As aulas na Escola Básica e Secundária de Anadia foram canceladas, esta manhã, depois do primeiro tempo letivo, por não estarem reunidas as condições para manter a escola em funcionamento, em virtude da greve dos funcionários não docentes, disse ao JB o diretor daquele estabelecimento de ensino, Jorge Humberto Pereira.

O primeiro tempo de aulas decorreu com normalidade, depois da avaliação feita pela escola às 8h40, disse aquele responsável, apontando que por volta das 9h “fez-se uma reanálise da situação, em reunião, para decidir se havia condições para continuarem as aulas”.

estando a trabalhar 15 dos 36 funcionários não docentes em funções, dos quais 7 por baixa médica, o diretor da escola assegura que “perante uma taxa de 42% de funcionários em presença”, foi decidido interromper a atividade letiva, com a direção a entender que a situação “compromete a segurança no almoço e nos intervalos”, daí que  que “não estavam reunidas as condições para manter a escola aberta todo o dia”.

Os alunos estão a ser transportados neste momento, através dos autocarros para os seus destinos, sendo que a escola informa que os alunos que manifestem vontade de ficar na escola e almoçar podem fazê-lo.

O JB avançou esta manhã que as aulas na Escola Básica e Secundária de Anadia decorriam normalmente apesar da greve dos funcionários não docentes marcada para esta quinta e sexta-feira, num protesto convocado pela CGTP, para exigir aumentos salariais, integração nos quadros e a criação de uma carreira específica, para além do reforço do quando de pessoal nas escolas.

Os alunos chegaram a entrar normalmente para as aulas, apesar dos protestos dos funcionários, situação que se inverteu às 10h.

Pedro Silva, delegado sindical, ouvido esta manhã na reforçou ao JB as razões da greve, destacando que os funcionários reivindicam a questão da igualdade salarial para os funcionários com mais anos de carreira. “Há funcionários com 30 anos de atividade que ganham tanto como um funcionário que entre agora a serviço”, explicou.

Por outro lado, os grevistas acusam a falta de pessoal não docente nesta escola. “Dada a sua dimensão, precisamos de um maior número de auxiliares, porque é visível a falta de segurança e o vandalismo, que não se consegue controlar com este número de funcionários”, acusou o delegado sindical, acrescentando que “esta situação está a causar o desgaste, o cansaço, nos funcionários existentes”.

Pedro Silva termina com críticas à direção da escola por ter aberto os portões esta manhã. “Estão só sete funcionários ao serviço, o que não assegura o controlo da entrada e saída de alunos nem a sua segurança”, concluiu.