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A Casa do Povo da Mamarrosa quer construir um Centro de Dia na freguesia. Trata-se de uma infraestrutura inexistente, que pretende dar uma maior qualidade de vida a muitos seniores, residentes naquela vila, e que já motivou o apoio da população, que está a ser ouvida, através de um abaixo-assinado que circula pela terra.
Luís Tribuna, presidente da direção da Casa do Povo, conta que “a direção está empenhada em colocar em prática este projeto”. “A Casa do Povo foi criada pelas pessoas e continuará ao serviço das pessoas, só assim fará sentido e mantém os princípios da criação das Casas do Povo”, afirma Luís Tribuna, explicando que “cada Casa do Povo era um organismo de cooperação social, dotado de personalidade jurídica, destinando-se a colaborar no desenvolvimento económico-social e cultural das comunidades locais, bem como a assegurar a representação profissional e a defesa dos legítimos interesses dos trabalhadores agrícolas”.
Diz ainda que “as Casas do Povo assumiram, também, a função de realizar a previdência social de todos os residentes na sua área de atuação”, confessando, no entanto, que o objetivo da criação de um Centro de Dia, “é difícil devido aos mais diversos constrangimentos, no entanto desistir de o fazer não está nos planos desta direção. Acresce o facto da vila de Mamarrosa ser a única da União de Freguesias que não tem uma infraestrutura capaz de receber a sua população sénior”.
O presidente da direção da Casa do Povo afirma que “é nosso dever enquanto cidadãos e membros da direção de uma IPSS, fazer o que está ao nosso alcance para dotar a mesma de novas valências que vão ao encontro dos anseios e das necessidades da população em que está inserida”.

Aceitação. Luís Tribuna dá conta que o abaixo-assinado, que está a circular na freguesia, “está a ter bastante aceitação e de certa forma irá ultrapassar as nossas expectativas, o que reforça a necessidade da infraestrutura”, sublinhando que “o número de assinaturas ainda não está contabilizado”. “A aceitação da população está a ser bastante positiva, uma vez que este tipo de infraestrutura já há muito tempo que é desejada na nossa vila”, afirma este responsável.

Local. Relativamente ao local de implantação, Luís Tribuna diz que “é intenção da Casa do Povo que o Centro de Dia se fixe ou nas instalações da própria Casa do Povo, com as devidas alterações ao edifício, ou que seja implantado no terreno de que somos proprietários”. No entanto, ressalva que, nesta fase, “é primordial para a direção acabar de ouvir a população”.
Sobre o andamento do processo, junto dos organismos competentes, Luís Tribuna especifica que já participou em várias reuniões com a Segurança Social, seja reuniões de acompanhamento da valência em que já existe um protocolo(ATL), seja em reuniões solicitadas para a dotação de novas valências. “Neste momento, para a Casa do Povo, não é viável a criação de novas valências para infância e juventude, uma vez que um dos constrangimentos criados pela agregação das freguesias, foi ao nível das entidades públicas olharem para a União de Freguesias como uma única e neste caso em concreto, na União de Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa, a oferta das valências de infância e juventude é superior à procura e, como tal, não é viável nem para nós enquanto associação, nem para a segurança social para a celebração de novos protocolos”. Portanto, afirma Luís Tribuna, “a escolha incide na população mais idosa. Temos o objetivo de poder proporcionar que as pessoas depois de uma vida inteira de trabalho, possam, caso seja a sua vontade, passar os seus dias, com conforto, qualidade de vida, com convívio, atividades, novas aprendizagens e ensinamentos”.
Acapacidade do Centro de Dia está dependente dos acordos que forem celebrados e da dimensão da infraestrutura, assim como o funcionamento depende dos protocolos celebrados. Os utentes pagarão sempre uma quota, tendo em conta os seus rendimentos.
Entretanto, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, apesar de não ter conhecimento oficial do projeto, já disse ao JB que, à semelhança de outras IPSS’s, está disponível para apoiar esta pretensão das gentes da Mamarrosa.

Direção. O abaixo-assinado anda a circular na freguesia, através dos elementos dos diversos órgãos que compõem a Casa do Povo (Direção, Conselho fiscal, Mesa da Assembleia): Direção – Luís Tribuna, Yerson Simões, Pedro Tavares, Lídia Bem-Haja e Sónia Alves. Conselho Fiscal – Inês Pato, Olga Castanhas e Adérito Carriço. Mesa da Assembleia – Artur Bem-Haja, Aurora Teixeira e Olga Santos.