O Festival Intermunicipal de músicas do mundo – Festim está de regresso a Oliveira do Barro. A 6.ª edição, que se realiza de 6 de junho a 25 de julho, passa no dia 21 de junho pelo Quartel das Artes Dr. Alípio Sol com um espetáculo do grupo indiano Bollywood Masala Orchestra Índia. O Festim foi apresentado, na penúltima quarta-feira, no Quartel das Artes, numa parceria com as Câmaras Municipais de Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Ovar, Estarreja e Oliveira do Bairro.

Concertos. A edição deste ano estende-se por um total de 16 concertos em rede e quer surpreender, mais uma vez, o público da região e do país, com a vinda a Portugal de sete grandes nomes da world music. A garantia de excelência e diversidade musical fica, mais uma vez, assegurada por um festival que se distingue pelo seu singular modelo de programação e descentralização cultural.
Cabe ao músico e compositor Richard Galliano, que recriou o acordeão integrando-o no jazz, o concerto de abertura, a 6 de junho no espaço d’Orfeu, em Águeda. Yves Lambert, considerado um dos responsáveis da pujança da música folk do Québec, regressa ao Festim, com atuações nos dias 13 em Albergaria-a-Velha, e 14 em Sever do Vouga.

Em rede. Assente desde 2009 numa rede de municípios vizinhos, por iniciativa da d’Orfeu Associação Cultural, o Festim assume-se como um palco de geografias fascinantes e improváveis descobertas. Serão oito fins de semana com sete grandes nomes em palco, vindos de diversas partes do mundo.
Para Luís Fernandes, diretor da d’Orfeu (entidade organizadora), depois de uma conquista cultural que foram as edições já realizadas – os nomes programados fizeram deste festival desde logo incontornável -, o Festim regressa com uma programação fascinante, uma festiva viagem a dar sentido à palavra diversidade”. “Inspirados nos crescentes resultados das cinco edições junto do público, repete-se a dose, no incontido desejo de, através das músicas do mundo, uma área de paixão nas programações da d’Orfeu -, consolidar uma rede de programação cultural à escala regional”, acrescentou Luís Fernandes.
Explica ainda que “o Festim foi encarado como aposta estratégica e uma marca de promoção do território, destacando-se pelo singular modelo de programação que, além dos méritos da descentralização, promove a vinda a Portugal de tantos incontornáveis nomes da world music da atualidade”. “Trata-se de uma autêntica celebração da diversidade cultural em rede”, afirmou Luís Fernandes.
Este responsável diz ainda que “a mais-valia deste modelo de festival reside na sua estrutura em rede, com uma programação partilhada entre os municípios vizinhos”, sublinhando que “o festival é fruto de uma parceria abrangente da d’Orfeu Associação Cultural com os municípios parceiros, suportado por um acordo tripartido com a Secretaria de Estado da Cultura / Direção das Artes que visa uma oferta cultural da referência para a região, com benefícios locais associados à projeção exterior de cada um dos municípios envolvidos”.
“Tendo em conta a programação, esta sexta edição será a melhor de sempre, embora tenha havido já grandes nomes a passar pelo Festim, pela concentração de nomes “importantíssimos e de referência”, considera Luís Fernandes, programador do festival e coordenador da associação d’Orfeu que o promove em conjunto com seis municípios.