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“A minha proposta é trabalho”, afirma novo presidente da Fundação Mata do Buçaco

“A minha proposta é trabalho”, afirma novo presidente da Fundação Mata do Buçaco

“A minha proposta é trabalho, pois sem trabalho não há sucesso”. É esta, para já, a garantia do novo presidente da Fundação Mata do Buçaco (FMB), António Gravato, que tomou posse esta quinta-feira, dia 28 de agosto. O engenheiro silvícola de 60 anos diz que vai basear o seu trabalho em três alicerces: “lealdade, para com o sr. Presidente da câmara da Mealhada; zelo, defendendo intransigentemente os interesses da Fundação; e ambição, porque este espaço deve ter ambição para sonhar”.

António Gravato tomou posse dois dias depois do seu nome ter sido aprovado, por maioria (seis votos e favor e um branco), em reunião extraordinária do executivo municipal. Está assim encontrado o sucessor de Fernando Correia, que renunciou ao cargo no início de agosto. Rui Marqueiro teceu elogios ao novo presidente, que considerou “homem cordial e bom líder”.

António Gravato ressalvou as suas ligações afetivas ao Buçaco e frisou que desenvolveu aqui “um PO [Programa Operacional] para o Ambiente” e que, mais recentemente, participou na criação dos estatutos da Fundação Mata do Buçaco.

Quanto ao futuro e à estratégia para a Mata, disse ser necessário “fazer uma avaliação e relançar o programa 2020 dos Fundos Comunitários”.

Oriana Pataco

Reportagem na íntegra na edição de 4 de setembro de 2014 do Jornal da Bairrada.

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Câmara de Anadia celebra Dia da Juventude com atividades culturais e desportivas

Câmara de Anadia celebra Dia da Juventude com atividades culturais e desportivas

A Câmara Municipal de Anadia celebrou o “Dia Internacional Juventude” no dia 12 de agosto, com a oferta de diversos serviços culturais e desportivos aos jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos.
O Município de Anadia pretendeu, assim, proporcionar um dia diferente aos seus jovens, dando a oportunidade de, gratuitamente, usufruírem de espaços culturais e desportivos em horário alargado e com serviços extra.
O Museu do Vinho Bairrada e a Biblioteca Municipal de Anadia estiveram abertos até às 22h desse dia e, em sessão de cinema extra, o Cineteatro Anadia exibiu o filme “Aviões: Equipa de Resgate”, em 3D, também gratuito para os jovens.
O grande destaque deste dia teve lugar no Centro de Alto Rendimento – Velódromo Nacional, em Sangalhos, que esteve aberto aos jovens, das09h30 às 18h30, para receber todos os que pretenderam visitar estas instalações ou até mesmo experimentar a pista de ciclismo, acompanhados por um técnico da Federação Portuguesa de Ciclismo.

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António Gravato é o novo presidente da Fundação Mata do Buçaco

António Gravato é o novo presidente da Fundação Mata do Buçaco

António Gravato, engenheiro silvícola de 60 anos, é o novo presidente da Fundação Mata do Buçaco. A decisão foi tomada esta terça-feira, dia 26 de Agosto, em reunião de câmara extraordinária, com seis votos a favor e um branco (voto secreto).
António Eduardo Ferreira Gravato “não é de cá”, reside na Figueira da Foz, confirmou o presidente da câmara da Mealhada, mas “conhece bem o Buçaco, tendo assessorado Ascenso Simoes [secretario de estado da Administração Interna e da Agricultura no primeiro governo de José Sócrates] na criação dos estatutos da Fundação Mata do Buçaco”, em 2008.
António Gravato deverá tomar posse até ao final desta semana. Recorde-se que esta foi uma decisão tomada na sequência da renúncia de Fernando Correia ao cargo, que ocupava há apenas oito meses.
Licenciado em Engenharia Silvícola pela Universidade Técnica de Lisboa, António Gravato deixa o cargo de assessor principal no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, para o qual havia sido nomeado em janeiro deste ano, para presidir ao conselho de administração da Fundação Mata do Buçaco. Entre outros cargos e funções, foi, entre 2008 e 2009, diretor nacional das Fileiras Florestais e, entre 2010 e janeiro deste ano, secretario executivo da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM-BM). Em 2007, foi nomeado sub-diretor geral dos Recursos Florestais.

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Concelho de Oliveira do Bairro no Verão Total da RTP durante três horas

Concelho de Oliveira do Bairro no Verão Total da RTP durante três horas

Oliveira do Bairro recebeu, no passado dia 5, a partida da 6.ª etapa da 76.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta.
Mais uma vez, a cidade foi palco, durante três horas, do programa da RTP Verão Total, apresentado pelo entertainer Herman José e Catarina Camacho. Pelo programa, além do presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, passaram vários convidados do concelho que foram apresentando alguns dos aspetos que caraterizam o município- da gastronomia ao folclore, passando pela música tradicional – e outros que vão surgindo e criando referências, nomeadamente na área do empreendedorismo e da educação.
Participaram neste programa Verão Total: Grupo de Cantares dos Moinhos; grupo de estudantes da Escola Secundária de Oliveira do Bairro, mentores do Projeto T Box; dois casais seniores que habitualmente frequentam o Chá Dançante, iniciativa da autarquia que todos os meses promove uma matiné de baile e convívio dedicada ao público com mais de 65 anos; Rancho Folclórico “As Vindimadeiras da Mamarrosa”; bordadeira Benilde Nogueira que, aos 90 anos, é uma das mais antigas na arte dos bordados e da costura, continuando a dar aulas às novas gerações; Júlio Teixeira, diretor da Recer, um dos maiores grupos empresariais do concelho, herdeiro da secular tradição de trabalhar o grés e um dos maiores empregadores do concelho; Fernando Martins da Quinta do Cavaleiro, empresa vitivinícola que produz vinhos maduros tintos e várias qualidades de espumantes a partir da Mamarrosa; Pastelaria Maria Bonita, uma referência na doçaria e pastelaria local, com a produção de bolas com massa de pão d’avó, massa folhada e de brioche, com leitão e rojão, certificados pelas respetivas confrarias, bem como criadora das já famosas “Oliveirinhas”, um doce que esta pastelaria concebeu inspirado no pastel da Bairrada, com um toque especial à Oliveira do Bairro; e o chef Gonçalo Soares do restaurante Magnuns’s & Company, instalado no Espaço Inovação, local onde se podem experimentar alguns dos melhores pratos de peixe da nossa costa que se comem na região.

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Câmara Municipal da Mealhada avança judicialmente contra empresa “poluente”

Câmara Municipal da Mealhada avança judicialmente contra empresa “poluente”

A Câmara da Mealhada quer tirar o suporte legal para laborar à empresa Alcides Branco e Companhia SA, situada na Lameira de Santa Eufémia, acusando-a de “persistir no incumprimento” nos últimos anos, e por ser “motivo de queixas dos cidadãos” devido ao “fumo e cheiros nauseabundos” que aquela unidade liberta às portas da vila termal do Luso. O assunto foi à última reunião de Câmara, na passada segunda-feira, onde o edil Rui Marqueiro foi peremptório, vincando que “já não há margem de manobra para resolver o problema a bem”.
O executivo mealhadense está a estudar a forma judicial de cassação da licença provisória de exploração daquela empresa de refinação de óleos e gorduras do concelho, com quem já tem um longo historial de desavenças. Na abertura da última reunião de Câmara, Rui Marqueiro informou os vereadores que este “argumento jurídico é o único meio possível para evitar mais confusões”, considerando que “ é triste chegar a este ponto mas não podemos deixar os cidadãos sem resposta, temos que estar com os cidadãos neste processo”.
Acusando a receção de várias queixas na autarquia sobe o assunto, o presidente da Câmara disse que “prontamente” foi pedida uma vistoria às várias entidades com responsabilidades no assunto, como os Ministérios do Ambiente e da Economia, ASAE e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) mas “dada a falta de respostas dessas entidades, decidimos avançar nós pela via judicial para impedir que este cenário se mantenha”, disse ao JB Rui Marqueiro.
O edil mealhadense, recordou que a administração da empresa em causa, que alegadamente não cumpre as determinações sobre emissão de poluentes, ”foi, no passado, alertada várias vezes para laborar em condições aceitáveis, teve todas as oportunidades mas nunca cumpriu com o que foi pedido”.
Esta intenção de avançar judicialmente contra a empresa agradou aos vereadores presentes na reunião. Arminda Martins (PS) lembrou que “ter a empresa no concelho e segurar posto de trabalho é bom mas temos que fazer opções. O problema arrasta-se há muito tempo e agora não resta muito para fazer, há que minimizar os problemas”.
Os vereadores da oposição também aplaudiram a ideia, com João Seabra (Coligação JPCM) a destacar que “é importante fazer coisas que reduzam o impacto ambiental” e “não pode a falta de empenhamento e de capital do empresário por em causa o bem-estar das pessoas”. “Gostava que a empresa continuasse a laborar, mas é preciso funcionar bem, senão não vale a pena”.
“A situação arrasta-se há muito tempo e agora vejo alguém a tomar uma posição firme em relação ao assunto”, disse Gonçalo Louzada (JPCM) que se congratulou igualmente pela decisão da autarquia.
Recorde-se que este braço de ferro entre a empresa e Câmara dura há vários anos e tem sido motivo de várias ações populares, desde abaixo-assinados a manifestações junto à empresa, a última das quais em novembro de 2007 com a presença maciça da população, num ato que contou com a presença do ex-presidente de Câmara, Carlos Cabral, e de outras entidades locais.
JB tentou contactar o administrador da empresa visada, mas até ao fecho desta edição não conseguiu uma reação ao assunto.

João Paulo Teles

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Ílhavo: Festival do Bacalhau com vasta  e aliciante programação

Ílhavo: Festival do Bacalhau com vasta e aliciante programação

Após seis edições de grande sucesso, a edição 2014 do Festival do Bacalhau, a decorrer entre os dias 13 e 17 de agosto, no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, “irá marcar o início de um novo ciclo na vida desta iniciativa que, mantendo a sua estrutura base, irá apresentar profundas alterações nomeadamente ao nível da programação e organização do espaço, tendo como objetivos mais relevantes o reforço da sua dimensão cultural, o aumento da sua notoriedade nacional e ibérica, a conquista de novos públicos e o aumento do seu impacto na economia local.”
Esta foi a indicação deixada pelo presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Fernando Caçoilo, durante a conferência de imprensa de apresentação do certame que decorreu na última segunda-feira, dia 4, a bordo do Navio-Museu Santo André.
Nesta apresentação pública do certame, o autarca congratulou-se com a realização de mais um Festival do Bacalhau, que atrai anualmente ao Jardim Oudinot dezenas de milhares de pessoas e que, sendo já um acontecimento incontornável na região e no país, contribui de forma muito relevante para a divulgação dos principais valores do município de Ílhavo e da região, constituindo ainda uma importante mais valia financeira para as Associações parceiras e para a dinamização da economia local.
Nota especial ainda para o elevado número de parceiros, sendo de destacar a participação de 10 empresas de bacalhau que fornecem os 10 espaços de restauração geridos pelas Associações.

Muita animação e tasquinhas para todos os gostos. Numa organização conjunta entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Confraria Gastronómica do Bacalhau, não vão faltar as tradicionais tasquinhas e os habituais espetáculos musicais no palco principal com Mickael Carreira, Gisela João, Rita Guerra, Herman José e “Os Aurora”.
Mas este ano, o Festival do Bacalhau irá contar, uma vez mais, com duas padeiras de Vale de Ílhavo, reconhecidas pelas suas padas, assim como os bares dinamizados por Associações vão estar igualmente presentes.
O certame vai integrar ainda mostras e provas de vinhos da região da Bairrada, de azeite e de outros produtos regionais.
As noites vão ser animadas com muita e boa música. Ao palco principal sobem alguns dos nomes maiores do panorama musical português, assim como haverá pequenos concertos no porão do Navio-Museu Santo André e no Palco “2”.
Uma programação mais intensa e diversificada, a decorrer ao longo de todo o dia, em diversos locais por forma a conquistar diferentes públicos.
Destaque ainda para os showcooking, mostra de produtos regionais e de artesanato.
Na ocasião, o presidente da autarquia de Ílhavo sublinhou que esta “é uma aposta que conta já com longos anos e que tem vindo a evoluir de dimensão”.

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Águeda: Em setembro, leitão é rei durante cinco dias de festa rija

Águeda: Em setembro, leitão é rei durante cinco dias de festa rija

David Carreira, Blind Zero, Deolinda e Boss AC são os cabeças de cartaz da 21.ª edição da Festa do Leitão assado à Bairrada que decorre em Águeda, de 3 a 7 de setembro.
A apresentação do certame, promovido pela ACOAG (Associação Comercial de Águeda) em parceria com a Câmara Municipal de Águeda, aconteceu no passado dia 1 de agosto e teve como palco, uma vez mais, as Caves S.João, em Sangalhos.
Nesta que é a 21.ª edição o cartaz musical de grande qualidade, associado à gastronomia, ao artesanato e aos doces regionais serão os ingredientes suficientes para atrair ao Largo 1.º de Maio milhares de visitantes.
Este ano, o emblemático certame aguedense, terá cinco restaurantes presentes, mantendo-se o preço por dose de leitão nos 12,50 euros. E uma vez mais, esta que é a iguaria maior da região, será acompanhada pela excelência dos vinhos e espumante das Caves São João.
“Em volta dos restaurantes decorre toda a restante dinâmica da Festa, sendo de salientar a tenda da novidade”, avançou Olívia Passos, presidente da ACOAG, durante a apresentação do certame.
“Temos tido o apoio do Turismo do Centro e da Câmara Municipal de Águeda que nunca nos faltou com o seu apoio e tem estado sempre disponível”, diria ainda.

Novidades gastronómicas. Este ano as novidades gastronómicas são de comer e chorar por mais. Novamente confecionadas pela Padaria Pastelaria Trigal, acabam por ser inspiradas no próprio certame: o semi-folhado com formato e recheio de leitão e o folhado em formato de garrafa de espumante, mas com recheio doce de ovos, prometem fazer a delícia de todos os comensais. Acrescente-se que esta pastelaria volta a reeditar aquelas que foram as novidades dos anos de 2009 e de 2010: bola de leitão, bateirinha do Águeda doce, bateira de leitão e lencinhos de Águeda, sendo certo que na presente edição haverá ainda outra tentação em cima da mesa: as sombrinhas de Águeda, um doce inspirado no agitÁgueda.
No recinto de espetáculos estarão a funcionar quatro bares assim como diversas animações: pista de carros de choque e insufláveis para os mais novos.

Variados ramos de negócio presentes. Paralelamente, a mostra de artesanato e gastronomia serão os grandes atrativos. Expositores dos mais variados ramos de negócio (pastéis de Águeda; doces da Confraria Sabores do Botaréu; produtos regionais alentejanos; iguarias da Ilha da Madeira; Mirtilos e a batata frita artesanal, entre outros), vão atrair muitos visitantes.
Na ocasião, Olívia Passos falou da segunda corrida e caminhada Solidária+. Um evento organizado e dinamizado pela ATIVA+ em colaboração com a ADERCUS e inserido na 21.ª Festa do Leitão. De acordo com o princípio solidário que rege esta iniciativa, a totalidade das verbas angariadas reverterá a favor da Associação de Pais de Mourisca do Vouga – “Os Pioneiros”.
Jorge Almeida, vice-presidente da autarquia aguedense, avançou estarem reunidos todos os ingredientes para que o certame seja um sucesso. “Só é preciso rezar a S. Pedro para que esteja um tempo ótimo”, considerando que “Águeda se vai orgulhar deste certame” que marca “a maioridade da Festa do Leitão”.
Também Alberto Marques, presidente da Assembleia Geral da ACOAG, apelou aos associados e amigos da ACOAG para que não faltem a esta festa: “Passem a palavra junto de fornecedores e clientes para que tenhamos muitos visitantes”, num evento que considerou ter evoluído muito ao longo destas duas décadas, sendo já “uma referência na região”, mas que poderá evoluir ainda mais por forma “a dar o salto importante”. O preço das entradas será de 3 euros, exceto no domingo que será de apenas dois.

Programa
Quarta-feira, dia 3: David Carreira
Quinta-feira, dia 4: Blind Zero
Sexta-feira, dia 5: Deolinda
Sábado, dia 6: Boss AC e espetáculo piro-musical; Dj’s The Fucking Bastards
Domingo, dia 7: Portugal em Festa (programa da SIC) com seis hora de emissão, em direto, que prometem essencialmente humor, música, reportagem, prémios e muita animação e ainda uma SunSet Party com vários Dj’s.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Vilarinho do Bairro: Produtores bairradinos de batata protestam contra silêncio do Governo

Vilarinho do Bairro: Produtores bairradinos de batata protestam contra silêncio do Governo

Numa iniciativa promovida pela ALDA – Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro, cerca de 50 produtores de batata dos concelhos de Anadia e Oliveira do Bairro reuniram-se junto ao mercado de Vilarinho do Bairro, Anadia, indignados pela falta de resposta do Governo e do Ministério da Agricultura aos problemas de escoamento e da baixa dos preços à produção.
A situação é calamitosa e dramática para os produtores. Após a concentração dos agricultores junto ao mercado de Vilarinho do Bairro, os promotores da conferência de imprensa convidaram os jornalistas a visitar um terreno de batatas, nos Banhos, Vilarinho do Bairro, propriedade de Mário dos Santos Simões, onde era visível o amontoado de sacos de batatas, ainda sem destino.

Silêncio. “A preocupação dos produtores e agricultores é enorme. Depois de uma primeira iniciativa na Câmara Municipal de Aveiro com os produtores do leite, onde também estiveram presentes agricultores de batata, enviámos vários documentos ao Ministério da Agricultura e ao presidente da República para os problemas de escoamento e da baixa dos preços à produção da batata. Até hoje não obtivemos qualquer tipo de resposta por parte do Ministério da Agricultura e de Cavaco Silva, nem de outros órgãos de soberania.” Foi deste modo que, Albino Silva, presidente da ALDA, se dirigiu aos muitos jornalistas presentes.
Atualmente, o preço por quilo de batata, custa cinco cêntimos, as grandes superfícies praticam outro tipo de preços (30 cêntimos), e os agricultores, em uníssono, dizem que “alguém está a ganhar à nossa custa”.
Albino Silva proclamou que era importante haver uma reunião com as grandes empresas e pediu que a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, “venha aqui, olhos nos olhos, falar com os agricultores e ver o problema da falta de escoamento do nosso produto e os preços que estão a ser praticados, pois não há qualquer intervenção por parte do Governo”, acrescentando que “a situação é muito grave para os agricultores e, no próximo ano, também não sabemos se nos pagam o preço certo. O futuro não é risonho”.

Sem retorno. “O setor da batata tem muito investimento. Uma pessoa, por dia, na apanha da batata, ganha 30 euros. Os cinco cêntimos por quilo não pagam a colheita. Quinze cêntimos, por quilo, é um preço para não perder dinheiro e para fazer face ao custo da produção”, afirmou Manuel Reis, produtor da Mamarrosa – Oliveira do Bairro, que este ano semeou três hectares – cerca de 100 sacos de batatas. “No ano passado deu algum dinheiro, este ano semeou-se muita batata, e é aquilo que todos sabem. Há agricultores que não têm outra fonte de rendimento e, perante este estado de coisas, não têm dinheiro para pagar os custos e vão à falência. O cenário poderá ser este”, avisa Manuel Reis.
Antíbio Seabra, outro dos produtores, referiu que “há jovens que ficam endividados para toda a vida”, e que o Governo terá que “tomar medidas urgentes na resolução deste problema”.
Mário dos Santos Simões, proprietário do terreno visitado pelos agricultores em Banhos, dedica-se em exclusivo à produção da batata desde 1999. Diz que houve um ano em que as batatas ficaram todas na terra por causa de uma praga de traça. Agora, adianta, que “este ano é para esquecer”, ele que semeou 12 hectares.
“Tenho 350 toneladas de batatas e ainda não vendi 100. E daqui a uma ou duas semanas, os espanhóis invadem o país, e tudo se torna ainda mais complicado para os agricultores.”
O produtor bairradino confessou, já numa alusão à próxima posição a tomar pelos produtores, que “o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro (Mário João Oliveira) é muito amigo do povo dele e apoia estas iniciativas”, sublinhando ainda que “a CALCOB já devia ter feito alguma coisa pelos agricultores, tal como as cooperativas”.

Concentração. Na próxima quinta-feira, dia 7 de agosto, pelas 11h, a Comissão de Produtores de Batata, vai levar a efeito uma concentração em frente à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro.
O tema volta a ser “pelo escoamento a melhores preços para a nossa batata” e os promotores da iniciativa vão entregar um documento ao presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, e solicitar o apoio da autarquia e dos autarcas.
A Comissão de Produtores de Batata faz um apelo para que os agricultores compareçam em massa e levem a sua máquina ou viatura agrícola.
Manuel Zappa
zappa@jb.pt

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Amoreira da Gândara: Luísa Pato produz azeite para restaurante com estrelas Michelin

Amoreira da Gândara: Luísa Pato produz azeite para restaurante com estrelas Michelin

Diz o ditado popular que “filho de peixe sabe nadar” e, na verdade, no coração da Bairrada, no concelho de Anadia, Filipa e Luísa são exemplos disso. Filhas do consagrado produtor vitivinícola Luís Pato, ambas estão ligadas ao torrão que as viu nasceu. Filipa optou por seguir as pisadas do pai e é, hoje, a par de Luís Pato, um dos nomes maiores na produção de vinhos de qualidade na Bairrada.

Produtora de azeite. Luísa seguiu um rumo ligeiramente diferente – é uma promissora produtora de azeite, um dos produtos tradicionais e seculares, reconhecido hoje como muito benéfico para a saúde, mas também apreciado pela sua versatilidade na gastronomia e na dieta mediterrânica.
Com a paixão pela terra a correr-lhe nas veias, a filha do meio do produtor Luís Pato, com apenas 35 anos, está a trilhar o seu próprio caminho no setor agrícola, aventurando-se no mundo do azeite.
“O meu pai e a minha irmã já estão lançados no mundo dos vinhos. Não tinha sentido eu dedicar-me à mesma área”, admite a jovem licenciada em Engenharia e Gestão industrial, que decidiu trocar as quatro paredes de um gabinete pelo campo.
“Gosto de campo e da aldeia e sempre me fascinou o ar livre. É como um SPA do dia a dia”, avança, admitindo que a cultura da oliveira e a produção do azeite são um património ancestral na região, mas subaproveitado. Como na casa de lavoura dos bisavós já se produziam azeite, vinagre e vinho para consumo doméstico, agora a jovem Luísa está apostada em transformar a produção de azeite num produto de referência.
O berço do projeto é a Quinta do Ribeirinho, na Relvada (Amoreira da Gândara). “Adoro esta quinta. Sempre gostei deste local. O meu bisavô já aqui produzia azeite e foi nesta quinta que me casei. Por isso, tem um grande significado para mim”, revela, admitindo ainda que cedo se apercebeu de uma lacuna na região, que embora tenha muitas oliveiras galegas a delimitar as zonas de vinha, estas estão subaproveitadas, sentindo-se também uma lacuna na produção de azeite de grande qualidade. Por isso, decidiu apostar toda a sua energia neste produto, legado da família, mas que vê como “um filho”. “Este azeite é como que um filho para mim. É o meu primeiro produto, pelo qual sou inteiramente responsável”.

Azeitona galega é a melhor. A Quinta do Ribeirinho faz parte da família Pato desde o século XVII, emprestando agora o nome não só a um vinho (Luís Pato) mas também ao azeite, produzido por Luísa Pato. Aqui é rainha a azeitona galega, uma espécie autóctone da Bairrada que se caracteriza por ser uma azeitona muito pequena, mas com um caroço grande, e cuja rentabilidade não ultrapassa os 8%.
“Aqui as oliveiras produzem ano sim, ano não”, avança, e como produtora ainda recente que é, vai buscar alguma matéria-prima à zona da Guarda, onde comprou parte da azeitona que utilizou na produção do primeiro ano. O processo na produção de azeite é simples e a opção recaiu na extração a frio.

Azeite gourmet. A reduzida produção – uns escassos 200 litros – foram imediatamente todos vendidos para o belga “Hostellerie Le Fox”, restaurante detentor de duas estrelas Michelin, que funcionou como uma alavanca do projeto, que se quer afirmar como uma referência na produção de azeite de elevada qualidade na região. Um alento que levou Luísa Pato a aventurar-se, de corpo e alma, este ano na produção de mil litros.
“Este ano comprei mais quantidade de azeitona na Guarda, ao mesmo agricultor e já tenho produção própria. Para o restaurante belga vendi a mesma quantidade e vou começar a exportar para o Brasil.”
“Sigo todo o processo muito de perto. As oliveiras da Quinta do Ribeirinho são centenárias e dali consigo uma produção de 200 litros, que vai para o azeite Essência da Quinta do Ribeirinho”. Um topo de gama, já que as garrafas são de apenas 1/4 de litro e cuja rentabilidade é de apenas 8%. A restante azeitona galega que compra é proveniente de oliveiras biológicas e totalmente apanhada à mão, na Guarda.

Mais área de plantação. “Já plantei mais meio hectare de oliveiras na Quinta do Ribeirinho, mas para o ano vamos expandir e plantar mais dois hectares, porque o solo é bom. Como uma oliveira demora cerca de 4 a 5 anos a começar a produzir, a rentabilidade do investimento não é imediata”.
É num lagar da região que acompanha a produção do azeite. “O meu azeite caracteriza-se por ser picante, ter bastante corpo e ser muito aromático porque é puro, muito estruturado. É um azeite da Bairrada que até tem características muito idênticas ao vinho da região”, revela, dizendo que “quem gosta do vinho Luís Pato, com as suas características da Bairrada, vai com certeza gostar muito deste azeite. Combinam os dois muito bem numa refeição”.
Para já, desenvolveu uma imagem muito cuidada da garrafa e do rótulo, com ajuda de Maria João Pato, irmã mais nova do clã Pato, e do Grupo Marques Associados.
O azeite encontra-se em garrafas de meio litro, muito elegantes e com uma roupagem sóbria e delicada. Com um conceito gráfico inspirado na arquitetura da Quinta do Ribeirinho que empresta o nome à marca do azeite, o rótulo foi desenvolvido tendo como imagem principal um esquiço da casa, envolvido por uma gota (formato do rótulo) de azeite.
Direcionado para um público médio/alto e principalmente para as cadeias de restauração e hotelaria, é um produto que se destaca no mercado quer pela qualidade do azeite, quer pela sua imagem moderna.
Luísa Pato acredita que, pouco a pouco, a região e o país vão conhecer este azeite, mas que prefere dar passos pequenos e sólidos, num projeto que não deixa de ser ambicioso e que poderá passar também pela produção de uma “manteiga de azeite”. “Como é um azeite muito saudável, encorpado que, com o frio, coalha, estou a pensar fazer uma experiência com manteiga de azeite”, diz, revelando ainda estar para lançar também um vinagre. As barricas com o vinho já existem há muito e dentro de dois anos, poderá sair para o mercado um vinagre gourmet, produzido artesanalmente, nascido no mesmo berço do azeite.
O destino destes produtos é o mercado nacional (lojas gourmet e garrafeiras), mas em especial o exterior, devendo parte desta produção de azeite rumar ao Brasil.

Catarina Cerca

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87.º aniversário dos Bombeiros da Mealhada marcado com homenagens e nova viatura

87.º aniversário dos Bombeiros da Mealhada marcado com homenagens e nova viatura

Os Bombeiros Voluntários da Mealhada celebraram 87 anos de atividade no dia 26 de julho e motivos de festa não faltaram para assinalar a data. A bênção de duas viaturas, o descerramento de duas galerias fotográficas, a atribuição de medalhas de assiduidade ao corpo ativo e discursos quase em uníssono, a alertar o Estado e as autarquias para a importância do trabalho dos voluntários e do devido apoio financeiro às associações humanitárias, dominaram a festa dos bombeiros mealhadenses.
A questão do financiamento dos bombeiros e o período de dificuldades pelo qual passam muitas corporações foi a tónica dominante dos discursos, com Jacinto Oliveira, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, a reconhecer que “o Estado português tem exigido muito e pouco tem dado aos bombeiros”.
José Gomes da Costa, da Liga dos Bombeiros Portugueses, defendeu igualmente uma intervenção junto da Associação Nacional de Municípios Portugueses e do Ministério da Administração Interna “para que haja uma uniformidade na questão dos subsídios a atribuir aos bombeiros para que possam pagar as suas despesas, pois os dirigentes das associações fazem autênticos milagres para gerir a casa”.
O presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, corroborou, comentando que “seria um desastre não haver voluntários” e vincou que “o município não tem problemas com as suas duas corporações”, pois “se mais razões não houvesse, há uma que é fundamental: quando há problemas os bombeiros são sempre os primeiros a chegar”.
A direção dos bombeiros aproveitou o aniversário para descerrar uma galeria à entrada do quartel com as fotografias dos três fundadores,  para além de uma outra, no salão nobre, com os retratos dos presidentes das assembleias-gerais. Já no exterior, foram benzidas duas viaturas, uma ambulância de transportes de doentes e uma viatura de combate a incêndios agora convertida em unidade de apoio e logística.
Aassociação condecorou 14 elementos do corpo ativo com medalhas de assiduidade numa cerimónia em que o comandante Nuno João, apesar de estar já em funções, viu a sua posse oficializada com a assinatura do Auto de Entrega, recebendo das mãos do presidente da direção, Nuno Canilho, a Carta de Missão.
João Paulo Teles

Leia a notícia completa na edição impressa ou digital do Jornal da Bairrada de 31 de julho de 2014

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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