiante no ano que se aproxima a passos largos e que trará, naturalmente, grandes desafios para esta empresa que já exporta para mais de 20 mercados internacionais, sendo o top quatro preenchido pelo Brasil, Rússia, EUA e Inglaterra. “No caso dos espumantes, o Brasil, a Rússia e o Japão são os nossos três principais mercados para esta categoria”, sublinha.

União do trabalho e do saber

A terminar, Vítor Damião, presidente da direção da Adega de Cantanhede desde 2010, refere serem estas distinções, sem dúvida, “uma assinalável conquista para a Adega, uma afirmação da excelência dos espumantes produzidos no terroir de Cantanhede, mas também uma conquista para a Bairrada, no ano em que comemora 130 anos de produção de espumante Método Clássico em Portugal, com qualidade reconhecida a nível mundial.”
Por outro lado, Vítor Damião destaca que estes resultados só são possível graças à união do trabalho e saber “de um dos melhores enólogos do país ao trabalho de toda uma grande equipa na adega, mas também ao amor e paixão que os cerca de 500 agricultores associados depositam no trabalho realizado nas suas vinhas e que se traduzem em uvas de elevada qualidade que depois são transformadas em vinhos de ótima qualidade.”
O responsável, que também integra a direção da CVR Bairrada, aproveita para sublinhar o facto de a região da Bairrada “ser a maior do país na produção de espumantes pelo método clássico”, cuja qualidade dos seus vinhos tem crescido ano após ano, resultado do empenho, dedicação e sabedoria de uma região que produz espumantes há 130 anos.