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Vilarinho do Bairro: Mudanças dos alunos para a EB 2/3 pouco consensual


Vários alunos que frequentavam as Escolas Básicas de Samel e de Vilarinho do Bairro (a encerrar este ano, no âmbito da reforma educativa) vão sair para escolas fora do concelho de Anadia.
Embora a Câmara Municipal de Anadia tenha apresentado no Tribunal, em julho, uma Providência Cautelar contra os encerramentos das Escolas Básicas de Samel e de Vilarinho do Bairro a verdade é que, até agora, reina o silêncio relativamente ao resultado da mesma, assim como perante os dois encerramentos, a EB 2/3 de Vilarinho do Bairro (frequentada por alunos do 5.º ao 9.º ano) foi escolhida como escola de acolhimento para estas crianças.
Uma situação que tem causado muito descontentamento no seio da população, com vários encarregados de educação a rejeitarem a solução da EB 2/3 e a preferirem retirar os filhos da rede de ensino do concelho.
EB 2/3 preparada. Embora António Alves, responsável pela Escola Básica 2/3 de Vilarinho do Bairro diga que está tudo a postos para receber as crianças do 1.º CEB e que foram criadas duas turmas do ensino básico (uma de 15 e de 18 alunos), a verdade é que muitos pais não querem que os filhos, tão pequenos, convivam numa escola com alunos mais velhos.
“Esta escola é mais segura, tem excelentes condições, uma cantina com alimentação de excelência”, diz o docente António Alves, rejeitando os argumentos dos pais. “As salas de aulas e o refeitório têm mobiliário igual ao das escolas primárias e estão selecionados sanitários públicos só para os mais pequenos”, embora admita que ainda falta efetuar algumas adaptações.
Esta mudança levou, oportunamente, a autarca Teresa Cardoso a alertar, no passado mês de agosto, para estaa situação que agora se confirma: os pais iriam retirar os filhos para fora do concelho, deslocando-os para concelhos limítrofes.
Leia mais na versão digital do seu JB.

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Sangalhos: Início de ano letivo sem Centro Escolar divide opiniões


Amanhã, dia 12 de setembro, os alunos do concelho de Anadia regressam às escolas para mais um ano letivo, embora marcado por algumas dúvidas e até situações insólitas.
É o caso das três escolas oficialmente encerradas pelo Ministério da Educação na freguesia de Sangalhos (Pista, Cruzeiro e Fogueira) que, afinal, segundo JB conseguiu apurar, vão abrir portas, a título excecional, no arranque deste ano letivo, porque a construção do novo Centro Escolar da freguesia (na foto) não ficou concluída a tempo.
Uma situação insólita que obriga a que as antigas escolas – condenadas ao encerramento no âmbito do processo de reorganização da rede escolar – mantenham as portas abertas, pelo menos por mais alguns meses, ainda que o Agrupamento de Escolas de Anadia, até ao passado dia 9, não tenha recebido qualquer autorização escrita, da tutela, neste sentido.
Segundo indicações do Ministério da Educação, no arranque deste novo ano, já não abririam portas – neste caso concreto – as escolas básicas da Fogueira, Pista e nº 1 de Sangalhos/Cruzeiro, na freguesia de Sangalhos, uma vez que todos estes alunos (cerca de 110) iriam ser integrados no novo Centro Escolar da freguesia.
Todavia, como este não está concluído, amanhã, dia 12, as apresentações e início de aulas começam nas velhas escolas. O mesmo é esperado acontecer em Avelãs de Caminho e em Avelãs de Cima, freguesias onde as escolas básicas de Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Pereiro e Boialvo também não deveriam abrir portas. Todavia, como também o Centro Escolar que vai servir estas freguesias não está completamente operacional, as velhas escolas vão manter as portas abertas mais algum tempo.
Em Sangalhos, esta situação é encarada de forma pacífica, ainda que alguns pais e encarregados de educação revelem algum descontentamento com o facto do novo Centro Escolar da Freguesia não abrir no arranque deste novo ano escolar. Uma obra há muito desejada mas que apesar de estar aparentemente concluída, carece ainda de alguns arranjos interiores e exteriores, segundo apurámos junto da Câmara Municipal de Anadia, que também sublinha que todas as competências da autarquia relacionadas com almoços e CAF serão integralmente asseguradas nas escolas que o Ministério da Educação entender manter abertas.
Leia mais na versão digital do seu JB.

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Anadia: “Corrida das cores” mobiliza escolas do concelho


A Câmara Municipal de Anadia vai organizar uma “corrida das cores”, destinada a alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário dos estabelecimentos de ensino do concelho de Anadia, na sequência de uma proposta apresentada pela Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada (EVEB).
Analisado na reunião extraordinária do passado dia 30 de julho, o documento da EVEB propõe a realização, em Anadia, de uma corrida destinada a fomentar o convívio entre os elementos da comunidade educativa do concelho, ao mesmo tempo que converge para a promoção de hábitos de vida saudáveis através da prática desportiva e da atividade física, indo, aliás, ao encontro da política da autarquia em matéria de desporto e saúde.
A prova, a realizar no dia 10 de outubro (a confirmar) decorrerá num trajeto urbano que levará os participantes a percorrer alguns dos principais espaços públicos da cidade de Anadia.
A Câmara Municipal de Anadia irá, assim, assumir a organização do evento e a articulação com as escolas e colégios, contando, ainda, com a colaboração de outras entidades.

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Anadia: Entrada em funcionamento dos dois novos Centros Escolares permanece em aberto


É ainda uma incógnita se os dois novos Centros Escolares (Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho e Sangalhos) do concelho de Anadia vão abrir portas no arranque do novo ano letivo, já no próximo mês de setembro.
A autarca Teresa Cardoso admite não estarem reunidas as condições necessárias para iniciar o ano escolar 2014/15 naqueles dois novos centros escolares. Esta mesma indicação já foi dada por si ao Agrupamento de Escolas de Anadia e à Tutela que deverá, junto do Agrupamento de Escolas, verificar se existem condições para que todas as escolas básicas possam vir a funcionar em setembro.
A edil anadiense falava a respeito da Providência Cautelar que apresentou no Tribunal contra os encerramentos das Escolas Básicas de Samel e de Vilarinho do Bairro. Uma Providência Cautelar, em jeito de intimação, que pretendia travar a intenção da tutela que, só no concelho de Anadia, quer encerrar, de uma assentada, dez estabelecimentos de ensino.
Teresa Cardoso mostra-se, no mínimo, perplexa com a resposta que recebeu da DGestE: [foi dada a indicação de que na reorganização da rede escolar, na articulação com os municípios, a estes apenas cabe o título consultivo/opinativo e nada mais], já que “o município não tem legitimidade para se imiscuir em assuntos que não tem que decidir e que cabem ao Ministério da Educação.” Perante uma resposta tão contundente, a autarca deixa a questão no ar: “Então, em que ficamos? Somos chamados a opinar e depois não temos legitimidade para nos intrometer nesta decisão que só cabe ao Ministério da Educação?” Por isso, admite ter dúvidas quanto à abertura dos Centros Escolares em setembro: “O de Sangalhos não tem os arranjos exteriores concluídos, mas o de Avelãs ainda estamos a estudar”.
A seu ver “o Ministério da Educação deve analisar bem o processo”, revelando ainda ter solicitado uma audiência ao Secretário de Estado da Administração Escolar para aclarar estas situações, tendo agora sido encaminhada para um contacto com o Diretor Geral dos Estabelecimentos Escolares.
“Num tempo em que o Ministério da Educação quer fazer a transferência de competências e municipalizar setores como a Educação (1.º, 2.º e 3.º ciclos), quando vem dizer que a Câmara Municipal não tem legitimidade para se imiscuir em determinadas matérias, cabe-lhe, a ele, reunir condições para iniciar um novo ano letivo.”
Segundo o Ministério da Educação no próximo mês de setembro já não abrem as EB de Avelãs de Caminho (42 alunos); Avelãs de Cima e Pereiro (49) e Boialvo (13), na freguesia de Avelãs de Cima; Fogueira (11), Pista (31) e nº 1 de Sangalhos (64), na freguesia de Sangalhos; Ancas (2); Vilarinho do Bairro (19) e Samel (13), na freguesia de Vilarinho do Bairro. Mas a edil anadiense não se conforma, até porque, como explica, os pais das crianças que frequentam as escolas de Samel e de Vilarinho do Bairro “estão num enorme estado de ansiedade e tristeza”. A autarca sabe que é impossível às eventuais escolas de acolhimento (Poutena ou EB 2/3 de Vilarinho do Bairro) conseguirem criar as condições de excelência que existiam nas duas escolas que agora encerram. Teresa Cardoso lamenta ainda que devido a esta situação haja pais a retirar os filhos dos estabelecimentos de ensino do concelho, deslocando-os para concelhos limítrofes, assim como não percebe que nalguns concelhos se mantenham abertos e em funcionamento Centros Escolares com um número de alunos inferior ao destas escolas.
Catarina Cerca

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Câmara de Anadia repudia encerramento de 10 escolas e avança com Providência Cautelar


Os dois novos Centros Escolares (Avelãs de Caminho/Avelãs de Cima e Sangalhos) podem não ter os arranjos exteriores concluídos no início do novo ano letivo, caso o Ministério da Educação (ME) insista no encerramento das Escolas Básicas de Samel e de Vilarinho do Bairro.
Esta informação foi avançada pela autarca Teresa Cardoso, durante a última reunião de executivo, realizada no passado dia 25, após confirmação de que no próximo mês de setembro já não abrem as EB de Avelãs de Caminho (42 alunos); Avelãs de Cima e Pereiro (49) e Boialvo (13), na freguesia de Avelãs de Cima; Fogueira (11), Pista (31) e nº 1 de Sangalhos (64), na freguesia de Sangalhos; Ancas (2); Vilarinho do Bairro (19) e Samel (13), na freguesia de Vilarinho do Bairro.

Surpresa e indignação. No início da reunião de executivo, realizada na última semana, a edil anadiense revelava ter recebido uma comunicação da tutela com indicação das escolas básicas a encerrar no concelho. No total são 10, sendo Anadia um dos concelhos do distrito de Aveiro mais afetados por esta medida. Por isso, admite que no arranque do novo ano letivo, os dois novos Centros Escolares, praticamente concluídos, possam não abrir “porque as obras dos arranjos exteriores estão ligeiramente atrasadas”, admitindo que “estes podem andar mais depressa ou mais devagar”, dependendo de vários fatores. “O ME terá de arranjar uma solução para todas aquelas escolas”, disse, acrescentando que esta tomada de posição “mais dura” é a única forma de contrariar “o corte a direito” feito pelo ME.
Embora a tutela indique que os alunos serão integrados em Centros Escolares ou em Escolas de Acolhimento, com melhores condições, a verdade é que nestes dois casos (Samel e Vilarinho do Bairro) não foi indicada qual a escola ou Centro Escolar que possa vir a acolher estas crianças, deixando os pais numa enorme incerteza.
Teresa Cardoso admitiu ter sido apanhada de surpresa, já que estava convicta que, após algumas reuniões, havia um entendimento, com propostas concretas em cima da mesa. “Nada foi respeitado e eu pensava que havia bom senso”, lamentou, criticando o facto de não ter ainda conseguido contestar a decisão junto do ME: “após várias tentativas a resposta que tive é que estavam em reuniões e indisponíveis. Por isso, vamos enviar uma exposição por escrito com a posição do município de Anadia”.
Ainda que aquelas duas escolas não reunam os 21 alunos (mínimo exigido) pelo ME para se manterem abertas, “são escolas de toda a importância para nós, pois estão localizadas em excelentes condições e comungam espaços com os Jardins de Infância, totalizando cada uma delas 31 crianças”, acrescentou.
“Esta é uma situação muito delicada e grave” partilhada por toda a vereação. Todos, em uníssono, discordam com o encerramento daqueles dois estabelecimentos que poderão ter como escola de acolhimento a EB 2/3 de Vilarinho do Bairro.
“Não é a melhor solução. A EB 2/3 não está preparada para receber estas turmas e não dispõe de condições físicas para tal”, disse Teresa Cardoso.

Vereadores condenam decisão do ME. Para o ex-autarca e vereador Litério Marques, “este é um ataque feroz ao concelho”. O ex-professor primário sublinharia ainda que esta é uma notícia que antevê “um encerramento mais preocupante, ou seja, da própria EB 2/3 de Vilarinho do Bairro, logo que a nova Escola Básica e Secundária de Anadia fique concluída. “Está tudo preparado, artilhado. Por isso querem encerrar já as EB de Vilarinho e de Samel”.
Também José Manuel Ribeiro, vereador do PSD, admitiu que “a situação é preocupante” e cria injustiças, já que a questão “foi analisada com alguma cegueira”. Para o vereador “laranja”, o ME “não analisou convenientemente as alternativas que aparentemente existiam no papel e não no terreno”. Por isso, defende que se conteste “por todas as vias esta situação”, sugerindo que na exposição da autarquia, a apresentar à tutela, a presidente solicite, paralelamente, uma reunião de urgência com as entidades responsáveis para pôr fim a este processo.
“Quando um governo não olha para o terreno com atenção, deve ser criticado e condenado. Não posso estar de acordo com esta situação e sempre que os interesses dos anadienses estejam em causa, estarei ao lado da Câmara”, concluiu.
Também na assembleia municipal realizada na última segunda-feira, dia 30 de junho, foram aprovadas duas propostas, uma apresentada pelas bancadas do MIAP/PS “de apoio à apresentação da Providência Cautelar relativa ao fecho das EB de Vilarinho e Samel porque prejudica as crianças e o futuro da freguesia”, aprovada por unanimidade, com 30 votos, e uma outra apresentada pelas bancadas do PSD/CDS-PP “de repúdio pelo encerramento de todas as escolas propostas para encerramento no concelho de Anadia”, aprovada com 29 votos e uma abstenção.

Providência Cautelar contra encerramentos de Samel e Vil. do Bairro

A Câmara Municipal de Anadia vai avançar com uma Providência Cautelar contra os encerramentos das EB de Samel e de Vilarinho do Bairro. Várias dezenas de encarregados de educação e alunos concentraram-se, na passada segunda-feira, dia 30 de junho, junto aos portões da EB 1 de Samel gritando palavras de ordem contra o encerramento. Os cartazes que as crianças erguiam no ar mostravam que ninguém quer sair desta escola. A escola, que foi alvo de uma recuperação há um ano atrás, no valor de 74 mil euros, conta com 19 alunos no JI e 12 na EB1, já matriculados para o ano letivo de 2014/15. Um total de 31 alunos que deveria ser suficiente para evitar o encerramento, como acontece em Vilarinho do Bairro, com 12 alunos em JI e 19 na EB1.
Sandra Henriques, da Comissão de Pais de Samel e Isabel Silva, de Vilarinho do Bairro, não aceitam nem compreendem a decisão, alertando para a falta de condições e insegurança da EB 2/3 de Vilarinho do Bairro para receber alunos tão pequenos. “Tem uma escadaria enorme, não tem salas de aula no rés-do-chão e o átrio é perigoso, com vários degraus”, alegam. Por outro lado dizem que, por exemplo, a EB da Poutena não tem tão boas condições como estas e permanece aberta.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso revelava que a autarquia ia fazer avançar uma Providência Cautelar, em jeito de intimação, no âmbito do que são os direitos, as liberdades e garantias dos alunos, mas também pelo que alega ser “um total desrespeito pela Câmara Municipal, que não foi ouvida, nem sequer respeitado o supostamente acordado”. Por isso, “face às condições que a EB de Samel oferece, não é correto o que se fez, ou seja, “ser a DGestE a dar conta do despacho proferido pelo Secretário de Estado da Administração Escolar, não referindo sequer qual ou quais seriam as escolas de acolhimento. A Providência Cautelar pretende suspender um ato administrativo, pelo que aguardamos que o ME o entenda e revogue a decisão”, avançou Teresa Cardoso.
Elisabete Marralheiro, com duas crianças na escola (uma em JI e outra na EB1) diz que, para além das instalações serem de grande qualidade, conforto e segurança, “o sr. ministro deveria mandar os seus fiscais aferir as condições das escolas e só depois decidir. Não temos alternativa, para além de ter existido uma enorme falta de sensibilidade”, lamentou.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Alunos de Lamballe em intercâmbio escolar


Quarenta alunos oriundos de Lamballe, cidade francesa geminada com Oliveira do Bairro, vão estar sete dias no concelho para mais um intercâmbio escolar com estudantes do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro (AEOB) e Instituto de Promoção Social de Bustos (IPSB).
Os alunos franceses chegaram a Oliveira do Bairro no passado domingo, dia 30 de março, e terão pela frente sete dias de intensa atividade, com várias iniciativas escolares e desportivas, para além de visitas a alguns pontos de interesse cultural do concelho e também de cidades como Porto, Aveiro e Coimbra. Durante a sua permanência, a comitiva francesa ficará albergada em casa de alunos do AEOB e do IPSB. O dia do regresso a Lamballe está marcado para sábado, 5 de abril.
Desde 1998 que alunos do concelho de Oliveira do Bairro visitam a cidade de Lamballe e recebem em suas casas estudantes daquela cidade francesa, num intercâmbio escolar que tem marcado não só a geminação entre os dois municípios, mas sobretudo todos aqueles que passaram por esta inesquecível experiência, que muitos não hesitam em repetir.
De referir que em 2013 foi comemorado o 15.º aniversário da geminação, que levou a Lamballe uma comitiva de 54 oliveirenses, em representação da Câmara Municipal e do Comité de Geminação, a que se juntaram elementos de algumas associações do concelho.
A comunidade de Lamballe pertence à região da Bretanha e ao departamento de Côtes-d’Armor, uma região particularmente bela, hospitaleira, onde já se estuda português e se prezam muito os amigos de Oliveira do Bairro.

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EB 2/3 de Anadia: Cobertura de amianto preocupa pais e docentes


 

Professores, pais e alunos estão preocupados com o avançado estado de degradação da Escola Básica 2/3 de Anadia. Numa altura em que tanto se fala da Secundária, a cobertura em amianto deste estabelecimento de ensino volta a ser notícia, pelas piores razões. Começou a ser substituído, mas quando surgiu a intenção de construir uma nova Escola Básica e Secundária em Anadia, essa substituição parou. Até hoje. Daí que, muitos espaços continuem com coberturas de amianto, sendo ainda possível contabilizar muitas outras deficiências e carências neste estabelecimento de ensino.
Na sequência de um alerta sobre esta questão do amianto, levantada na reunião de Câmara, pelo vereador do PSD, José Manuel Ribeiro, o Jornal da Bairrada efetuou, na última sexta-feira, uma breve visita a este estabelecimento de ensino, confirmando as preocupações de todos.

Pesadelo. “É um pesadelo” dar e assistir aqui às aulas, confessa Faustina Silva, coordenadora da EB 2/3 de Anadia. A docente admite que esta escola, com mais de quatro décadas de vida, poucas obras tem sofrido nos últimos anos, uma vez que estava previsto ser desativada com a entrada em funcionamento da nova Escola Básica e Secundária.
“As obras têm sido muito reduzidas”, diz, explicando que embora se tenha dado início à remoção e troca de placas de amianto nos três blocos, a obra nunca chegou a ser concluída porque, entretanto, veio a decisão de construir uma nova escola.
“As obras foram suspensas”, mas, de lá para cá, deixou de haver investimento na escola, acabando a degradação por ser agora muito mais acelerada, devido à falta de manutenção.
“Há muita humidade e frio. O aquecimento é feito por aquecedores, a óleo, que rodam entre as salas, uma vez que não há aquecedores para todas as salas, assim como o quadro elétrico não aguentaria”, refere, explicando ainda que por mais que se tente ter um ambiente ameno dentro das salas, tal é impossível porque entra muito frio pelas janelas e portas que não têm qualquer isolamento.
Numa escola que recebe alunos do 5.º ao 8.º ano, estas questões assumem proporções ainda mais gravosas, não só porque estamos a falar de crianças, mas porque estas faixas etárias “também não têm por hábito queixar-se”, diz a docente.

Humidade, infiltrações, frio e muito amianto. Mal se entra no bloco principal, a corrente de ar e o frio são por demais evidentes. A humidade, devido a infiltrações, é mais notória junto à papelaria e reprografia. Os baldes a amparar os pingos de água encontram-se um pouco por todo o lado, nos corredores e nem as salas de aulas estão a salvo.
A comunicação entre blocos faz-se por telheiros em amianto, bastante degradados e que não resguardam ninguém da chuva ou do frio.
No pavilhão desportivo a cobertura ainda é toda em amianto. Nos dias mais frios, as aulas às primeiras horas da manhã fazem-se com temperaturas negativas no interior, revelou uma docente, que destaca também o facto da humidade fazer com que o piso fique extremamente escorregadio e perigoso.
O grau de desconforto térmico é uma constante e Faustina Silva salienta que “no verão os alunos sofrem com o excesso de calor, insuportável até, e no inverno com o frio, quase impossível de suportar”.
No dia da visita do Jornal da Bairrada, as raparigas não tinham água quente no balneário. A caldeira não passou dos 20 graus e banhos só com água fria.
Depois existe a questão da segurança. A configuração dos vários blocos e a redução do pessoal auxiliar dificulta a vigilância.
Luís Pidwell, da Associação de Estudantes, fez a visita com JB e reconhece que não conhecia bem esta realidade, até porque é aluno da Secundária e pior do que a Secundária é difícil encontrar.
Também Ana Paula Gama, da Associação de Pais e Encarregados de Educação, admite que começam a ser muitas as denúncias “uma vez que as obras foram suspensas”. Todavia, avança que “a maioria dos pais desconhece a realidade da escola e as condições em que os filhos assistem às aulas”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Vereadores do PSD preocupados com amianto


Na última semana, a questão das coberturas em fibrocimento existentes no concelho foi levantada na reunião de Câmara.
O vereador do PSD, José Manuel Ribeiro, questionou a presidente da autarquia anadiense, Teresa Cardoso, relativamente às coberturas do Pavilhão Desportivo de Anadia e do Sangalhos Desporto Clube, mas também de várias outras infraestruturas concelhias, desde equipamentos desportivos, a culturais ou até escolares, que ainda possuem este tipo de coberturas.
O vereador José Manuel Ribeiro questionou a autarca “se a Câmara Municipal possui um levantamento das várias instalações existentes no concelho, nesta situação, mas também o que pretende a Câmara fazer.”
Teresa Cardoso admitiu que esta é uma preocupação que não é de agora e que há anos se coloca até porque, no passado, não havia local para onde enviar as placas de amianto. Hoje, a realidade é diferente, existem no mercado várias empresas especializadas na remoção, transporte e tratamento de amianto, explicou. “Estamos atentos e, dentro das nossas capacidades e limitações financeiras, iremos atuar” frisou a edil, referindo ainda que embora “o plano de intenção exista, passa sempre pela disponibilidade financeira”, pelo que a substituição destas coberturas será feita de forma gradual.
“Não temos, no imediato, orçamento que permita fazer intervenções genéricas em todas as instalações.”
A presidente deixaria ainda uma sugestão: “que dos fundos comunitários, o Ministério do Ambiente reserve um determinado pacote financeiro para ajudar as autarquias neste processo”.
CC

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Anadia: Hip Hop vai à Escola ajudar a perder peso


A prática do Hip Hop como forma de perder peso é a proposta da UCC Anadia e do Agrupamento de Escolas de Anadia para os jovens com excesso de peso que frequentam a E.B 2/3 de Anadia e Vilarinho do Bairro. A dança do hip hop faz parte da ação educação para a saúde que terá lugar na próxima sexta-feira, dia 14, às 12h30.
Alimentação, excesso de peso, a obesidade e a sua relação com o bulling, o exercício físico serão os temas que entram na discussão e que terminará ao som do hip hop, uma dança bem mexida que emergiu nos EUA nos anos 70.
Dirigida sobretudo aos jovens com excesso de peso que foram acompanhados pelo Gabinete de Apoio ao Aluno (GAA) durante o ano letivo 2012-2013, esta ação educação para a saúde pretende incutir nos seus destinatários que perder peso é possível e que se pode acabar com o bulling na escola e viver em ambiente livre de violência.

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Bullying nas Escolas do Concelho de Águeda


O Serviço de Psicologia da Câmara Municipal de Águeda irá participar no 2.º Congresso de Psicologia de Estarreja, no dia 16 de maio de 2013, pelas 14h45, com a apresentação do tema “A Prevalência do Bullying nos alunos do 1º CEB: programas de informação e prevenção nas escolas do concelho de Águeda”.

Esta participação consistirá na divulgação dos resultados de um estudo sobre a prevalência do bullying, realizado pela psicóloga do Serviço de Psicologia desta Autarquia, Eliana Neves, em algumas escolas do concelho de Águeda.

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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