A evocação do 25 de Abril, na Assembleia Municipal de Anadia, não foi apenas um momento de memória, foi, felizmente, também um momento de projeção do futuro. O anúncio da criação da Assembleia Municipal Jovem de Anadia é um sinal político claro: há uma nova geração pronta para assumir responsabilidades, participar ativamente e conduzir a ação nos próximos anos.
Num tempo em que tantas vezes se questiona o envolvimento dos jovens na vida pública, importa dizer com frontalidade que os jovens não estão afastados, estão, sim, à espera de espaço, de oportunidade e de reconhecimento. E quando esse espaço lhes é dado, respondem com ideias, energia e capacidade de ação.
A juventude de hoje não é apenas herdeira dos valores de Abril. É a geração que transforma esses valores em prática. Uma geração que não se limita a observar, mas que questiona, propõe e age. Uma geração que quer estar presente nos processos de decisão e que tem legitimidade para o fazer.
A criação da Assembleia Municipal Jovem de Anadia deve, por isso, ser vista como mais do que uma iniciativa simbólica. É uma escolha política acertada. É apostar na participação jovem como pilar de uma democracia mais forte, mais representativa e mais preparada para os desafios do futuro.
Enquanto Presidente da JSD Anadia, vejo nesta medida a concretização de uma convicção antiga, na qual os jovens são chamados a participar, mas, mais do que isso, são ouvidos e levados a sério. Claro está, não basta criar espaços, é fundamental garantir que desses espaços resulta impacto real.
Contudo, não nos equivoquemos, este é apenas o primeiro passo. O verdadeiro sucesso desta Assembleia Municipal Jovem dependerá da sua capacidade de mobilizar, de envolver e de influenciar. Dependerá da forma como os jovens se apropriam deste projeto e da abertura que lhes for dada para contribuir efetivamente para o futuro do concelho.
Enquanto deputado municipal, acredito que esta iniciativa pode e deve marcar uma nova forma de fazer política em Anadia, mais próxima, mais participativa e mais aberta às novas gerações. Porque o futuro não se prepara à margem dos jovens; constrói-se com eles, lado a lado.
A juventude não é apenas o futuro. É a força que vai conduzir a ação. E quanto mais cedo lhe dermos voz, mais preparados estaremos para enfrentar o amanhã.
Celebrar Abril é também isto, confiar na juventude, dar-lhe palco e reconhecer que é nela que reside a capacidade de continuar a construir uma sociedade mais livre, mais justa, mais coesa, mais democrática e mais participativa.
