A Câmara Municipal de Águeda é finalista no V Prémio de Boas Práticas de Participação , no âmbito do projeto “LIFE Águeda – Um rio de todos” e conquistou, por tal, o Selo de Boas práticas

Aquele projeto é o segundo mais pontuado no Prémio de Boas Práticas, sendo um dos cinco finalistas, juntamente com iniciativas de Lisboa, Lagoa-Açores, Funchal e Cascais.

“Estamos de parabéns. Esta distinção demonstra a capacidade da nossa equipa e o trabalho que é desenvolvido em Águeda”, afirmou Jorge Almeida, presidente da Câmara de Águeda, defendendo que “é necessário o envolvimento de todos na salvaguarda e valorização dos nossos rios e lagoa, trabalho que tem sido desenvolvido em conjunto com diversas entidades”.

Resultante da avaliação de um júri constituído pela Secretaria de Estado da Inovação e da Modernização Administrativa – Agência para a Modernização Administrativa, bem como pela Associação Oficina, pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pelo Observatório Internacional de Democracia Participativa, esta distinção permite, desde já, a atribuição à Câmara de Águeda do Selo de Boas Práticas e a passagem à fase seguinte, a final, que contará com a votação do público.

Foram apurados para a final, com Águeda, os seguintes projetos: Orçamento Participativo de Lisboa; Orçamento Participativo Jovem de Lagoa-Açores; Assembleia Municipal Jovem do Funchal; e Voz dos Jovens de Cascais.

O LIFE Águeda visa a reabilitação dos ecossistemas fluviais, restabelecimento do continuum fluvial e restauro dos habitats ripários. Pela participação de proprietários de terrenos confinantes, pescadores, cidadãos, entidades públicas e privadas, bem como por diversos programas de voluntariado e ciência cidadã, visa alterar os comportamentos individuais e coletivos, no que toca à preservação dos rios/ambiente

O projeto arrancou em 2018, envolvendo a Universidade de Évora, o Município de Mora (através da equipa responsável pelo Fluviário de Mora), a Docapesca – Portos e Lotas, S.A. e a Aqualogus – Engenharia e Ambiente, Lda, e pretende, nomeadamente e entre outros, a melhoria do estado ecológico de 51 quilómetros de troços de rio; o restauro de condições lóticas e melhoria da estrutura e substrato do leito do rio em 68 hectares de habitat aquáticos, incluindo redução do assoreamento em oito troços de rio; a remoção definitiva de impactos de oito obstáculos à continuidade fluvial nos rios Águeda e Alfusqueiro, com criação de um corredor de 34 quilómetros favoráveis à progressão de peixes migradores; a gestão sustentável da pesca ao longo de pelo menos 50 quilómetros de rio.