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Vinhos Bairrada: Baga Friends em Londres


Os Baga Friends (grupo que integra o Palace Hotel do Bussaco, Quinta das Bágeiras – Mário Sérgio Nuno, Luís Pato, Filipa Pato, Sidónio de Sousa – Paulo Sousa e Quinta da Vacariça – François Chasans) vão representar a região da Bairrada em Londres, numa prova de vinhos única, promovida pelo conceituado crítico de vinhos norte-americano de renome internacional, Robert Parker.
Intitulado “A Matter of Taste”, este evento vínico decorre no dia 28 de fevereiro, na galeria de arte contemporânea Saatchi Gallery, uma das mais importantes galerias de arte do Reino Unido.

“Um euromilhões”. Felizes por serem os embaixadores da Bairrada e da Baga neste exclusivo e importante evento, alguns dos “friends” (Luís Pato, Mário Sérgio Nuno, Paulo Sousa e António Rocha) conversaram com JB e confirmaram ser este “Matter of Taste” uma experiência de degustação de vinhos ímpar, onde apenas vão estar presentes vinhos emblemáticos do mundo, pontuados por aquele crítico com classificações acima dos 90 pontos. Ou seja, vinhos escolhidos a dedo pela equipa da Wine Advocate, de Robert Parker (com tiragem bimestral, e mais de 50 mil assinantes espalhados por 38 países e que influi decisivamente no hábito de consulta dos grandes compradores e peritos de vinhos no mundo inteiro).
“É neste local que nos podemos dar a conhecer e a fazer imagem”, diz Mário Sérgio Nuno, que não hesita em dizer que, com esta iniciativa, “ajudamo-nos a nós, mas também à região no seu todo”.
Um evento aberto exclusivamente aos subscritores e assinantes da newsletter de Robert Parker, e no qual poderão passar mais de mil visitantes (não só consumidores, como importadores de vinhos topo de gama), ainda que a pagar cerca de 80 euros para participar na prova.
Para Luís Pato, Mário Sérgio Nuno, Paulo Sousa e António Rocha (do Palace Hotel Bussaco) esta mostra “é um verdadeiro euromilhões”, já que admitem não haver melhor lugar para expor e dar a provar os melhores néctares do mundo. “A nossa arte vai estar na arte da galeria”, diz, de forma entusiasmada, Luís Pato, habituado a estas andanças, que remata, “a melhor imagem da Baga é culpa nossa”. Por outro lado, dizem, “é a prova de que juntos, unidos, vencemos.”
Sublinhando que “o caminho faz-se caminhando”, Mário Sérgio Nuno admite que este é mais um passo que irá permitir aos londrinos “descobrir a Baga”.
Num evento que já passou por Singapura, Kuala Lumpur, e vai estar ainda em Miami, Chicago, Hong Kong, São Francisco e Nova Iorque, os produtores bairradinos foram convidados pelo próprio Robert Parker, o que mostra que “o seu interesse pelos vinhos portugueses está a crescer”, o que não acontecia há meia dúzia de anos. Por outro dado, os produtores bairradinos admitem que a Baga “é uma das grandes castas do mundo, porque é diferente e resulta em vinhos únicos, excecionais, que envelhecem como poucos”.
Para todos, este convite mostra que só muito recentemente os “vinhos portugueses, especialmente os Bairrada, conseguiram chegar aos tão almejados 90 pontos de Parker”, destaca Luís Pato.

Vinho Baga Friends voa para Londes. A par com vinhos de cada um dos produtores, vai ser dado a provar um vinho do grupo. Um vinho tinto de 2011 (ano emblemático para a região da Bairrada), a que Parker atribuiu 93-95 pontos. São 1200 garrafas apenas de um vinho que mostra, acima de tudo, a união do grupo. Cada produtor entrou com 150 litros de vinho, que resultou num lote que vai sair em breve para o mercado. Uma forma, dizem, de através da sua venda, angariar fundos para continuar a fazer a promoção dos vinhos dos Baga Friends por esse mundo fora. O vinho vai ser vendido através de um distribuidor nos restaurantes e garrafeiras de topo nacionais, mas também em alguns locais na Dinamarca.
Mais recentemente, entrou para os Baga Friends, Dirk Niepoor, que decidiu apostar na Bairrada, adquirindo a Quinta de Baixo, embora não participe ainda nesta deslocação a Londres.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: “O bichinho pela música” faz nascer Orquestra Desigual da Bairrada


Está aí o mais recente projeto musical da Bairrada. Orquestra Desigual da Bairrada é o seu nome e nasceu no passado dia 9 de fevereiro, dia em que foi celebrada a escritura pública desta associação.
Pela mão de 19 sócios fundadores, esta associação, sem fins lucrativos e com sede em Anadia, propõe-se juntar pessoas com os mais diversos gostos musicais, com o intuito de promover o desenvolvimento musical, proporcionando a melhor ocupação dos tempos livres, através desta prática.

A paixão pela música. Esmeralda Ferreira é a presidente da direção, mas acompanham-na nesta aventura anadienses bem conhecidos como Júlio Ferreira, Joaquim Peixinho, Olga Peixinho, Armando Castro, Teresa Castro, António Dias (Tony), Felizardo Bandeira, Maria da Conceição Bandeira, António Margalho, Nuno Moura, José Moura, Irene Cruz, Lilia Coelho, Conceição Coelho, Esmeralda Sequeira, José Maria Lopes, Gorett Cruz e Nelson Serrano.
Todos têm em comum o gosto pela música, pela confraternização. “Alguns de nós já nos conhecemos há anos e gostamos de nos juntar para tocar. Aprendemos muito uns com os outros”, adianta Esmeralda Ferreira. E foi esta paixão pela música, aliada ao sonho de um dos elementos que deu asas ao projeto “Orquestra Desigual da Bairrada”.
“Começámos a reunir para ensaiar e fazer avançar a Orquestra. Em meio ano, o projeto está pronto a ser dado a conhecer ao grande público”, adianta. Quase todos, de uma forma mais direta ou indireta estão ligados a projetos musicais, ou a iniciativas de cariz mais social ou solidário. Então, por que não ter em Anadia uma Orquestra? O vazio, dizem, justifica-o e a vontade falou mais alto.
“Temos desenvolvido atividades musicais em várias associações e em termos de solidariedade e achámos que havia uma necessidade de reunir elementos que andavam a tocar de uma forma dispersa”, diz Esmeralda Ferreira.
O nome, como nos revelou, “diz tudo”. Desigual porque o grupo se propõe tocar música popular portuguesa, tradicional, clássica, música de tuna, enfim vários géneros musicais, numa orquestra que se quer o mais abrangente possível. Desigual porque é liderado por uma mulher; Desigual porque quer ter em palco uma presença informal; porque a média de idades dos músicos (à exceção de uma jovem música muito talentosa) ronda os 50/60 anos, embora todos com espírito tão jovem quanto irreverente.

Convite a jovens músicos. Daí o apelo que lançam aos jovens músicos da Bairrada que tocam em bandas ou filarmónicas, por exemplo, para que venham também abraçar este projeto, já que ainda têm carência de músicos nas áreas dos metais, violinos e clarinetes.

Ensaios e atuações. Os ensaios decorrem desde finais de 2014, em Mogofores, no edifício da antiga Junta de Freguesia, às quartas-feiras, a partir das 21h.
A apresentação pública do grupo terá lugar no próximo sábado, dia 21 de fevereiro, pelas 21h, no Cineteatro de Anadia.
Um evento, cuja angariação de fundos reverterá a favor do CAT (Centro de Acolhimento Temporário) de Sangalhos e que será “apadrinhado” por três grupos (Animatus Band, Gonçalo Tavares, Fado ao Centro) que vão participar neste espetáculo de duas horas.
O grupo, que começa a dar os primeiros passos, vai também atuar no próximo dia 1 de março, na Palhaça, mas admitem sonhar com atuações fora de portas. Oliveira do Bairro, Águeda, Aveiro, Mealhada e Coimbra são locais preferenciais: “tocamos onde precisarem de nós”. Para já, está em curso a angariação de novos associados e, no futuro, poderão nascer outras secções como aulas de música, teatro, e quem sabe um dia, um lado mais recreativo ou desportivo.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Prémios Revista Wine – Produtores do Ano e Revelação são da Bairrada


 

A Bairrada está, uma vez mais, de parabéns. Mário Sérgio Nuno, da Quinta das Bágeiras (Fogueira-Sangalhos) e Luís Patrão, do projeto Vadio foram eleitos, Produtor do Ano de 2014 e Produtor Revelação do Ano 2014, respetivamente, nos Prémios da Revista Wine – A Essência do Vinho.
A entrega de prémios teve lugar na última sexta-feira, na cidade do Porto. Para além destes dois prémios, os vinhos da Bairrada também estiveram em alta. O “Grande Vadio 2011” e “Quinta do Ribeirinho Baga Pé Franco 2010” ficaram no Top 10 da Wine, ao serem dois dos vinhos mais bem pontuados no ano transato, ambos com 18,5 valores.
Assim, entre os ‘Melhores do Ano 2014’ foram eleitos a Quinta das Bágeiras, como ‘Produtor do Ano’, afirmando o relevo que Mário Sérgio Nuno já tem no setor vitivinícola, e o Vadio, na categoria de ‘Produtor Revelação do Ano’, distinção que vem trazer às “luzes da ribalta” o trabalho que o enólogo Luís Patrão desenvolve na Bairrada com o seu projeto vínico pessoal.

Excelência e mérito dos premiados. Para Mário Sérgio Nuno, o ano de 2014 encerrou com chave de ouro. Aliás, no ano em que a Quinta das Bágeiras assinalou 25 anos de existência, a quantidade de vinhos premiados e distinções alcançadas, entre ela a comenda da Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Agrícola para o produtor Mário Sérgio, deixam-no orgulhoso. Por outro lado, ter as duas revistas nacionais de referência no mundo dos vinhos (Revista de Vinhos e Wine) a distinguirem-no, no espaço de dois anos, como Produtor do Ano, não o poderia deixar mais satisfeito. Prémios que, como diz, acarretam “mais responsabilidade”, ainda que admita não ser fácil repetir um ano como o de 2014. “Os prémios, penso que se devem ao facto de eu preservar um estilo, à minha teimosia, ao facto de não andar atrás de modas. Fazemos o nosso próprio caminho e os prémios confirmam e consolidam o nosso projeto”, acrescenta.
Já Luís Patrão, enólogo da Herdade dos Esporão, é o rosto do projeto Vadio, situado na aldeia da Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro. Confessa que não estava à espera da nomeação e que esta o deixou “obviamente ainda mais feliz” Por isso, agradece à equipa da Revista WINE e Essência do Vinho “a distinção que nos traz uma grande responsabilidade e estímulo para continuarmos a trabalhar”, assim como espera que este prémio incentive outros jovens produtores da Bairrada, “a acreditar na região e a ter orgulho no nosso património vitivinícola”.
Nos vinhos, foram ainda dois os néctares com Denominação de Origem Bairrada que entraram no ranking ‘Top Wine 2014’. Os néctares ‘Luís Pato Vinha Barrosa tinto 2011 (Luís Pato) e ‘Poeirinho Baga tinto 2012’ (Niepoort), ambos com 18 valores, revelaram-se escolhas altamente recomendadas pelo painel de provadores da revista.
Catarina Cerca

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“O nosso objetivo é reconciliar o Carnaval com a população”


Entrevista a Nuno Canilho, da direção da Associação de Carnaval da Bairrada, na edição de 5 de fevereiro de 2015 do Jornal da Bairrada.

O que podemos contar para a edição do Carnaval deste ano?
Temos um Carnaval que foi repensado, de maneira a manter os aspetos que melhor o defendiam e representavam e a mudar o que de menos bom tinha. Teremos, por isso, um desfile luso-brasileiro de grande qualidade. Teremos um programa infantil, um cartaz de animação noturna de grande qualidade, e algumas experiências, que esperemos possam ser bem aceites pelo público, como o Desfile Trapalhão pelas ruas do centro histórico da Mealhada, entre muitas outras.

Um Carnaval na Mealhada sem rei brasileiro foi uma decisão fácil de tomar?
Não ter um rei ator brasileiro já era uma hipótese pelo menos desde que nos candidatámos e vencemos as eleições para a ACB, em junho. Por isso, não foi difícil chegar a essa opção, esgotados todos os esforços para encontrarmos um rei que preenchesse o perfil definido.
Efetivamente, o Carnaval da Mealhada teve um rei brasileiro de 1978 a 2014 – com a exceção de 2007, onde esteve um ator português a trabalhar no Brasil –, mas o primeiro Carnaval luso-brasileiro da Bairrada, em 1971, e os seguintes não tiveram ator brasileiro. Daí que se coloque a questão: O que é a tradição? O que se fez nos primórdios ou que se acabou por se prolongar ao longo do tempo?

Fazer regressar o Carnaval à sua essência popular é algo que persegue esta associação?
O Carnaval da Mealhada nunca deixou de ter uma essência popular. É um Carnaval muito popular e nele participam muitas centenas de jovens de toda a região. O objetivo da ACB é, antes de mais, reconciliar o Carnaval com a população, procurando que todos percebam o trabalho de grande qualidade artística que é feito nas escolas de samba e na construção do espetáculo. Trata-se infelizmente de arte efémera e essa é a nossa principal dificuldade.

Que melhorias vai ter o recinto?
O percurso do desfile luso-brasileiro vai ser mais curto, isso vai fazer com que toda a espetacularidade de cada escola de samba tenha muito mais coesão, um efeito mais denso e, acima de tudo, muito mais intensidade.

Quatro escolas é um número suficiente?
A qualidade do espetáculo não depende do número de escolas. Depende de muitas coisas, mas não do número de escolas. Assim tenham elas figurantes suficientes para lhe dar corpo, para apresentarem um enredo coerente, com beleza e arte. O nosso desejo é que as escolas sejam cada vez maiores e melhores, não faremos nada para que sejam mais.

Esta edição, que marca o primeiro Carnaval da nova direção, acaba por ser um grande laboratório em termos de evento, com novas experiências. O futuro imediato do Carnaval depende da aceitação destas novidades?
Esta equipa preocupou-se em repensar o evento porque o leva muito a sério. É esse o nosso mote de candidatura. Isso faz com que tenhamos de avaliar o que foi feito e experimentado e daí tirar conclusões para o futuro. O resultado de aspetos como o desfile trapalhão, o tamanho do percurso do corso luso-brasileiro, o cartaz da animação noturna, o programa infantil, ou mesmo o protocolo com a Câmara da Mealhada e a forma de trabalhar através de protocolo com as escolas de samba será efetivamente analisado e é muito relevante para o futuro, especialmente para o Carnaval de 2016.

Quantos espetadores aguardam? Qual a bitola de êxito para a ACB a este nível?
Esperamos cerca de 10 mil pessoas nos dois desfiles luso-brasileiros. Acreditamos que no evento total, com oito noites de animação noturna incluídas, possam estar entre 25 a 30 mil pessoas.

Entrevista conduzida por João Paulo Teles, integrada no Especial Carnaval da Mealhada, edição de 5 fevereiro 2015 do JB

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Certificação de vinhos DO Bairrada aumenta 8% em 2014


Dois mil e catorze termina como mais um ano de afirmação da qualidade dos vinhos e espumantes da Bairrada, tendo-se registado um crescimento no volume de garrafas certificadas com Denominação de Origem (DO) Bairrada na ordem dos 8%, o que corresponde a mais 500.000 unidades se compararmos com 2013.
O aumento foi superior nos espumantes, a rondar os 24%, valor que dista em 20% dos vinhos tranquilos, que registaram um crescimento na ordem dos 4%.
Para Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, “estes são números que têm margem para crescer: por via dos produtores, que apostam cada vez mais na certificação dos seus vinhos, revelando o interesse em alavancar a notoriedade da região Bairrada; mas também pelo facto da procura dos vinhos desta região estar a aumentar – cá dentro e fora de portas –, o que se traduz no aumento (e valorização) da produção”.
A Bairrada é hoje uma região dinâmica, com adegas e viticultura moderna, e onde o clima e as castas (com destaque para a tradicional Baga) formam o fator diferenciador. Com uma incrível plasticidade, é uma das poucas regiões do país onde se fazem espumantes, tintos e brancos com grande consistência qualitativa; onde as uvas dão origem a vinhos com vários estilos mas mantendo a identidade regional; e em que as uvas podem ser vindimadas em diferentes períodos para fazer os vários vinhos, com as uvas da poda em verde a serem aproveitadas para espumante.

Leia mais na edição de 29/01/2015

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Anadia: Produtor Luís Pato galardoado com o prémio Personalidade do Ano 2014


 

O produtor bairradino Luís Pato foi distinguido com o Prémio Personalidade do Ano 2014, atribuído conjuntamente pelo BPI e Cofina (Correio da Manhã e Jornal de Negócios), com o patrocínio do Ministério da Agricultura e do Mar.
Nesta 3.ª edição, o Prémio Agricultura 2014, que tem por objetivo promover, incentivar e premiar os casos de sucesso dos setores Agrícola, Agro-Industrial, Pecuário e Florestal nacionais, atribuiu, pelas mãos da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o galardão “Personalidade do Ano 2014”, a Luís Pato. Foi no passado mês de dezembro, em Lisboa.
O prémio de reconhecimento pela carreira exemplar na área da vitivinicultura não deixou de surpreender o produtor bairradino.
A JB, Luís Pato confessou ter ficado surpreso com a distinção, não só porque não esperava receber tal galardão, mas porque, fazendo uma análise mais profunda, este traduz-se num “prémio carreira” que, segundo o próprio, “dá a ideia de que se está a ficar velho”, pois são já 30 anos a trabalhar a full time neste setor.
Um reconhecimento enquanto produtor, mas também pela sua posição sempre irreverente, sobretudo junto da administração central, pelo contributo dado no desenvolvimento e na promoção da agricultura portuguesa, mas também pelo trabalho desenvolvido em favor da Bairrada, da sua imagem. Como se sabe, Luís Pato tem sido um dos mais acérrimos defensores da casta Baga, no país, mas especialmente no mundo, sem esquecer o que tem feito pelo setor, enquanto dirigente da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e vice-presidente da ViniPortugal.

Diferenciação. Embora este seja um prémio carreira, um prémio pessoal, a região da Bairrada também sai vencedora, admite o produtor, para quem a casta Baga é de exceção para a produção de espumante. Por isso, reconhece que a aposta da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) na promoção e na dinamização do espumante de Baga é um importante passo para a região, “por não existir esta casta em mais nenhum ponto do mundo para a produção de espumante”.
Luís Pato admite que a Baga começa a dar passos importantes e a consolidar-se, ou seja a fazer-se notar e conhecer a nível mundial, concretizando-se, assim, um dos seus maiores sonhos.
Aliás, à nossa reportagem confessou que há 12 anos, quando inaugurou a sua adega, em Amoreira da Gândara, tinha um sonho que agora se torna realidade: “colocar a Baga como uma casta de reconhecimento mundial”. Hoje, este sonho começa a concretizar-se e, não restam dúvidas, que os Baga Friends (grupo de produtores bairradinos que integra) são um exemplo disso mesmo.
Daí que este grupo, a convite de Robert Parker (crítico de vinhos de renome internacional), vá apresentar esta casta emblemática da Bairrada, em Londres, no próximo dia 28 de fevereiro, durante o certame Vinhos Ícone do Mundo.
Por outro lado, admite que a viticultura melhorou bastante na região graças às novas plantações, mas também à existência de mais técnicos na vinha. “Hoje não é só o saber da experiência do produtor que conta, mas também o conhecimento dos técnicos sobre a vinha”, sublinhando que o vinho Bairrada “começa a ter uma boa imagem lá fora”. Por outro lado, salienta que para tal tem contribuído a aposta feita na diferenciação, na utilização de castas diferenciadoras, mas também na educação pela diferença: “temos de educar o consumidor para as características únicas das nossas castas, para que ele as passe a conhecer e a apreciar”, porque os vinhos portugueses são muito gastronómicos, de elevada qualidade e feitos com castas desconhecidas do consumidor comum.
Luís Pato acredita que nos EUA, por exemplo, dentro de dois ou três anos, o vinho português vá estar ao mais alto nível e que Portugal tem que se saber “vender diferente”, considerando ainda mercados de eleição para os vinhos nacionais o Canadá, Japão, Coreia do Sul, Macau e Hong Kong. “Não precisamos de muitos mercados, mas de bons mercados”, conclui.
Nesta 3.ª edição, foram também distinguidos: Jovem Agricultor: Lúcia Freitas, Magnum Vinhos; PME: Fundação Eugénio de Almeida; Associações/Cooperativas: Carmin, Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz; Novos Projetos: Terrius; Inovação: Francisco Olazabal; Produto Excelência: Tomate industrial; Grandes Empresas: Sugal.
Catarina Cerca

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Cooperativa de Anadia: Instituição sólida, focada nos associados


Com 64 anos de vida, a Cooperativa Agrícola de Anadia tem, neste momento, 1500 associados, provenientes dos concelhos de Anadia, Mealhada e Águeda.
Manuela Ferreira, que dirige a Cooperativa há 12 anos, vai recandidatar-se ao cargo no próximo dia 18 de dezembro e faz um balanço muito positivo destes últimos 12 anos. Por quê? Os objetivos que estavam delineados foram, praticamente todos cumpridos. Reconhecendo terem sido anos de grande exigência e desafios constantes, é com orgulho e satisfação que olha para trás e verifica que o esforço e sacrifício valeram a pena.
Manuela Ferreira revela que a equipa foi capaz de implementar uma restruturação geral, no sentido de agilizar os serviços e dar à Cooperativa uma sustentabilidade financeira. “Quisemos que os recursos da Cooperativa fossem direcionados na ajuda dos associados e não consumidos pela própria estrutura”, explica, recordando que, ao nível das instalações, a Cooperativa foi remodelada com a criação de uma Loja Agrícola, uma Farmácia de Fitofármaco, assim como foi melhorado o espaço onde é ministrada a formação profissional (apoio do IAPMEI).
Por outro lado, a Cooperativa foi dotada de um corpo técnico que tem permitido ajudar e aconselhar os associados a tomar as melhores opções, principalmente ao nível da utilização dos produtos fitofarmacêuticos, área que tem vindo a exigir uma maior e melhor qualificação de todos.
Melhorias e uma evolução constantes que conduziram a grandes mudanças. Com estas remodelações, foram criadas as condições necessárias para ter os produtos expostos e organizados por secções e proporcionar um atendimento mais personalizado. Permitiu apostar numa maior diversidade de produtos, que têm tido imensa rotação, nomeadamente os produtos da terra, do lavrador, entre outros. Estas alterações resultaram numa maior aproximação dos agricultores à Cooperativa e conquista de novos clientes.
“Implementamos e aprofundamos projetos de ajuda ao agricultor, é exemplo disso na área administrativa o parcelário agrícola, apoio na área da vitivinicultura e suinicultura. Na área comercial, contamos com parceiros muito credíveis, o que nos tem permitido disponibilizar aos nossos associados produtos de qualidade a preços bastante competitivos. Do ponto de vista da produção, dedicámos especial atenção à comercialização dos produtos dos nossos associados, ajudando ao escoamento da batata, cereais, legumes, mel e outros”, revela a responsável, dando conta de que “esta é uma área que teremos de aprofundar e aperfeiçoar no futuro”, desafiando os associados a dirigirem-se à Cooperativa com os seus produtos por forma a que a Cooperativa os possa valorizar, colocando-os no mercado, ao melhor preço possível.

Recandidatura. Com eleições na próxima semana, Manuela Ferreira vai recandidatar-se ao cargo: “a Cooperativa é ainda uma obra inacabada e, mais do que nunca, sinto-me preparada e motivada para enfrentar novos desafios”.
A JB revela que, no próximo mandato, se os associados lhe derem o voto de confiança, pretende, acima de tudo, estreitar e reforçar os laços entre a Cooperativa e os agricultores, por forma a tornar ambos mais fortes. “Esta instituição só tem razão de existir se estiver permanentemente ao serviço dos seus associados”, sublinha. Mas, como em qualquer instituição, nem tudo são rosas, pelo que os obstáculos que tem encontrado pelo caminho têm sido variados. No entanto, como revela, “com coragem, profissionalismo e dedicação de toda a equipa, com maior ou menor dificuldade, conseguimos trazer o barco a bom porto, manter a estabilidade financeira.”
Do seu ponto de vista, estão criadas as condições necessárias e suficientes para a instituição, de uma forma sustentável, se projetar no futuro e focar toda a atenção naquilo que realmente mais interessa, que é ajudar os associados. “Queremos que considerem este espaço também deles, que o frequentem como se da sua casa se tratasse”, destaca.

Aposta na formação. A Cooperativa tem vindo a apostar fortemente na Formação Profissional, em parceria com a Confagri (Confederação Nacional das Federações Cooperativas Agrícolas de Portugal). Uma das grandes apostas da Cooperativa, que começou em 2005 e de lá para cá tem vindo a crescer cada vez mais. Uma experiência muito positiva, que tem trazido e fidelizado muitos agricultores à Cooperativa. Os cursos são gratuitos para o agricultor e os mais procurados são os de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, pois, são obrigatórios por Lei para quem pretender comprar e aplicar agroquímicos. Está previsto mais uma vaga de cursos, estando a direção a reunir esforços para que sejam no início de 2015.
Manuela Ferreira acredita também que o setor agrícola é cada vez mais um setor onde se deve apostar. No caso concreto do concelho de Anadia, a agricultura teve e terá, na sua opinião, um lugar fundamental no desenvolvimento da região. Caso do setor vitivinícola, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento social e económico da região e no modo como projeta o nome do concelho. “No caso concreto da Cooperativa, para além desta agricultura de escala como é o vinho e a vinha, queremos olhar também com muita atenção para a agricultura familiar, que tem um peso enorme na região e no país e que tão maltratada tem sido”. Por isso, defende que a agricultura agro-familiar desempenha um papel fulcral do ponto de vista económico e social, como seja a produção de produtos e criação de animais para consumo. “Tem-se a vantagem de consumir produtos de melhor qualidade, de origem nacional. Contribui ainda para a criação de emprego, a preservação do ambiente e, por que não, até como atividade lúdica e de lazer. Muitos de nós procuram nas nossas hortas refúgio para o stress do dia a dia”, frisa.
A responsável defende ainda que a agricultura deve ser valorizada, assim como devem criar-se incentivos e medidas para colocar o país a produzir os seus próprios produtos, apostar mais nos produtos nacionais e não estar dependente de outros países.
A terminar, Manuela Ferreira diz que, nesta altura, as maiores preocupações dos agricultores têm sido o grande dilema dos baixos preços dos produtos à produção e a dificuldade em escoar, devido à entrada de produtos vindos de outros países a preços mais baixos. “É necessário fixar os preços e controlar a margem de lucro dos intermediários, de modo a que o agricultor possa fazer face às suas despesas. É urgente que se tomem medidas a fim de resolver esta questão”, conclui.

Catarina Cerca

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Curia: Rota da Bairrada celebra Natal com animação e surpresas


A Rota da Bairrada, durante este mês de dezembro, celebra o Natal Bairrada e promove diversas iniciativas, com muita animação e surpresas.
Com horário alargado e reabertura aos domingos, o Espaço Bairrada, na estação da Curia, deu início a uma programação de atividades, ao fim de semana.
Durante todo o mês, há descontos e ofertas em compras no Espaço Bairrada.
Nos dias 13 e 20, há “Artesanato ao vivo” das 15h às 17h. No dia 13, São Rosmaninho levará ao Espaço Bairrada a modelagem em barro e, no dia 21, a artesã Isaura Marques ensinará as crianças a pintar azulejos. Estas atividades são gratuitas.
A Animação infantil é no dia 14 de dezembro das 15h30 às 17h30, uma atividade gratuita para crianças com mais de três anos. Será um domingo de brincadeira, com teatro de fantoches, modelagem de balões e pinturas faciais.
Estas atividades de Natal são todas gratuitas.

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Anadia: Candidatura deve ser potenciada pela região


Apesar do título Capital Europeia do Vinho 2015 ter ido para Reguengos de Monsaraz (Alentejo), a candidatura da Bairrada foi, na opinião da autarca anadiense, Teresa Cardoso, muito importante, tanto mais que a seu ver, “pela primeira vez, os oito municípios da região uniram-se em torno desta candidatura, convictos do valor da mesma”.
A candidatura conjunta, encabeçada pelo município de Cantanhede, integrava Anadia, Mealhada, Águeda, Oliveira do Bairro, Vagos, Aveiro e Coimbra, assim como múltiplos parceiros: Turismo Centro de Portugal, Comissão Vitivinícola da Bairrada, Associação Rota da Bairrada, Vinibairrada e Confraria dos Enófilos da Bairrada.
Embora se mostre triste com o facto da candidatura bairradina não ter sido eleita pela RECIVIN para Capital Europeia do Vinho 2015, Teresa Cardoso sublinha que havia três candidaturas (Bairrada; Melgaço/Monção e Reguengos de Monsaraz), logo a candidatura bairradina tinha 1/3 das hipóteses.
Esteve, tal como vários outros autarcas e parceiros, presente na última semana, em Jerez de La Frontera, e avança que, do que viu, “confesso que estávamos convictos que a nossa candidatura era inovadora e tinha todas as condições para sair vencedora”.
A seu ver, tratava-se de uma candidatura com grandes mais-valias, que dava uma grande valorização à Bairrada, articulando o que se pretendia valorizar de todo o património da região, acrescida de uma grande componente tecnológica, nomeadamente com investigação na área dos vinhos.
“Venceu Reguengos de Monsaraz, temos de aceitar com muita dignidade e honra”, acrescentou a JB, sublinhando que os municípios da região estão determinados em “aproveitar esta vontade que ficou expressa para continuar a fazer o trabalho dentro do propósito da candidatura para promover e potenciar a região como ela merece”.

Catarina Cerc

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Anadia: Jorge Sampaio lidera Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal


Jorge Sampaio, vice-presidente da Câmara Municipal de Anadia e presidente da Associação Rota da Bairrada é o presidente da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal (ARVP).
Foi no passado dia 13 de novembro, no Peso da Régua, que teve lugar a Assembleia-Geral da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, com a eleição e tomada de posse dos órgãos sociais, apresentação do plano de atividades e orçamento, ainda que a associação tenha sido constituída oficialmente a 5 de maio, no Cartaxo.
Agora, ao Jornal da Bairrada, Jorge Sampaio avança que a associação é o resultado de um trabalho que vem sendo realizado nos últimos quatro anos por várias Rotas de Vinho e que a ARVP pretende “fazer a promoção integrada das Rotas do Vinho”. A sua ação vai assentar em quatro eixos estratégicos no ano de 2015, acrescenta: criar um processo para a certificação das Rotas de Vinhos; apostar fortemente na formação e em criar cursos vocacionados para o enoturismo por causa do turismo; apostar na promoção e internacionalização das Rotas dos Vinhos, um produto que precisa ganhar escala no exterior de forma a afirmar-se, ser competitivo com outras Rotas de Vinho do mundo mas também revitalizar algumas Rotas de Vinhos que estão paradas no país, como é o caso da Rota do Vinho do Porto.
A Associação conta também com o compromisso de diálogo por parte do Turismo de Portugal para a promoção interna e externa do produto turístico. Durante os próximos três anos, Jorge Sampaio espera ver crescer associados e parceiros. Para já, integra cinco rotas, 40 municípios e várias entidades nacionais, nomeadamente as Confederações Báquicas e Gastronómicas.
A ARVP tem, assim, como missão promover destinos turísticos e enoturismo, ou seja, apoiar as rotas de vinho regionais, organizando toda a oferta existente ao nível do enoturismo, mas também promover o produto Rotas dos Vinhos no exterior.
Acrescente-se que este projeto nasceu da necessidade constatada pelos municípios e pelos agentes de promoção e desenvolvimento turístico, da crise profunda em que se encontravam muitas rotas do vinho, por todo o país. Por isso, esta associação visa desenvolver um trabalho integrado e dinamizador, já que encara o Enoturismo como uma marca de Portugal, com uma grande importância económica, porque não se esgota como produto em si próprio, mas influencia todo o tecido económico, cultural e social.

Direção: Presidente – Jorge Sampaio (Rota da Bairrada); Secretário – Mª Carmo Guilherme (Rota da Península de Setúbal); Tesoureiro – José Arruda (Associação de Municípios Portugueses do Vinho); Vogais: Francisco Carmo (Rotas dos Vinhos de Lisboa) e Mª de Lurdes Vaz (Rota de Vinhos de Colares, Carcavelos e Bucelas)
Conselho Fiscal: Presidente – GRATER – Associação de Desenvolvimento Regional, Ilhas da Terceira e Graciosa; Secretário (Rota do Vinho do Porto); Vogais: Mário Cerqueira (Federação das Confrarias Báquicas do Vinho) e Rota dos Vinhos Verdes Alvarinho
Assembleia Geral: Presidente – Pedro Machado (Turismo do Centro de Portugal); Vogal: Cândido Mendes (Federação do Turismo Rural)
Catarina Cerca

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