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Primeiro-ministro destaca Cantanhede como exemplo para sair da crise

 

O primeiro-ministro disse, em Cantanhede, que sabíamos, há um ano, que o caminho para sair da crise seria difícil mas hoje, que o estamos a percorrer, sabemos que é de facto difícil mas “temos de passar por este processo”. À chegada aos Paços do Concelho de Cantanhede, na penúltima quarta-feira, Pedro Passos Coelho não escapou aos insultos e vaias da manifestação da CGTP, Fenprof e Sindicato de Professores da Região Centro, que ali aguardava, há mais de uma hora, a chegada do chefe do governo. Passos Coelho não falou com os manifestantes, antes preferiu ouvir a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, que abafava o ruído de fundo.
Já no salão nobre da Câmara, onde presidiu à sessão solene comemorativa do feriado municipal, Passos Coelho valorizou as medidas tomadas pelo atual governo. “Se o que estamos a fazer é para sairmos desta crise, então devemos valorizar aquilo que conseguimos fazer bem, porque sabemos que quanto mais percorrermos este caminho, mais perto ficamos de superar essa emergência.”
Para o primeiro-ministro, “o exemplo de Cantanhede é muito importante no contexto que estamos a viver. Se este município queria ser centralidade, se queria criar emprego, se queria oferecer melhores condições aos que aqui vivem, tinha de se abrir, mostrar que as suas capacidades podiam competir com as dos outros. Se tivéssemos uma visão mais fechada, nunca conseguíamos alcançar, como em Cantanhede, um resultado tão importante.” Passos Coelho frisou ainda que, numa feira como a Expofacic (inaugurada naquele dia), as pessoas “têm oportunidade de ver o que as empresas por todo o país são capazes de fazer”.

“Tempos muito difíceis”. O presidente da Assembleia Municipal (AM) de Cantanhede, Jorge Catarino, o primeiro a discursar na sessão solene, congratulou-se pelo dia de festa, afirmando que a Expofacic seria vivida com a mesma alegria de sempre, apesar dos tempos serem “muito, muito difíceis”. “Vamos todos ter de abdicar muito para reencontrar o equilíbrio; o nosso Estado terá de ser mais magro e mais eficiente; temos de voltar às origens, à terra, à floresta, ao mar; temos todos de trabalhar mais e melhor.” Para Jorge Catarino, “os velhos e os novos empreendedores serão a chave do sucesso”. O presidente da AM acredita que, “todos juntos, dobraremos de novo o cabo das Tormentas” para novamente o transformarmos “no cabo da Boa Esperança”, terminando com a declamação de “Mar Português”, de Fernando Pessoa.

Novidades no Biocant Park. Já o autarca de Cantanhede começaria a sua intervenção por destacar alguns marcos da ação do executivo municipal nos últimos 15 anos, como “a valorização da rede viária, a elevação dos padrões de qualidade de vida, a requalificação urbana ou a atração de investimento industrial”. Mas o ponto principal do discurso do presidente da Câmara apontaria para o Biocant Park, matéria em que o município de Cantanhede foi pioneiro, “porque antecipou a necessidade do país em infraestruturas como esta e tem investido até ao limite das suas possibilidades no projeto, no âmbito de uma parceria com as Universidades de Coimbra e de Aveiro”.
No final deste ano, antecipou João Moura, será inaugurado o edifício UC-Biotech, para onde o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC) vai transferir as suas valências de investigação fundamental em biotecnologia e o seu programa de formação avançada em ambiente empresarial.
Neste momento, existe também a garantia “de que uma empresa da área da biotecnologia vai realizar nas imediações do Biocant Park um investimento superior a 20 milhões de euros na instalação de uma unidade para produzir um fungicida biológico”. Esta empresa criará “um número de postos de trabalho que poderá chegar rapidamente aos 80 e cuja produção está integralmente tomada para exportação.”

Expofacic com posição destacada. A sessão solene seria também aproveitada para a entrega do Prémio Professor Doutor Lima de Faria a Nuno Miguel Machado Nobre, aluno do concelho que concluiu o ensino secundário com melhor média final, neste caso com média de 20 valores. Foi ainda prestada homenagem aos funcionários que completaram 25 anos de serviço em funções públicas.
No final da sessão, João Moura entregou ao chefe do governo uma garrafa de “Baga Marquês de Marialva 1995”, da Adega Cooperativa de Cantanhede. “Terei muito gosto em beber este vinho amanhã [quinta-feira], num almoço, em S. Bento, com o Presidente da República de S. Tomé e Príncipe”, referiu Passos Coelho.
A visita do primeiro-ministro a Cantanhede terminaria no recinto do Parque Expo-Desportivo de S. Mateus, onde procedeu à inauguração da Expofacic, “um certame que tem hoje, por direito próprio, uma posição destacada a nível nacional”, frisaria o autarca João Moura. “No total, temos mais de 500 expositores dos setores comercial, industrial e agrícola, onde promovem os seus produtos e serviços e exploram oportunidades de negócio. É esta atitude pró-ativa e empreendedora que o país precisa para fazer crescer a economia para níveis que lhe permitam superar os grandes desafios com que está confrontado.”

OP

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