A Câmara Municipal de Águeda preparou um programa específico para integrar a comemoração da Semana Europeia da Mobilidade (SEM), cujo tema central é “Emissões Zero, Mobilidade para todos”, e que, apesar de este ano sofrer limitações no tipo de atividades, tendo em conta a pandemia COVID-19, não deixará de ser assinalado.

Neste sentido, a partir de hoje e até dia 27, quem for possuidor de um bilhete de comboio (Linha do Vouga) tem uma visita gratuita no Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga. No próximo dia 20 (domingo), realizar-se-á um passeio de bicicletas, com partida às 9 horas, do Centro de BTT de Águeda (inscrições obrigatórias).

O Dia Europeu Sem Carros (dia 22) ficará marcado pela dinamização virtual do “Cerciag em Movimento” e pelo apelo que a Autarquia faz para que alunos, pais e professores, neste dia, optem pelo utilização da bicicleta (ou outro meio de mobilidade sustentável) nas suas deslocações diárias. Ainda nesta semana, serão novamente disponibilizadas, a título gratuito, as beÁgueda (Bicicletas eléctricas de Águeda).

Outro dos momentos chave do programa da SEM decorrerá, no dia 26, através da entrega simbólica à comunidade de projetos do Orçamento Participativo de Águeda ligados à melhoria das condições de acessibilidade e mobilidade, nomeadamente o projeto do Largo do Cruzeiro, em Paradela (UF de Recardães e Espinhel).

Refira-se que o tema central da SEM deste ano reflete o ambicioso objetivo da União Europeia de ser “o primeiro continente neutro em termos de clima até 2050”, tal como estabelecido por Ursula von der Leyen, Presidente do Comissão Europeia, ao apresentar o European Green Deal (Acordo Verde Europeu).

Tal como é referido nas orientações temáticas da organização, é objetivo da União Europeia (UE), com este tema, dar especial destaque à importância de um acesso a transportes zero emissões e à promoção de uma mobilidade inclusiva.

Outro  objetivo  do  tema da  edição deste ano da SEM é  salientar  que  as  soluções  de  mobilidade  com  emissões  zero  devem,  em  breve,  tornar-se  economicamente  comportáveis  e   acessíveis   para   todos.   Abrange   as   pessoas   com deficiência física e mental, bem como jovens, cidadãos   sénior,   mulheres,   grupos   minoritários,   pessoas com necessidades especiais ou socialmente desfavorecidas.  Isto porque, defendem, o  acesso  aos  transportes  públicos  promove  a  inclusão  social  e  económica,  o  acesso  a  atividades  de  lazer  e  culturais  e  dá  liberdade  de  circulação  a  todos,  sem  necessidade  de  depender  da  posse  de  um  veículo.