Vinhos

Confraria dos Enófilos da Bairrada

XXI Concurso “ O Melhor Vinho da Bairrada”

A Confraria dos Enófilos da Bairrada vai lançar mais um dos seus históricos e prestigiados Concursos “O Melhor Vinho da Bairrada”.
Para distinguir os primeiros melhores vinhos do Sec.XXI, foram feitas alterações de vulto no seu Regulamento, instituindo-se o Prémio Tradição e o Prémio Inovação. O primeiro visa os potenciais vinhos com Denominação de Origem Bairrada e o segundo para distinguir a criatividade dos enólogos e dos produtores que têm provado que os grandes vinhos não se podem cingir apenas ao regulamento da Denominação de Origem.
As inscrições para este Concurso estão abertas a partir do próximo dia 22 de Abril e até ao dia 4 de Maio.

(18 Abr / 16:19)

Vinhos

O RETRATO DOS VINHOS BAIRRADINOS

Com a colaboração do Clube de Vinhos – Forum Prior do Crato, continuamos a apresentar vinhos produzidos na nossa Região. Desta vez, Vinhos Espumantes, um dos emblemas da Bairrada, em época tradicionalmente propícia para os apreciar.

VINHO ESPUMANTE RESERVA NETO COSTA

VINHO: Branco, produzido a partir das castas nobres da Bairrada ( Maria Gomes, Bical e Cerceal), vinificado de bica aberta e preparado por Caves Neto Costa, sob a orientação técnica do enólogo Hermínio de Moura.
ANÁLISE: Grau alcoólico – 11º,5
Acidez Fixa – 5,5 gr/l
pH – 3,10
PROVA: COR – Citrina com bolha fina e persistente
AROMA – Intenso e complexo, com notas de frutos secos
SABOR – Delicado e evoluído, com sugestões alimonadas
APRECIAÇÃO: Vinho Espumante de Qualidade do tipo Bruto, tradicional, para apreciar em todas as ocasiões.
PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO: Cerca de 4,00 Euros
4/3/2002

VINHO ESPUMANTE RESERVA VASCO DA GAMA

VINHO: Branco, produzido a partir das castas nobres da Bairrada (Maria Gomes, Bical e Cerceal ), vinificado de bica aberta e preparado por Caves Arcos do Rei ,sob a orientação técnica do enólogo Domingos de Moura.
ANÁLISE: Grau Alcoólico – 12º,1
Acidez Fixa – 5,9 gr/l
PROVA: COR – Citrina descorada com bolha fina e persistente
AROMA – Fino, intenso e floral
SABOR – Delicado e leve com notas florais
APRECIAÇÃO: Vinho Espumante de Qualidade, do tipo Bruto,muito bem conseguido, para apreciar como aperitivo e noutras ocasiões.
PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO: Cerca de 4,50 Euros
4/3/2002

VINHO ESPUMANTE DIAMANTE NEGRO

VINHO: Branco, produzido a partir das castas nobres da Bairrada (Maria Gomes, Bical e Cerceal), vinificado de bica aberta e preparado por Caves do Barrocão, sob a orientação técnica do enólogo Engº José Ferrão.
ANÁLISE: Grau Alcoólico – 12º,1
Acidez Fixa – 5,4 gr/l
pH – 3,26
PROVA: COR – Citrina descorada, com bolha fina, persistente e muito abundante
AROMA – Fino, intenso e complexo, com algum frutado, lembrando limão
SABOR – Delicado, macio e fresco, com notas de frutos citrinos
APRECIAÇÃO: Vinho Espumante de Qualidade do tipo Bruto para ser apreciado como aperitivo e noutras ocasiões.
PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO: Cerca de 6,50 Euros
8/3/2002

VINHO ESPUMANTE BAIRRADA TRÔNO REAL EXTRA RESERVA 1996

VINHO: Branco, produzido a partir das castas nobres da Bairrada (Maria Gomes e Bical), vinificado de bica aberta e preparado por Vinícola Castelar, sob a orientação técnica do Gabinete Técnico de Enologia-ENOLOGIARTE.
ANÁLISE: Grau Alcoólico – 12º,0
Acidez Fixa – 7,2 gr/l
PROVA: COR – Palha, com bolha persistente e fina
AROMA – Intenso, evoluído e complexo, sugerindo frutos secos
SABOR – Muito seco e fresco, lembrando frutos taninosos, como o dióspiro

APRECIAÇÃO: Vinho Espumante Bruto clássico da Bairrada, próprio para acompanhar os pratos tradicionais da Região.
PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO: Cerca de 4,40 Euros
4/3/2002

(21 Mar / 16:06)

Vinhos

OS MELHORES DO ANO 2001 REVISTA DE VINHOS

No passado dia 22 de Fevereiro, a Revista de Vinhos realizou, desta vez em Viseu, mais uma apresentação dos “MELHORES DO ANO”, referente à campanha de 2001.
Como a própria Revista afirma, “este projecto viu a luz pela primeira vez em Fevereiro de 1998 com base numa ideia relativamente simples: a partir dos muitos vinhos provados ao longo do ano, efectuar uma selecção que permitisse identificar e destacar os melhores. Não apenas os Vinhos, mas, principalmente, quem contribuiu para a sua criação… mas esta revista… distingue igualmente pessoas e agentes económicos. Num e noutro caso, os resultados apresentados em 2001, e apenas esses, são determinantes para a escolha final. A título de exemplo, o Enólogo do Ano, não é um prémio de carreira, mas, sim, um galardão atribuído com base nas notas obtidas em 2001 pelos vinhos da responsabilidade do enólogo…”
E foi assim que a Bairrada, apesar de tudo, se afirmou mais uma vez como uma Região onde há gente competente e bons vinhos à disposição dos bons apreciadores. Por isso, os prémios obtidos falam por si.

EMPRESA DO ANO

O prémio foi atribuído à empresa DÃO SUL, que na nossa região toma o nome de
BAIRRADA SUL, em parceria com as Caves Solar de São Domingos. A inovadora maneira de relacionamento com os produtores, premiando os que melhor seguem as instruções da sua equipa técnica, tem trazido excelentes resultados, como se comprova pela qualidade dos seus vinhos QUINTA DO ENCONTRO.

ENÓLOGO DO ANO

Pode parecer exagero dizer que quem não conhece RUI MOURA ALVES não conhece a Bairrada. Contudo, a realidade é que quem a quer conhecer, a pessoa imediatamente recomendada é o Rui Moura Alves.Começou, ainda jovem de 14 anos, no laboratório das Caves Império e ali fez a sua primeira vindima aos 17 anos, na campanha de 1959. Teve como primeiros mestres os sócio destas caves, EngºAgrº Arlindo Costa , já falecido, e EngºAgrº Manuel Silvestre, que olha com satisfação mais este sucesso do seu, então jovem, discípulo.

PRÉMIO EXCELÊNCIA
Atribuído ao Vinho Tinto Bairrada Garrafeira 1997 Quinta de Baixo, produzido pelo médico Dr. João Póvoa na sua vinha de cepas Baga centenárias, sob a orientação do enólogo Rui Moura Alves. É um emblemático vinho tinto bairradino que, quando foi apreciado pelos nossos companheiros de mesa no jantar de distribuição dos prémios, mereceu a opinião unânime de que ele é o exemplo perfeito do “tal” vinho que, como dizia meu pai, quando bebido nos transmite uma inesquecível sensação de felicidade.

OS MELHORES DA BAIRRADA
– Espumante Bairrada Bruto – Casa de Saima 1999, uma quase novidade no mercado, é um clássico, produzido sob a orientação de Rui Moura Alves, que merece mais algum tempo de estágio.
-Bairrada Tinto Quinta da Dona 2000, da autoria de Ataíde Semedo, é um vinho que tem sempre presença garantida entre os melhores da região.
-Bairrada Tinto Garrafeira Sidónio de Sousa 1997 e Bairrada Tinto Reserva
Sidónio de Sousa 1998, produzidos por Dulcinea Santos Ferreira, sob a orientação de Rui Moura Alves
-Bairrada Tinto Reserva Quinta das Bágeiras 1998, produzido por Mário
Sérgio Alves Nuno, sob a orientação técnica de Rui Moura Alves.

OS MELHORES DA REGIÃO BEIRAS
-Aliança Galeria Beiras Pinot Noir Tinto 1999, um bom exemplo do que pode produzir na Bairrada com castas estrangeiras, neste caso por Caves Aliança com a assinatura do enólogo Engº Francisco Antunes.
-Primavera Beiras Touriga Nacional 1998 ,mais um vinho varietal das Caves Primavera da autoria do enólogo Osvaldo Amado
-Luis Pato Vinha Pan Beiras Tinto 2000 e Luis Pato Vinha Formal Beiras Branco 2000. Estes levam a designação de Beiras por decisão do seu autor, embora sejam produzidos na região e com castas próprias da Bairrada.
Este produtor vem repetindo, ao longo dos anos, o sucesso dos seus vinhos, modernos na sua criação, mas tradicionais nas castas origem e no fundo comum bairradino que a todas caracteriza.
Inovador constante, tem privilegiado sempre as castas da Região, embora faça algumas, mas pequenas, incursões nas castas estrangeiras.

AS MELHORES COMPRAS DA BAIRRADA
Na Bairrada destacam-se os seguintes Vinhos:
-Escolha dos Sócios Bairrada Tinto 1998 da Adega Cooperativa de Mealhada
-Terras de Mogo Bairrada Tinto 1997 da Adega Cooperativa de Mogofores
-Solão Bairrada Tinto e Branco da empresa Bairrada Sul
-Quinta do Vale do Mogo Bairrada Reserva Tinto 1997 de Casa Agrícola António Santos Lopes e Herdº
-Primavera Bairrada Branco Arinto 2000 de Caves Primavera
-Sidónio de Sousa Bairrada Reserva Tinto 1998 de Dulcinea dos Santos Ferreira
-Quinta de Pedralvites Bairrada Branco 2000 de Sogrape

AS MELHORES COMPRAS DE BEIRAS
-Beiras Vineyards Baga Tinto 2000 de Adega Cooperativa de Cantanhede
-Primavera Beiras Touriga Nacional Tinto 1998 de Caves Primavera
-João Pato Beiras Rosé 2000 de Luis Pato

(21 Mar / 15:34)

Vinhos

MUSEU DO VINHO DA BAIRRADA UM PRÓXIMO PASSO

Luíz Costa

No núcleo báquico da minha “biblioteca” existem duas obras que me dão um prazer muito especial: “The Book of Wine Antiques” pelas suas belas imagens, já se vê, e “Objets du Vin à Collectionner”. Prazer por duas razões, principalmente, pelo seu sentido estético que, a meu ver, deve andar sempre ligado ao vinho e a tudo que o rodeia (quantas vezes anda a quilómetros), e pelo espírito de coleccionador que facilmente se adivinha nos seus autores. Espírito de coleccionador que é essencial na preservação de um determinado património de que nos vamos ocupar hoje aqui.
De facto, fala-se muito na preservação do nosso património (algumas vezes, em boa verdade, um falar de papagaio), mas poucos desenvolvem acções que concorram para o preservar. No sector do vinho, eu diria até que muitíssimos poucos. Todavia, nos países civilizados – aqueles, onde, além do mais, não se fazem campanhas anti vinho – sente-se a preocupação ou, melhor dizendo, o gosto e a sensibilidade pela guarda e estudo de variadíssimas peças que o passado nos legou, pois são também um pouco da nossa história e da nossa cultura. No presente caso, interessam-nos apenas os tais “objets du vin”, num sentido lato, as coisas do vinho. E por quê ? Vejamos.
O edifício onde irá ser instalado o Museu do Vinho da Bairrada está na fase final de construção. Um parêntesis para deixar aqui um bem haja a quem prometeu, e está a cumprir, levar esta carta a Garcia. Contudo, depois de pronto, há que lhe dar vida, começando por preencher os seus espaços, guarnecer as suas salas, com peças que serão a sua razão de ser. Para tal, todos nós, bairradinos do sector do vinho, teremos o dever de nos desdobrar em acções de procura ou pesquisa de peças que possam interessar ao nosso Museu. Desde a pequena podoa, também usada na vindima, à grande prensa de vara dos nossos avós, de um popular almude de madeira à rica peça de talha barroca, duma simples caneca de grossa porcelana, gasta pelo roçar no balcão de pedra, até ao “decanter” de cristal fabricado pela Vista Alegre no século dezanove, dum modesto postal ilustrado à tela de um bom pintor que, porventura, se tenha enamorado pela Bairrada, tudo isto poderá ter interesse. Tem com certeza, e muito.
O que agora vamos sugerir, caberá a um bom especialista de museologia e não a nós, claro está. Todavia, para incentivar este género de procura e ajudar os possíveis pesquisadores, vamos imaginar que, a avaliar pelos museus do vinho, que há por esse mundo, o nosso Museu poderá vir a ter, como sectores principais – além de uma biblioteca, arquivos de documentação fotográfica, escrita ou outras – poderá vir a ter, dizíamos, uma secção didáctica, especialmente direccionada aos mais jovens, uma secção de arqueologia agrícola e industrial, uma outra de artes decorativas e da pequena peça relacionadas com a vinha ou o vinho, e ainda aquela que será a mais nobre e a que poderíamos chamar de arte tratando, ou evocando, o vinho.
Será muito ? Será uma ambição fora da nossa medida ? Não. Até talvez seja altura de sonharmos um pouco mais. Lembremo-nos que só dos simples saca-rolhas há um pequeno, mas bonito e bem concebido, museu em Ménerbes, no sul da França.
Assim, para ganharmos ânimo, evoquemos aqui o belo exemplo da ilustre figura que foi o Barão Filipe de Rothschild que, com a colaboração de sua mulher, realizou no Chateau Mouton o mais impressionante museu de arte relacionada com o vinho, de todo o mundo. Terá apenas a área do nosso Museu, talvez até um pouco menos, mas tem muito mais visitantes que a maioria dos grandes museus do nosso País.
Vamos, pois, todos nós, dar uma ajuda para localizarmos o “tesouro”, o das peças com interesse para o Museu do Vinho da Bairrada. Também aqui valerá a pena voltar a lembrar que, afinal, todas as grandes viagens começaram, e ainda começam, com um simples passo.

(21 Mar / 15:25)

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Jornal da Bairrada

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