A ACIB – Associação Comercial e Industrial da Bairrada acompanha a evolução do mercado e as necessidades dos empresários. O serviço prestado pelo Departamento de Higiene, Saúde e Segurança é valorizado pelos associados.

Era hora de almoço quando a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica entrou pela primeira vez na “hamburgueria & steak house” Gosto Bastante, em Sangalhos. Foi em janeiro de 2017 mas Cátia Pêgo, sócia-gerente, lembra-se como se tivesse sido hoje. O pai, Manuel Pêgo, estava ao balcão, responsável pelo atendimento. Cátia ajudava Mário Costa, o namorado e sócio, na cozinha. “Fiquei muito nervosa e sem saber o que fazer. Tinha tudo em ordem mas, mesmo assim, fiquei com medo”, recorda, agora sorridente. Eram dois inspetores, um homem e uma mulher: ele andou a ver o espaço e os equipamentos e ela quis verificar documentos. “A senhora começou a pedir-me coisas que eu, com os nervos, não conseguia encontrar. Sabia que tinha tudo o que era preciso mas eu não estava em condições. Acabei por lhe dar o dossiê para as mãos e a senhora procurou o que quis”, relembra Cátia. Estava, de facto, “tudo em ordem” e a visita não lhes trouxe qualquer dissabor: “muito pelo contrário, elogiaram a nossa limpeza e a nossa organização”.
O mesmo elogio receberam Isabel Carvalheiro e Horácio Carvalheiro, casados há quatro décadas e proprietários do snack-bar e restaurante O Pinguim, em Mogofores, desde 1997. A ASAE já visitou o espaço meia dúzia de vezes. “Tem corrido sempre tudo bem”, conta Isabel, que, segundo o marido, “tem a mania das limpezas”. “Apesar de estar tudo como deve ser, ficamos sempre nervosos quando vemos os inspetores, porque, em horas de mais trabalho, há sempre alguma coisinha fora do sítio”, confessa Isabel. Horácio, que normalmente trata do atendimento mas que sabe cozinhar tão bem como a esposa, não tem receio da ASAE: “qualquer pessoa pode entrar na nossa cozinha. Aliás, as portas estão sempre abertas. Não temos nada a esconder. Aquilo que damos a comer é aquilo que nós próprios comemos”. Isabel acrescenta: “cuidamos do restaurante como cuidamos da nossa casa. Passamos aqui muitas horas por dia e os nossos netos também”. Na cozinha, há desenhos colados na parede; na sala, brinquedos.
Há seis anos de portas abertas em Oliveira do Bairro, a Residencial Santo António, estrutura “familiar” direcionada para idosos, ainda não foi fiscalizada pela ASAE. Porém, garantem David Alves e Patrícia Cruz, gerentes da casa atualmente com oito utentes, está “tudo em conformidade”: “estamos formados e informados o suficiente para cumprir as normas que são exigidas por lei”.

 

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