Joana Saavedra, da Curia (Anadia), fez de Pequim a sua casa, já lá vão cinco anos. Assistiu à propagação do COVID-19 a cerca de mil quilómetros do epicentro (Wuhan), na província de Hubei, há quase quatro meses. Entre o relato da experiência pessoal que viveu, deixa vários conselhos nesta luta contra um inimigo invisível que não depende só das medidas do Governo e dos profissionais de saúde, mas especialmente da atitude de cada um de nós, se quisermos vencer esta luta “sem precedentes e para a qual ninguém estava preparado”.

“O que mais nos preocupou foi a falta de controle nos aeroportos internacionais, estações de comboio, estações de metro de outros países, quando já se sabia como o vírus se estava a espalhar pela China e das medidas que a China estava a tomar para controlar (na medida do possível).”

“Isto é algo que me deixa perplexa relativamente à falta de liderança, em tempos de crise, nalgumas empresas em Portugal, e na nossa região, ao pedirem a todos os trabalhadores para irem trabalhar, sem tomar as mínimas precauções e cuidados no ambiente de trabalho.”

“Em Portugal é impossível adotar exatamente os mesmos mecanismos de controlo do vírus e de registo como na China. Cada país tem de adaptar as melhores práticas à sua realidade.”

Entrevista completa na versão digital ou impressa de 26 de março 2020