Ainda não foi desta que a Câmara Municipal de Anadia conseguiu vender os 12 apartamentos localizados no Edifício Visconde de Seabra, no centro da cidade de Anadia.
A nova hasta pública levada a cabo pela Câmara Municipal de Anadia, no passado dia 15 de maio, ficou deserta levando a autarquia, uma vez mais, a não conseguir fazer a arrematação dos 12 apartamentos.
Esta foi a terceira tentativa de venda, por hasta pública, realizada pela Câmara Municipal.

Nem em saldo. Os 12 apartamentos que a Câmara Municipal levou a hasta pública, já tinha a particularidade de, neste procedimento, terem sido previstos benefícios para os jovens dos 18 aos 35 anos: prioridade na compra e desconto de 10% sobre o valor da base de licitação para arrematação.
Estas vantagens só se aplicavam caso o imóvel se destinasse a habitação própria e permanente. Todavia, esta estratégia parece, para já, não estar a surtir efeito, já que as 12 frações do Edifício Visconde de Seabra (quatro apartamentos T1, quatro T2 e ainda quatro T4, todos com garagem e arrumos na cave), permanecem vazios. E, nem a localização priveligiada, no centro da cidade e nas proximidades do Tribunal de Anadia, da Câmara Municipal, da Escola Profissional de Anadia, da Capela de S. Sebastião, de várias agências bancárias, comércios e um posto de abastecimento de combustíveis, parece atraír compradores. Na primeira fase, e com o desconto de 10%, a base de licitação variava entre os 45 mil euros (frações Q e R) e os 99 mil euros (fração H).
Refira-se ainda que esta foi mais uma mal sucedida tentativa de venda, já que os apartamentos têm mais de uma década de vida, num prédio onde, apenas as lojas, localizadas no rés-do-chão, estão ocupadas.

Explicações da autarca. Ao Jornal da Bairrada, a presidente de Câmara, Teresa Cardoso avançou que, na próxima reunião de Câmara, será apresentada a nova data da hasta pública.
“Não houve, com efeito, lugar a arrematação. Contudo, com o desencadear deste processo recebemos algumas pessoas, entre as quais jovens casais que visitaram as frações e ficaram bastante interessados. Acontece, que a situação atual ainda não é favorável a investimentos”, explicou a edil que ressalva: “o processo ainda não está esgotado, visto que, nos termos da Lei, tendo ficado a hasta pública deserta qualquer interessado poderá, no prazo de seis meses, solicitar ao Município a aquisição por ajuste direto, sendo que o preço não pode ser inferior ao da base de licitação nos termos do regulamento da hasta pública. Vamos aguardar que se esgote todo o processo sem prejuízo de antes avaliar a situação em ordem a determinar os passos seguintes, sendo certo que, considerando a venda, já descemos os preços de forma bastante assinalável para jovens dos 18 aos 35 anos”.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt