Depois de ter representado o Woman Napoli C5, mais conhecido por Nápoles na época de 2017/2018, Cláudia Dias está de regresso a Itália e ao clube napolitano.
Natural do Paraimo, Sangalhos, a atleta, de 29 anos, que joga na posição universal, começou a sua carreira nos Atómicos, passando depois pela ADREP, Always Young, CCD Veiros, Novasemente, CD Ourentã, ARCD Venda da Luísa, Nápoles e na época passada voltou ao clube de Condeixa, sendo a melhor marcadora do clube (49 golos) e também a melhor marcadora (9 golos) da fase de manutenção – Zona Sul do campeonato nacional da 1.ª divisão de futsal.
Conhecida por Boneca, a jogadora, que é profissional na modalidade, conta com diversos títulos distritais no seu currículo e, a nível individual, de melhor jogadora e marcadora do distrito de Aveiro.
De regresso a Itália e ao Nápoles, vai disputar o Girone C da Serie A2, com o claro objetivo de  conquistar títulos nacionais. 
A experiência
e o regresso
Cláudia Dias começou tarde a jogar, foi sempre sénior, e questionada sobre a escolha do futsal e não de outra modalidade, como por exemplo o futebol, disse: “O futsal é uma paixão que nasceu comigo, não sei explicar. Gosto de ter a bola no pé, no futebol de 11 já não é assim.”
Depois de representar sete clubes em Portugal, surgiu o convite do Nápoles. A atleta bairradina conta como tudo aconteceu: “Foi através de um agente, que me questionou se queria ir e apresentou-me uma proposta. Andei algum tempo indecisa, pois era uma mudança muito grande, não queria ir para fora do país, sempre fui muito agarrada à minha mãe. Mas como as decisões mais difíceis são aquelas que nos trazem sempre os melhores sabores, resolvi aceitar. Gostei de lá estar, adaptei-me bem, éramos cinco portuguesas na mesma equipa, o que também ajudou. O treinador também me ajudou bastante, era acessível, morava connosco, e tudo isto ajudou a ultrapassar o défice emocional.”
Fica na retina que correu tudo bem, assim como a nível desportivo, mas Cláudia Dias não continuou em Itália. “Quis vir recuperar energias a Portugal e também tinha uma forte ligação à Venda da Luísa e queria disputar o campeonato nacional”, anotou, ela que um ano depois está de regresso ao Nápoles. “O convite foi feito pelo presidente que falou diretamente comigo. Tive outros convites de Itália e Espanha, mas decidi regressar porque já conheço o clube e a cidade, aliado ao que vou ganhar, às regalias que o clube me dá, sinto-me acarinhada”.
E no que toca aos objetivos, a jogadora bairradina não tem dúvidas do que pretende: “Quero subir à 1.ª divisão e ser campeã e vencer a Coppa Itália. Na época passada cresci muito na Venda da Luísa com o treinador Miguel Tente, que é muito profissional. Um dos meus objetivos é crescer, mais e mais, evoluir em todos os treinos e jogos. Queria tornar-me perfeita, mas isso é impossível.”
Seleção Nacional
Cláudia Dias é uma das melhores jogadoras portuguesas de futsal, mas nunca foi chamada à Seleção Nacional. Será que é desta que as portas da seleção se vão abrir? “Não, porque o facto de estar no estrangeiro ficamos escondidas do selecionador Luís Conceição. Ele muda uma ou outra jogadora, na zona onde estava em Portugal (Condeixa-a-Nova – Coimbra) não era tão vista. Se fosse Lisboa, penso que teria mais hipóteses”, ressalvando que se tivesse escolhido o futebol de 11 “há muito tinha sido selecionada”.
Apesar de já ter 29 anos, Cláudia Dias não sabe quando irá terminar a carreira. “Vou jogar até o meu corpo me permitir e quando não corresponder prefiro parar para não manchar a minha boa imagem no futsal.”