Um grupo de jovens voluntários, que reside em Ancas, voltou, no último sábado, à Lagoa do Paúl (Ancas), para meter mãos à obra na reabilitação daquele espaço. Apesar das temperaturas muito baixas, o sol permitiu que fossem plantadas mais de 50 árvores (salgueiros-branco, amieiros e freixos) oferecidos pela Junta de Freguesia da UF de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas. Os participantes nesta ação levaram ainda a cabo trabalhos de proteção de carvalhos, azevinhos, pinheiros e sobreiros nascediços, “para ver se vingam e se criamos um bosque autóctone”, revelou a JB Hugo Seabra, um dos jovens promotores da iniciativa.
O grupo começou a tomar forma com a mordomia da Festa de Ancas 2019 à qual pertenceu. “Para compensar a pegada ecológica deixada durante as festas, pensámos – os mordomos – em reabilitar, preservar e conservar a nossa Lagoa do Paúl”. O objetivo é, ao exercer uma cidadania ativa, “defender a nossa maior riqueza natural, a lagoa que estava a morrer porque já cá não chegava água”, mas também contribuir para uma maior biodiversidade na lagoa, criando refúgio e alimento à fauna existente, mas também às novas espécies animais que procuram este local para nidificar.
Daí, em dezembro, terem reabilitado a vala foreira (450 metros) que alimenta com água limpa a lagoa e que se encontrava completamente obstruída, por falta de limpeza e manutenção, envolvendo assim vários voluntários.

 

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