O Núcleo de Combatentes anunciava uma gala de três “curtas” horas, e de facto assim foi. Os espetadores que encheram o Quartel das Artes não terão dado pelo tempo a passar, tamanha foi a qualidade e diversidade dos grupos e atuações apresentados, numa gala solidária cuja receita reverte para os combatentes mais necessitados.
Ainda no lobby, na escadaria e na cafetaria, os espetadores assistiam a “Estátuas Vivas” e “Pregões”, pelo grupo Cénico de Aveiro, e recordavam “Figuras trajadas à antiga”, da responsabilidade da associação oliveirense Identidade Lusa. Até que soou o clarim, num toque de reunir que encaminhou todos até ao auditório.
As honras de abertura couberam à classe de Ballet da professora Cristina Flores, do Conservatório Artes e Comunicação FUOB, que ao som do “Cantar de emigração”, dançaram e fizeram bailar lágrimas de emoção nos olhos de quem as admirava.
Estava dado o mote para uma noite de emoções fortes, que Albano Jorge continuou numa homenagem delicada e terna à mãe, que culminou no poema “O menino de sua mãe”, de Fernando Pessoa. O amor de mãe que seria exaltado em fado de Coimbra, na voz de Horácio Branco e nos trinados das guitarras da Tertúlia Bairradina. E o fado continuou, agora contando a vida do soldado, as suas tribulações nas trincheiras, lembrando a antigos combatentes as amarguras da guerra. José Guerreiro e os seus acompanhantes traziam ao palco do QA memórias duras, que a música ajudava a atenuar.

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