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Júlia Gradeço

Oliveirense

O papel da escola

Indisciplina, desmotivação, dificuldade de concentração, insucesso escolar, burocracia, são temas recorrentes, que justificariam uma reflexão séria da comunidade, analisando “a educação que proporcionamos às crianças e jovens”, na família, na escola, nas atividades extracurriculares.

Detendo-nos no papel da escola, a reconfiguração das práticas pedagógicas e a adaptação do processo ensino-aprendizagem ao desenvolvimento tecnológico deverão ser uma prioridade:

  • a escola passar de transmissora de saberes a incubadora de conhecimento através da recolha, seleção, relacionação de informação, experimentação;
  • o professor “sabe-tudo” depositário de saber acumulado, passar a coordenador-orientador, promotor do trabalho colaborativo, de projetos interdisciplinares, despertador da curiosidade;
  • o aluno recetor-reprodutor passar a aluno-construtor, crítico;
  • levar a sala de aula à comunidade e trazer a comunidade à escola;
  • utilizar as novas tecnologias como facilitadores da aprendizagem, incluindo o malfadado telemóvel como ferramenta de trabalho.
  • metodologias tradicionais enriquecidas com metodologias ativas;

Em suma, formar crianças e jovens motivados, participativos, empreendedores, aptos a responder aos desafios futuros.

Felizmente já muitas escolas estão atentas!