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Av. Cima: Ampliação do Lar do Centro Social já arrancou

Começaram, há 15 dias, as obras de ampliação do Lar de Idosos do Centro Social de Avelãs de Cima.
Orçada em 400 mil euros, esta ampliação deve estar concluída dentro de um ano.
O equipamento vai disponibilizar mais 13 camas em Lar (3 quartos duplos e 7 individuais), integrando ainda um gabinete, uma sala de estar e um refeitório com copa.
“A obra, no total, com equipamento, vai para os 500 mil euros”, diz Carlos Martins, presidente da direcção da instituição que avança não ir recorrer à banca: “o POPH eixo 6.12 comparticipa a obra em 60% e vamos utilizar alguma verba que a instituição possui”. Contudo, como o valor correspondente à instituição (40%) é muito elevado, o Centro Social vai, mais uma vez, pedir o apoio generoso da população da freguesia e promover iniciativas várias para angariar fundos.
Como a obra é mais um encargo na vida da instituição, que luta todos os meses com muitas despesas, Carlos Martins diz que “é preciso ter muito cuidado para levar a bom porto uma obra desta envergadura”. Daí, o apelo à solidariedade e generosidade de todos: “os utentes e as famílias exigem, cada vez mais, das instituições. Veja que, em grande parte dos casos, os idosos entram cá com um pequeno grau de dependência mas com o passar dos anos esse grau chega a ser total. Isso acarreta custos para a instituição.
Por outro lado, como temos certificação de qualidade, as exigências são enormes e, por vezes, é difícil gerir as receitas e as despesas”, diz, dando conta que é chegada a hora de fazer uma gestão mais profissional do Centro, mas também para dar resposta cabal à sobrecarga administrativa que se avoluma. Por isso, a direcção equaciona a contratação de um gestor, com experiência e currículo, sendo certo que quem vier a ocupar esse cargo, mostrando eficiência e profissionalismo, poderá encontrar aqui um trabalho a longo prazo.
Este responsável admite ainda que, nos tempos que correm, também a IPSS que dirige sente as dificuldades de utentes e familiares que vão atrasando o pagamento das mensalidades, o que acarreta maior dificuldade para a instituição.
De referir que o Lar está com lotação esgotada e as longas listas de espera não permitem à instituição acudir a todos os casos: “batem-nos à porta casos socialmente emergentes e situações dramáticas que nem sempre podemos socorrer”, diz Carlos Martins, admitindo que as novas camas também vão ser poucas: “ficamos com a capacidade máxima – 60 camas – permitida pela Segurança Social às IPSS’s. Mas sabemos que se tivéssemos outras tantas ficaríamos de novo com lotação esgotada, tal a procura por esta valência”.
“Esta é uma obra que se impõe pela sua urgência”, conclui.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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