A Igreja Matriz de Oliveira do Bairro, encerrada há três anos, está a sofrer as maiores obras desde a sua construção, datada de 1600. A primeira fase custa mais de 300 mil euros e deverá estar concluída em finais de março de 2016 e desenrola-se na nave central. As portas do templo abrirão no dia 1 de abril de 2016, embora com os arranjos do trono central por concluir, já que se trata da segunda fase da obra, cujos custos estão a ser orçamentados por uma empresa da especialidade. Mas não se pense que as obras se ficam por aqui. Apesar de o telhado ter sido substituído há poucos anos, também já está com problemas graves que poderão levar a infiltrações.

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Mário Ferreira, padre e arcipreste de Oliveira do Bairro, que em conjunto com a Comissão Fabriqueira e com o pároco de Oliveira do Bairro, Leonel Abrantes, encabeça as obras, começa por deixar uma palavra de gratidão ao padre Francisco [abandonou o sacerdócio em 2015] que pôs mãos à obra. “Esta igreja tinha patologias graves, começando pela existência de três tetos falsos, pregados uns aos outros e fixados numa estrutura podre. Estavam em risco de derrocada”, explica o padre Mário Ferreira, sublinhando que a igreja está fechada há quase três anos e isso, entre outros fatores, “se fica a dever a uma tomada de decisão de avançar ou não com estas obras de vulto, num templo que estava a ceder”. “A Comissão Fabriqueira [já não é atual] e o padre Francisco tiveram a coragem de avançar com as obras”. “Tenho que deixar uma palavra de louvor e de coragem a todos os que fizeram e fazem parte destas obras.” “Todos somos poucos para levar a bom porto esta missão”, refere o padre Mário Ferreira, frisando a necessidade de toda a população sentir esta obra como sua. “Esta é uma hora de brio”, afirma Mário Ferreira, apelando à ajuda da sociedade.
O pároco de Oliveira do Bairro, padre Leonel Abrantes, também apela à generosidade da população, sublinhando que a paróquia tem vindo a organizar uma série de eventos com o objetivo de recolher apoios para as obras, dando a conhecer que estão a preparar um grupo para o Cantar dos Reis.
Leonel Abrantes diz ainda que a igreja vai continuar com o projeto da Barraquinha do Miguel que no final das eucaristias vende pão, café, bolos, etc. “Só no ano passado, esta barraquinha angariou 11 mil euros”, conta Leonel Abrantes, sublinhando que todas as iniciativas são poucas para atingir elevados valores que são necessários.

“A imagem de uma igreja viva e dedicada ao culto”
A arquiteta Joana Araújo, da empresa Lantana, responsável pelos projetos, conta que os trabalhos de reabilitação e conservação da Igreja Matriz de Oliveira do Bairro se iniciaram com “o desmonte dos altares colaterais, em talha dourada, que foram temporariamente colocados no centro paroquial, para que fossem devidamente executados os trabalhos de consolidação, limpeza e estabilização da pintura mural”.
Joana Araújo explica que “a obra procede a bom ritmo e já são visíveis os trabalhos da nova estrutura do novo teto interior da nave, que será implementado de acordo com conceito do teto antigo em caixotão”, pelo que “aguardamos expectantes pela aplicação do novo forro que trará à Igreja e à memória dos seus paroquianos a imagem de uma Igreja viva dedicada ao culto”. “Até lá, estão a decorrer trabalhos a nível da limpeza dos rebocos e das cantarias, assim como todos os trabalhos para implementação das infraestruturas de eletricidade”, justifica a arquiteta responsável, acrescentando que, “de entre os trabalhos mencionados, incluem-se os trabalhos de correção e estabilização estrutural do arco cruzeiro e da parede cabeceira da Igreja (parede que constitui o alçado nascente – parede do tardoz do retábulo-mor)”.
Por último, Joana Araújo explica que, “após a finalização destes trabalhos, iniciar-se-á a reformulação do antigo Batistério, que passará a funcionar como local de oração e a reformulação do coro-baixo e coro-alto que trará nova leitura de conjunto através da implementação de novo guarda-vento no coro-baixo e novo parapeito em zona de coro-alto”.

Como ajudar nas obras da igreja? Transferência bancária: 0035 0561 00022016130 30 (CGD)
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