Foi com pompa e circunstância que foi apresentado o 40.º Grande Prémio ABIMOTA, que vai para a estrada de 20 a 23 de junho, com partida em Lisboa e chegada a Águeda, cuja meta está instalada na Av. 25 de Abril.  Trata-se de uma prova destinada a Elites e Sub-23 e que contará com um pelotão constituído por 18 equipas, três das quais espanholas, que vão disputar quatro etapas, num total de cerca de 550 quilómetros, e vai passar por 30 municípios.
A cerimónia, que se realizou no Centro de Artes de Águeda, teve ainda dois grandes momentos: a homenagem à figura incontornável do ciclismo português, que recentemente nos deixou, Alves Barbosa, e a inauguração de uma exposição em que se recordam os melhores momentos da história da competição.
Durante quatro dias, vão estar em disputa oito camisolas. Um contrarrelógio, por equipas, vai marcar o arranque desta edição, a ser disputado em Lisboa, na zona do Campo Grande, no dia 20 de junho.
No mesmo dia e no mesmo percurso, terá lugar a Taça de Paraciclismo, numa extensão de 3,9 quilómetros.
A 2.ª etapa, dia 21, vai ligar Ourém a Mortágua e a terceira, dia 22, será disputada entre Almeida e Vouzela.
A derradeira etapa disputa-se dia 23 de junho e é conhecida como a etapa das praias. Partida de Anadia e chegada a Águeda, à Av. 25 de Abril, com o pelotão a passar por Vilarinho do Bairro, Mira, Vagos, Vagueira, Costa Nova, Palhaça, Oiã, Perrães, Águeda, com uma primeira passagem pela meta.
 
Várias iniciativas
João Miranda, presidente da direção da ABIMOTA, começou por “agradecer a todos os que, das mais diversas formas, fazem com que esta festa do ciclismo continue a ser um marco para o panorama velocipédico nacional e afirmação do setor das duas rodas português. Este ano, o Grande Prémio ABIMOTA completa 40 edições e é para nós uma data especial e por isso decidimos também assinalá-lo de uma forma especial”.
O líder da ABIMOTA falou da exposição que dá a conhecer alguns dos objetos e factos que ao longo destes 40 anos têm marcado o Grande Prémio, como notícias, camisolas e outras lembranças, que está patente na Galeria do Centro de Artes de Águeda, bem como através de um vídeo com o testemunho, na primeira pessoa, de 40 protagonistas que estiveram ou ainda estão ligados à segunda prova mais importante do calendário velocipédico português, que está a ser publicado nas redes sociais e site abimota.pt.
João Miranda falou de Alves Barbosa como “uma figura incontornável do ciclismo português” e deixou um “muito obrigado” a todos os patrocinadores.
Vital Almeida, diretor da prova, falou da continuidade do Grande Prémio, do que é a sua organização, e não teve problemas em dizer que “o grande culpado é o amigo Júlio Dinis Saraiva”.
Depois, agradeceu a todas as direções do ABIMOTA, “que encontraram sempre a forma de continuar”, sabendo ultrapassar alguns obstáculos que surgiram pelo caminho.
“Quero realçar o espírito de família de todos quanto participam no Grande Prémio ABIMOTA, pois é deste espírito que gostamos e isso para nós é o mais importante. A todos quantos fazem parte desta família, o meu muito obrigado.”
 
Alves Barbosa
Durante a apresentação foi realizada uma homenagem a Alves Barbosa, naquele que foi um dos momentos altos da tarde. Gil Nadais, secretário-geral da ABIMOTA, usou da palavra, tendo realçado que “falar de Alves Barbosa é contar a história do ciclismo português. O atleta, o homem, a figura incontornável, com um elemento comum em todas as suas dimensões: Respeito. O respeito que conquistou, junto dos companheiros de equipa, o respeito que os adversários lhe tinham, o respeito que mereceu junto de atletas, dirigentes, o respeito com que sempre tratou todos e que sempre de todos mereceu.”
Juntaram-se à cerimónia, o presidente da ABIMOTA, João Miranda e um dos fundadores do Grande Prémio ABIMOTA, Júlio Dinis Saraiva, que entregaram uma camisola amarela, com o nome de Alves Barbosa, à viúva, Rosa Barbosa.
“Em meu nome, dos meus filhos e restante família, ao desportista e ao homem, agradeço as palavras que lhe foram proferidas. Era um apaixonado pelo ciclismo, o traço da sua personalidade, era o ciclismo, ainda bem que há pessoas com memória que permitiram que estivesse aqui presente”, referiu Rosa Barbosa.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, afirmou que “é um privilégio e uma honra para o Município de Anadia estar presente neste Grande Prémio”, e reforçou a importância do GP ABIMOTA para o panorama do ciclismo nacional. “Hoje é impensável falar de ciclismo sem falar desta prova, como também será no futuro impensável o Município de Anadia não estar presente nesta grande festa do ciclismo e da região da bicicleta.”
Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, recordou o último domingo com chegada empolgante a Águeda do Grande Prémio Anicolor. “Espero que a chegada do pelotão a Águeda seja uma grande festa do ciclismo. Nestas 40 edições, Águeda esteve sempre presente, e este Grande Prémio não vai parar. Deixo uma palavra de reconhecimento a todos que, direta ou indiretamente, têm participado neste projeto e que têm conseguido manter a prova viva e que muito nos orgulha”, falando ainda de Júlio Dinis Saraiva, “o maior entusiasta do país em ciclismo e que é de Águeda”.
Jorge Almeida não se esqueceu de falar de Alves Barbosa, cuja admiração vem desde pequeno, em virtude do seu pai ter feito o serviço militar na Figueira da Foz com o antigo ciclista. “Alves Barbosa foi um ser humano fantástico e um desportista de eleição”, sublinhou.
 
Prova âncora
Coube a Delmino Pereira terminar os discursos. O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo começou por dar os parabéns à organização do ABIMOTA e a importância da data de apresentação, pois 3 de junho é o Dia Mundial da Bicicleta, e diria que “este é um ano especial também para a Federação Portuguesa de Ciclismo, que comemora 120 anos de existência”.
Enumerou que há muitos jovens que não sabem andar de bicicleta, dando a conhecer que vai fazer parte do currículo do Ensino Básico a partir do próximo ano letivo.
Voltando ao Grande Prémio ABIMOTA, Delmino Pereira sustentou que “esta é uma prova âncora do calendário nacional de ciclismo. É uma prova que está enraizada, vejo gente nova e entusiasmada, com alma e paixão, e que ainda conta com uma figura incontornável, Júlio Dinis Saraiva.”
 
Etapas. 1.ª etapa, dia 20 de junho: Contrarrelógio por equipas (4,7kms) – Campo Grande – Campo Pequeno –  Lisboa.
2.ª etapa, dia 21: Ourém – Mortágua (170,3kms).
3.ª etapa, dia 22: Almeida – Vouzela (185, 3kms).
4.ª etapa, dia 23: Anadia – Águeda (174, 5kms).
 
Equipas: Rádio Popular/Boavista. Miranda/Mortágua. W52/FC Porto. Jorbi/Team José Maria Nicolau. Aviludo/Louletano/Uli. Sporting/Tavira. ACDC Trofa/Trofense. JV Perfis/Gondomar Cultural. Efapel. UD Oliveirense/Inoutbuild. Crédito Agrícola/Jorbi/Almodôvar. Sicasal/Constantinos. LA Alumínios/LA Sport. Vito-Feirense- PNB e Fortunna/Maia. De Espanha vêm a Kuota/Construcciones Paulino; Baque Team e Supermercados Froiz.
 
Camisolas: Camisola Amarela – Geral Individual (patrocinada pela Miranda&Irmão). Verde – Geral por Pontos (Pecol). Azul – Geral Montanha (Navarra). Rosa – Geral Metas Volantes (MR Group). Encarnada – Melhor Corredor Equipa Clube (SRAM). Branca – Geral Juventude (Turismo do Centro). Xadrez – Geral Meta Autarquias (Lechler). Bolinhas – Classificação Meta Bolinhas (Ribeiro Escada).