O Teatro Aveirense apresenta, entre setembro e dezembro, uma programação que cruza música, teatro, dança e criação contemporânea, com propostas para diferentes públicos e um conjunto de espetáculos e iniciativas que abordam temas como a habitação, as alterações climáticas, a identidade cultural e a tradição.
Dois momentos assumem particular destaque neste período: a Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador, dedicada este ano às teatralidades da Amazónia, e o programa multidisciplinar dedicado à habitação, desenvolvido a partir do espetáculo O Problema da Habitação, de Jorge Louraço Figueira.
Teatro e criação contemporânea
Entre 18 de setembro e 3 de outubro, o Teatro Aveirense recebe a Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador, que percorre vários teatros da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses. A edição deste ano é dedicada às teatralidades da Amazónia e por Aveiro passam cinco espetáculos de teatro e três oficinas, com companhias e artistas de Manaus, Bogotá, São Paulo e Lima. Alterações climáticas, processos de colonização, contacto com povos originários e diferentes identidades culturais são alguns dos temas presentes nesta edição.
A estreia do espetáculo O Problema da Habitação, de Jorge Louraço Figueira, dá origem a um conjunto de iniciativas que, ao longo dos últimos meses do ano, reúne três conversas, um ciclo de cinema, um concerto e uma exposição. A programação inclui a exposição Arquitetas da Liberdade, patente no Teatro Aveirense entre 13 de outubro e 15 de dezembro, e o concerto Home, de Francisco Sasseti, a 6 de novembro, propondo diferentes perspetivas sobre uma das questões mais presentes no debate atual.
Ainda no teatro, sobe ao palco a peça Começar tudo outra vez, com direção artística e interpretação de Raquel André e Tonan Quito, uma coprodução do Teatro Aveirense.
Música entre tradição e novas linguagens
A música assume um lugar de destaque na programação dos últimos meses do ano, com propostas que atravessam diferentes épocas, estilos e geografias.
A Schönbrunn Palace Orchestra Vienna regressa ao Teatro Aveirense a 28 de setembro e 1 de outubro, com um programa dedicado às valsas, polcas e operetas do repertório vienense.
A programação musical prossegue com Happy Birthday Mr. Mercury, projeto do Quinteto de Cordas e Piano da Orquestra Sinfónica de Lisboa.
A 25 de novembro, o Ensemble Efémero Internacional apresenta Todos os sons vão dar à UA, no âmbito dos Festivais de Outono, que regressam ao Teatro Aveirense no âmbito da colaboração com a Universidade de Aveiro.
Dois dias depois, a 27 de novembro, o festival encerra com O Som da Água, Música em estado líquido, interpretado pela Orquestra das Beiras e pela Orquestra Sinfónica do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, sob direção de Luís Carvalho.
A programação inclui ainda a presença do cantor e compositor norueguês Sondre Lerche que regressa a Portugal para apresentar Acrobats, o seu novo álbum de estúdio.
Dança entre tradição e contemporaneidade
A dança marca igualmente presença na programação, com propostas que cruzam tradição, criação contemporânea e diferentes áreas artísticas.
A 16 de outubro, Clara Andermatt regressa ao palco do Teatro Aveirense com Do Terreiro ao Mundo, uma produção da Companhia Instável inspirada no universo dos Pauliteiros de Miranda, manifestação reconhecida como Património Cultural Imaterial desde abril de 2025.
Nos dias 3 e 4 de dezembro, o Teatro Aveirense recebe Axiom Casino, um projeto de cruzamento disciplinar com direção e coreografia de Jonathan Uliel Saldanha.
A 11 de dezembro, o coreógrafo holandês Remy Tilburg apresenta Flamingo, uma obra que aborda a relação entre o ser humano e o planeta e as questões ambientais que marcam o presente.
Criação artística aveirense com presença reforçada
A criação artística desenvolvida a partir de Aveiro mantém uma presença relevante na programação, reforçando a ligação do Teatro Aveirense aos artistas e estruturas locais.
A 17 de outubro, Susie Filipe apresenta o seu primeiro disco a solo, Em Tempo Real, acompanhada pela Banda Amizade – Banda Sinfónica de Aveiro.
A colaboração com a Arte no Tempo prossegue a 24 de outubro, com Uma Linha de Luz na Água, com interpretação de João Reis e Nuno Aroso.
A 5 e 6 de dezembro, a Red Cloud Teatro de Marionetas estreia en.tre.nar.ra.ti.vas, depois de um período de residência artística no Teatro Aveirense, reforçando a aposta na criação e produção artística local.
A programação de criação local encerra com A Poesia das Pequenas Coisas, da Arte no Tempo, um espetáculo musical dirigido às famílias, a 20 de dezembro.
Programação para a infância
A programação para a infância e juventude inclui, no dia 14 de novembro, Bastien e Bastienne de W.A. Mozart, uma ópera de marionetas, interpretada pela Orquestra das Beiras e a Ópera Nómada e, no dia 8 de dezembro, a peça de teatro As mais belas coisas do mundo, versão a partir de um texto de Valter Hugo Mãe, com encenação de Joana Providência.
O quadrimestre fica também marcado pelo regresso do Prisma / Art Light Tech, de 8 a 10 de outubro, levando a arte e a tecnologia a vários espaços da cidade. O festival contará com a participação de artistas de reconhecido mérito nacional e internacional, numa programação que será divulgada em breve.
Com esta programação, o Teatro Aveirense encerra 2026 com uma oferta diversificada, que valoriza diferentes linguagens artísticas, a criação contemporânea, a produção local e a relação com a comunidade, dando continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo do ano.
