Na última sexta-feira, dia 22, começou a 15.ª edição de “Anadia Capital do Espumante – Feira da Vinha e do Vinho 2018”, que vai decorrer até ao próximo dia 1 de julho, no Vale Santo, em Anadia.
Pelo palco principal do certame já desfilaram  Rui Veloso (dia 22), Calema (dia 23), Tiago Bettencourt (dia 25), Meninos da Sacristia & Rui Pregal da Cunha (vocalista dos Heróis do Mar) (dia 26) e Virgul (dia 27). Hoje, dia 28, será a vez de Carminho, amanhã, dia 29, Ritchie Campbell subirá ao palco e a artista brasileira, Ana Carolina (sábado, dia 30) encerra as atuações no palco principal, evento que, este ano, apresentou algumas novidades, que passaram pela reorganização dos espaços, nomeadamente da zona dos produtores, onde foi criada uma praça dedicada à enologia e gastronomia. A par dos habituais espaços dedicados aos produtores e às tasquinhas, no recinto estão ainda presentes uma centena de expositores representativos da economia local, restaurantes, e bares, para além dos stands das Juntas de Freguesia e dos equipamentos de diversão para os mais jovens.
Rejuvenescimento do setor. Em dia de inauguração, o diretor regional adjunto da DRAP Centro, José Paulo Dias, elogiou a escolha do lema “Anadia Capital do Espumante”, “por ter um enorme significado” para o certame que vai animar a cidade, o concelho e a região, até ao próximo dia 1 de julho. Destacando a necessidade das várias entidades (Câmara Municipal, Comissão Vitivinícola da Bairrada, Estação Vitivinícola, ACIB, Rota da Bairrada, Museu da Bairrada e Turismo Centro Portugal) se articularem, através das suas valências, no contributo  para a prossecução da promoção e dinamização da fileira e do setor, debruçou-se sobre o dinamismo da agricultura, salientando ser a vitivinicultura “uma referência de inovação, modernização e qualidade” mas uma área que “vive e sobrevive, muitas vezes, com enormes dificuldades.” José Paulo Dias falou ainda do preço pago pela uva, “que não valoriza a qualidade do produto”; de um mercado cada vez mais competitivo e em relação ao qual é “preciso muita argúcia para sobreviver”, inovando e gerando novas formas de organização, mas também fomentando o crescimento nas organizações existentes de forma a obter escala e valor. A terminar, lamentou o abandono na área vinícola e a necessidade de cativar jovens para este setor que se modernizou “mas onde o rejuvenescimento tem sido insuficiente.”
 
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