A chuva dos últimos dias fez estragos na vila termal do Luso, onde na passada quarta-feira, dia 4, terá provocado um aluimento subterrâneo entre o Lago do Luso e o pavilhão municipal, obrigando à interdição daquele equipamento desportivo e a todo o acesso ao lago.
Entretanto, já no sábado, uma derrocada de terras no centro da vila, fez temer o pior, obrigando igualmente a Câmara da Mealhada a interditar a área, quer ao estacionamento de veículos quer à passagem de peões.
Na tarde da passada terça-feira, quase uma semana depois do aluimento de uma linha de água subterrânea, que provocou um enorme buraco junto ao Pavilhão do Luso, ainda se mantinham os técnicos para avaliar a situação e para encontrar a origem daquele problema, soube o JB junto de fonte da Câmara da Mealhada.
De acordo com aquela fonte, o buraco que atinge cerca de 10 metros de profundidade, levou a autarquia a delimitar um perímetro de segurança, procedendo aos trabalhos de limpeza do solo para chegar à origem do problema.
Esta situação, apontada como “grave e complexa”, obrigou a Câmara a interditar o Pavilhão Municipal, desde quarta-feira, “por razões de segurança, na sequência da abertura de uma cratera”.
Os técnicos do Município e o Executivo estão no local, tendo pedido auxílio a técnicos externos e à empresa construtora do edifício para aferir da gravidade da situação.
“Dada a gravidade da situação, a Câmara da Mealhada tomou a decisão de suspender todas as atividades no referido pavilhão e convidou as seleções da Suíça e de Portugal a transferirem os seus treinos para o Pavilhão da Ventosa do Bairro, dada a impossibilidade de os realizarem no Luso”.
Segundo apurámos, a situação está agora estabilizada mas a autarquia não consegue assegurar se tal incidência pôs ou pode pôr em causa a estrutura daquel equipamento desportivo.

Câmara em trabalhos para travar mais deslizamentos

Entretanto, já no centro da vila, nas imediações da rotunda do Luso, voltou a acontecer uma derrocada de um morro da Quinta do Alberto, mesmo em frente à Pastelaria Flor do Luso.
A derrocada aconteceu no sábado, levando a Câmara a sinalizar o local e a implementar um perímetro de segurança para salvaguarda das condições de segurança dos cidadãos, proibindo o estacionamento de viaturas e a circulação de peões no local.
Já na tarde da passada terça-feira estavam a ser colocados elementos pré-fabricados de betão para evitar novas derrocadas, disse fonte da Câmara da Mealhada, avançando que “a situação está a ser analisada no local”.
O mau tempo dos últimos dias provocou também a queda de uma árvore de grande porte nas imediações da fonte de S. João, na passada terça-feira.
Não há vítimas a registarem em nenhuma destas ocorrências.

João Paulo Teles