As buscas para encontrar as pessoas desaparecidas após o naufrágio no domingo de uma embarcação foram retomadas hoje de manhã, embora as possibilidades de encontrar sobreviventes sejam “residuais”, segundo o Comandante da Capitania do Porto de Aveiro.

“As possibilidades de encontrar sobreviventes, nesta altura, são praticamente residuais. Encontrar alguns vestígios que possam indiciar o que poderá ter acontecido e o que poderá ter provocado o naufrágio são expectativas que existem sempre”, declarou o Comandante Coelho Gil, que está a coordenar as operações.

O acidente com a embarcação “Super Águia 2” ocorreu no passado domingo, cerca das 09:30 horas, a uma distância de aproximadamente 13 milhas da costa a oeste da praia do Furadouro, em Ovar.

Na sequência do naufrágio, quatro dos cinco tripulantes permanecem desaparecidos, tendo já sido encontrado um sobrevivente, que permaneceu 19 horas na água.

A operação foi hoje retomada às 08:00, altura em que a corveta Baptista de Andrade, que tinha ficado atracada em Aveiro durante a noite, iniciou um novo dia de buscas, que serão intensificadas com o recurso a meios adicionais.

“Em breve sairá uma embarcação salva-vidas e, logo à tarde, chegará ao local das buscas uma lancha com equipamento que permitirá posicionar a embarcação e, eventualmente, obter algumas imagens do local do naufrágio”, disse à Lusa o Comandante Coelho Gil, adiantando que haverão igualmente patrulhas em terra, ao longo da praia.

“Os nadadores-salvadores foram também alertados para terem em atenção à eventualidade de haver algum avistamento de vestígios ou objectos, que possam dar à costa”, acrescentou.

Questionado sobre os meios humanos envolvidos nestas buscas, o responsável disse existirem cerca de 15 pessoas da Polícia Marítima do Comando local de Aveiro, além das guarnições dos navios.

“Vamos, pacientemente, aguardar que aconteça alguma coisa. Vamos intensificar as buscas em terra e, talvez, haja algum objecto que possa, entretanto, dar à costa“, concluiu o Comandante Coelho Gil.

De acordo com o responsável, o naufrágio terá ocorrido devido à entrada de água na embarcação, “por motivos desconhecidos”.