A ceifeira aquática “Pato Bravo” já voltou a operar no lago da Pateira, desde meados de dezembro, no sentido de controlar a infestação de jacintos-de-água. O presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, perante algumas queixas da população sobre a tardia intervenção da máquina no combate àquela invasora, aproveitou para explicar que, “com a grave seca dos últimos meses, não havia condições para que a máquina operasse nas águas da Pateira, dado o caudal diminuto que apresentava”, que “não oferecia condições para que a máquina pudesse chegar às margens”.
O autarca assegurou que as operações com o “Pato Bravo” foram retomadas em meados de dezembro último, depois de uma análise ao caudal do lago e dos seus braços, aproveitando para pedir “paciência e compreensão”. Esclareceu que “anda muita gente a queixar-se sobre este assunto sem perceber, no entanto, que não havia condições operacionais para fazer aquele trabalho”.
Jorge Almeida garantiu ao JB que a Câmara de Águeda está a fazer todos os possíveis para controlar a infestação de jacintos-de-água naquele lago considerado como Zona Húmida de Importância Internacional, mas lamenta que a Pateira tenha jurisdição de duas entidades ligadas ao Estado e abrange o território de três Municípios, “mas é só Águeda que está a fazer alguma coisa”. “Estamos sozinhos a intervir nisto, desde há vários anos, quando o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) têm a tutela deste assunto assim como as Câmaras de Oliveira do Bairro e Aveiro, mas acabamos por ser só nós a trabalhar”, acusou.
O presidente da Câmara de Águeda assegura que a praga está controlada. “Não se consegue a erradicação total, mas consegue-se controlar a invasão e desta vez foi mais tardia pelas razões já citadas”, concluiu.
João Paulo Teles
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