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ASAE fecha mercado de peixe na Vagueira

O mercado de peixe da Vagueira foi encerrado por falta de condições. A “sentença”, decorrente de uma visita inspectiva da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), foi conhecida há uma semana, e terá apanhado de surpresa a autarquia, e principalmente os comerciantes que, desde há mais de uma década, ali têm o seu “ganha-pão”.
Tanto quanto se sabe, para além de inestético, o mercado “não possui condições” para a venda do pescado. E pelos vistos, a visita daquele organismo, que nunca tinha entrado naquele espaço, até tinha “razões de sobra” para actuar como actuou. “Falta tudo o que é de lei”, considerou uma peixeira, Rosa Maria, confirmando que as exigências da ASAE passam, entre outras correcções, pela alteração do revestimento das bancas ou a cobertura do edifício.
Mas a verdade é que há investimentos feitos pelos vendedores, que necessitam de ser rentabilizados. Um deles, adquiriu recentemente uma carrinha frigorífica para transporte de pescado, que alegadamente “ainda não está paga”.
“Quem vai pagar esta paragem?”, questionou outro comerciante, sublinhando que “se o peixe acabar acaba também a Vagueira”. A esta e outras perguntas terá respondido, ontem, a autarquia, que tinha agendado, com carácter de urgência, uma reunião com os cinco operadores do mercado da Vagueira. Decorreu nas instalações do Núcleo Empresarial de Vagos (NEVA), entidade que tem coordenado “quase tudo” o que se faz na praia da Vagueira, desde a limpeza ao tratamento turístico da zona.
De acordo com o vereador Silvério Regalado, que tutela o pelouro, vai ter de ser estudada uma “solução de compromisso”, para acudir ao problema criado pela entidade da segurança alimentar.

Eduardo Jaques/Colaborador